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terça-feira, 28 de março de 2023

Na conversa da espuma,

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Sei que a vida


que desejo


é ser feliz,


em tempo de acordar.


 


Às vezes a melhor descida


é ensejo


de acertar


o que fiz


no lento caminhar.


 


A entoação dispersa


pelo ar pé-de-vento


entra pelo mar adentro


em elegia à espuma perversa.


 


Bebo tudo num trago


que trouxe


o alento


amargo e doce.


 


As palavras vazias  


envoltas na onda perversa


 significam muito mais,


porque têm o sal dos ais


deixando-se ir na conversa


da espuma, há dias.


 


 

sexta-feira, 24 de março de 2023

"Prima-ver-ar o teu olhar"

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A Luz invade o teu 


olhar.


Corre suave


o som


do despertar,


da vida,


que continua


aceleradamente.


A cor repousa 


no Instante


em que observas,


transformando os dias


em tempo de amor.


Mas mesmo sem ver


ela volta


para te aquecer,


iluminando os teus dias


em tempos de Primavera.


 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O meu Frankenstein

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Este tema vem a propósito do último livro que acabei de ler. É um tema que dá para refletir e poderia abordar aqui vários assuntos, no entanto, resolvi particulizar um pouco quando fiz esta pergunta: Não teremos todos um Frankenstein nas nossas vidas? Um monstro que se vinga e nos persegue? Intuitivamente respondo que sim. Eu chamo-lhe realidade consubstanciado num constante Sentir. Pensar. Viver. É quase como o bater ritmado do coração, que funciona perfeitamente e que, ao mesmo tempo, passa despercebido. Sentir. Pensar. Viver. E um dia quem sabe nos assombre e consuma de medos quando tomamos consciência da dimensão que implica esse esforço diário. Mas  o meu FranKenstein é diferente, é algo que nasceu comigo. Ele alimenta-se de pensamentos. Tal como no livro, ele é gigante, por vezes feio, e considera-se uma criação aberrante da natureza. Tem vida própria, acreditem. Eu cá experimentei correr com ele, persegui-lo com pensamentos de beleza e até com produtos químicos da farmácia, mas o mais saudável é abrir um livro e começar a ler. 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Reinventar-se.

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Reescrevo, aqui, aquilo que considero, aparentemente, indecifrável, e pinto a força interior num escudo de forma a impedir que  se sirvam de míseras psicologias beligerantes de submissão à vontade. A pele estranha em mim desenvolveu uma casca grossa de absurda honestidade e não acredita que possa algum dia vir a ser tatuada com letras estranhas de hipocrisia. Sem saber, sabendo, repito sempre o mesmo processo - mais um recomeço. Para tal amenizo o ego ou o consciente e liberto o momento. O cérebro, frágil, desobedeçe e regista tudo em segundo plano e nos pensamentos e nos sonhos não viajo à toa.Reescrevo um novo começo, mas com a consciência de que posso olhar o sol sem filtros. Sou justa e espero o mesmo dos outros.


 


 Imagem: daqui.


 


 


 


 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Now and then, memo to the future

 



 


Now 


Hell is the gateway


No one orders,


nobody does anything


Believe in the explosion


Or terrorist or lying,


But do not buy the fight


nor sell your soul.


The power of anger


and the pain of the world


Wept in known tongue,


and vomit on the correct


and weak


narrows view.


 


and Then


The forest out there


It´s not the same.


All the blame


Of some of us.


Everywhere


There´s fire,


Consumes everything


Around 


Inside


All memories


All coletive past


Is gone.


Stays Blury


The future.


 


 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A incrível e triste história de uma sombra

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A insurgente sombra grita, em desespero mudo, profundamente abalada pelos sonhos que trespassaram os seus olhos inexistentes. Deixa para trás a luz envolta em seda de papel. Mirra a vontade, aparentemente, nublada na conversa suscitada pela mulher, em pranto, mirrada na inércia dos seus sapatos pretos de verniz.


A insurgente sombra grita em desespero surdo e sai cá para fora a negra banalidade, o dualismo em duas versões:a dos sapatos pretos dos outros e a de quem escolhe a sombra pesadelo de viver-ignorar.


