A insurgente sombra grita, em desespero mudo, profundamente abalada pelos sonhos que trespassaram os seus olhos inexistentes. Deixa para trás a luz envolta em seda de papel. Mirra a vontade, aparentemente, nublada na conversa suscitada pela mulher, em pranto, mirrada na inércia dos seus sapatos pretos de verniz.
A insurgente sombra grita em desespero surdo e sai cá para fora a negra banalidade, o dualismo em duas versões:a dos sapatos pretos dos outros e a de quem escolhe a sombra pesadelo de viver-ignorar.
A insurgente sombra chora comovida.não entende a lógica.nem a vida.
4 comentários:
Por vezes somos tal e qual a "sombra" ...
Beijinhos
Eu sou a sombra e sinto-me triste por não pudermos fazer nada. Nada mesmo. Estas palavras são um desabafo para a sombra que me fez e faz sentir triste desde domingo. Hoje, a quilômetros de distância choveu, trovejou, mas ainda se sente o cheiro a queimado no ar.
Somos muitas vezes impotentes para reagir a muitas situações!
A sombra que paira... -.-
Muito bonito!
A nossa sombra esconde tanto segredo!
Eterno Sonhador
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