quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Fotografia da alma


 

Quando caminhares curvado pelo ónus do espírito

 

[pai]

edificarei um empedrado de pensamentos polidos,

onde eliminarei os minutos do horror e

[os sonhos urdidos]

nateia viva da angústia, cortarei cada fio frágil

[da memória]

enão estenderei a mão

enão exigirei a tua atenção para as fotografias

[a preto e branco]

Eos espinhos, deglutidos na garganta em trevas, devorarão as lembranças que

[esmoreceram e]

 de mim se alongaram os segundos  da hora derradeira,

quandodestruístes, nos sonhos,  a carneoculta da mãe

[dos olhos da (v)ida]

 Esquecestes  do ser imberbe gerado das células paternais…

Mas eu repudio essa herança e a fria despedida

finalmente

[a dádiva de amor a um filho]



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