A insurgente sombra chora comovida.não entende a lógica.nem a vida.


 


 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Somos sem saber

Sou alma e fim, sou sentimento, a essência, e a quimera.


Talvez procure, na estranheza, a beleza.


Mas como explicar a palavra que lavra a língua na míngua do que esquecemos?


Sabendo que a escola da eternidade está encerrada... cabe-nos agora descobrir...


o trilho ou o caminho da verdade.


 


 


 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Primeiro desejo para 2017 : que NADA FALTE!

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Esta é a frase de inspiração para o ano 2017! Mas, às vezes, a imaginação falha e não ocorre nada. Então surge uma espécie de vazio e não há palavras que preencham o ecrã... 


Assim, o meu desejo, para o Novo Ano, é que nada falte: nem saúde, nem paciência, nem amigos, nem dinheiro, e nem mesmo inspiração.


Se nada faltar, teremos o necessário para o Brainstorm. E o que é o Brainstorm, além de imaginação e de escrita torrencial?



O brainstorming (literalmente: "tempestade cerebral" em inglês) ou tempestade de ideias, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo - criatividade em equipe - colocando-a a serviço de objetivos pré-determinados (aqui).



 


Para mim, o Brainstorm de 2016 foi profícuo e especial. Consegui extravazar os pensamentos que me enchem a cabeça. E é terapêutico, acreditem! 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O sentido da vida

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 O céu escureceu na mente


da vida


desesperada


sem ti, e sem nada.


 


Era uma espécie


decadente,


nessa estrada,


sem mim, e sem nada.


 


Insegura, apenas via o céu,


e seguia, perene,sagrada,


a linha invisível


do nada.


 


Dessa vida 


sem cores estelares,


constelações ou terra,


vivia um sonho desafinado,


do passado.


 


Mas eis que surgiu um sentido


e na palavra nós O verdadeiro Amor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Enigma



no sossego vago do leito, escondo, debaixo das cobertas, o fervor. 



oiço um restolhar. espio devagar, sem olhar,



a página de um novo romance de amor. 



a luz esquálida, dentro do quarto,transportou



uma luminosidade, e a visão vertidada alma disparou



o alarme da ilusão. alguém está ali?ou é só a escuridão? 



entre o agora e o passado. fiquei àespera. e esperei só.



e o frio, que cobria a pele, esticou a perceção num nó.



um ataque invisível.um barulho depassos… um bater do coração...

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Nos dois sentidos, o início é o fim


 

? Fim

 audacioso ou o

modernismo

 a desentesar a palavra?!

arrefece-a em ardósia ou

desperdiça-a em ambrósia,

em ponto edulcorante,

com imaginação,

 rima perfeita

no branco do nada,

e, sem segurança,

desleita a estrada;

entra em contramão-do-saber

nas dúvidas por esclarecer

e, na incerteza,

divaga em tristeza,

“sem nada a perder”

é o poema

 


Do início ao Fim.

 

 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Fotografia da alma


 

Quando caminhares curvado pelo ónus do espírito

 

[pai]

edificarei um empedrado de pensamentos polidos,

onde eliminarei os minutos do horror e

[os sonhos urdidos]

nateia viva da angústia, cortarei cada fio frágil

[da memória]

enão estenderei a mão

enão exigirei a tua atenção para as fotografias

[a preto e branco]

Eos espinhos, deglutidos na garganta em trevas, devorarão as lembranças que

[esmoreceram e]

 de mim se alongaram os segundos  da hora derradeira,

quandodestruístes, nos sonhos,  a carneoculta da mãe

[dos olhos da (v)ida]

 Esquecestes  do ser imberbe gerado das células paternais…

Mas eu repudio essa herança e a fria despedida

finalmente

[a dádiva de amor a um filho]



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Questão atroz

 



Quando, na força das palavras não ditas, surge a insatisfação inútil?


 Eis a desdita tristeza que se apressa numa lágrima fútil.


Já nada ocupa o seu ser, a não ser uma espécie de doença,

cinzenta, em forma de questão. Quan-do,

nestas sílabas silencia a atenção

que dedica à lembrança das noites com voz ciciada em macia tentação.

Vira o mundo e desmaia

a expressão (do rosto), mas esforça

a mente na procura de um resquício da noite inconfidente

e agora atravessa demente

a desabitada areia da praia,

onde as ondas engomaram e enrolaram a escravidão.

O mar, traiçoeiro, havia chegado perto da areia e baralhado em água a emoção.

Havia chegado, ainda, o vento desleal e, bem veloz, O momento atroz.

Acorda  para o tempo verbal das palavras e contempla

as suas pegadas cinzentas demarcadas,

entretanto,arrastadas

pelo Mar, pela Vida epela insidiosa Pergunta:

QUANDO?

 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A inspiração fugidia


Quando não encontro inspiração, procuro viver um dia de cada vez.

Sem pressa. Apenas um dia de cada vez.

Mais rapidamente morria o vento que tentou soprar a fugaz

Dificuldade de concentração. Procuro sonhar um pouco.

Sem pressa. Apenas um sonho de cada vez.

Um dia alcançarei a palavra mais longínqua da memória.

Sem pressa. Apenas uma palavra de cada vez.

Um dia voarei para o mais recôndito infinito do tempo.

Sem pressa. Apenas um voo de cada vez.

Desaparecerei e rastejarei a ilusão daquilo que fui.

Sem pressa. Apenas uma ilusão de cada vez.

 

Procurei viver sem inspiração, desde quando?!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O tempo


Este tempo (in)certo
pode provocar (in)certezas.
É que não podemos perder tempo
ou ter tempo para surpresas.

É que não podemos
ganhar tempo ou perder .
É que não há tempo,
sem tempo para viver.

Algum tempo,
é viver um pouco.
Não aproveitar o tempo,
é ser louco.

Mas o meu
tempo é teu,
Como o teu,
É meu também...

Não, não é de mais ninguém.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

NADA, sente as palavras

Controlamos a energia e moldamos um instante,
um minuto descontrolado do pensador, do ser pensante.
Não há alternativa.
Questiona a realidade.
Nesse momento, sério, descarnado e sem piedade,
amassa a persistência insistente sem idade.
NADA nos surpreende,
NADA  acalma a imensidão
da imaginação
apressada e sem saída.
Questiona tudo.
Questionar é procurar,
É sentir sempre mais,
com força, apesar
de acordar
no lugar errado.
Questiona sempre e
nada fará parar
o pensamento.
NADA, e vence,
e sente o descontentamento,
NADA, e forma as frases de amor. 
Procuramos viver em função de
ser e não ser,
alegre e infeliz,
só e apaixonado.
Dicotomia à altura das palavras,
que são como sementes
que temos de sabercultivar,
que são como plantas
que temos de saber regar.
Exacerba o sentimento
e nada, nada em palavras;
NADA  na merujinha de ideias parvas;
NADA na chuva molha-tolos;
e origina uma morrinha ocular. 

domingo, 25 de setembro de 2016

Quase Nada


O amor
é a vida frágil, sensível,
de um coração palpitante
cheio de  palavras sentimentais.

É a doce fantasia
do Eterno,
é Tudo,
mas efémero.

Em cinzas,
sem chama ou
sem felicidade.

Pode reacender
Um pouco, mas
Às vezes,
Quase Nada.




quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Livre de pontuar

Pontuar
Faz pensar
e paralisar
a criatividade
Ser livre e
Escrever sem forma
como entender
Sem stress
sem pausas
Quereis respirar
Respirai quando vos apetecer
Sou livre de pontuar
O que quiser
mesmo sem ar
Quero saramagar
um pouco mais
A felicidade de saber
que posso pontuar
as palavras
mais tarde
agora
ou nunca
Sim NUNCA

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Não és do Bem

Sempre sorrindo,
Escondes a avareza.
Sempre polida,
pela grandeza.
Sempre sorrindo,
escondes a tristeza.
Mal de nós
Ter tal exemplo.
Não és do Bem,
Nem por dentro.




terça-feira, 20 de setembro de 2016

Acorda


Acorda, desse sonho.
Força a alma que,
entre o céu e a terra,
estremece,
desacerta,
e projeta
o nosso corpo.
Força o ser
Que não sabe ser
mas precisa de
Viver e...
ups,
estou aqui
de novo.