terça-feira, 19 de agosto de 2025

A Mulher do Camarote 10, de Ruth Ware

Screenshot_20250817_121231_Gallery.jpg


Um cruzeiro de luxo, uma jornalista em busca da reportagem da sua vida e um grito na noite que muda tudo. É com esta premissa que Ruth Ware nos prende do início ao fim em A Mulher do Camarote 10, um thriller psicológico que combina suspense, mistério e tensão claustrofóbica.


A narrativa é intensa e sufocante, construída de forma a manter o leitor em dúvida constante: terá Lo Blacklock realmente testemunhado um crime ou tudo não passou da sua imaginação, influenciada por trauma, medicação e ansiedade? É este jogo de perceções que transforma a leitura numa experiência psicológica profunda, mais do que um simples “quem fez o quê”.


Embora a história seja viciante, senti falta de uma ligação mais próxima com as personagens. Lo, apesar de central e complexa, e os restantes passageiros, enigmáticos, mantêm uma certa distância emocional. Ainda assim, esta aura de mistério contribui para o suspense, tornando cada página imprevisível e carregada de tensão.


O final consegue surpreender mesmo para quem adivinhou parte do desenlace, revelando que, num navio cheio de segredos, nada é o que parece. Ruth Ware prova, mais uma vez, a sua habilidade em criar thrillers inteligentes, psicológicos e envolventes, capazes de manter o leitor colado até à última página.


Gostei bastante desta história, embora ache que " Um casal perfeito" continua a ser o meu favorito da autora.


E tu? Já leste? O que achaste?


 

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Summer moods #4 – Mar

20250817_103312.png


O mar pode ser sinónimo de liberdade e descanso… mas também de profundezas misteriosas, onde segredos se escondem. 


Foi essa sensação que tive ao mergulhar em A Mulher do Camarote 10, de Ruth Ware. Um thriller inquietante, em que cada onda parece trazer uma nova dúvida e cada silêncio esconde uma revelação. 


Enquanto muitos aproveitam o mar para relaxar, eu encontrei páginas que me fizeram prender a respiração. Afinal, como é possível que a única prova desapareça no fundo do oceano?


E tu, já sentiste esse arrepio frio na barriga quando um mistério literário te puxa para as profundezas da história? 

domingo, 17 de agosto de 2025

A Mansão, de Anne Jacobs

Screenshot_20250817_151607_Gallery.jpg


Anne Jacobs, autora da aclamada série A Vila dos Tecidos, leva-nos agora à Alemanha do pós-Segunda Guerra Mundial com A Mansão, uma saga familiar emocionante que atravessa gerações.


Neste primeiro livro, conhecemos Franziska, Jenny e Cornelia, três mulheres de épocas diferentes, cada uma à procura de amor, esperança e do legado da mansão da família. 


Franziska conquistou-me especialmente: resiliente, determinada e com uma clareza admirável sobre o que quer da vida, é impossível não torcer por ela.


Sendo esta a minha estreia com Anne Jacobs, não posso comparar com A Vila dos Tecidos, mas recomendo imenso esta leitura. Este é apenas o início da saga, e mal posso esperar para descobrir o que vai acontecer a seguir...


Se já leste ou estás curiosa para conhecer esta história, deixa nos comentários a tua opinião ou expectativa.


 


 

Summer moods #3 – Pôr do sol

este.png


 


Há pores do sol que nos deixam sem palavras… e há livros que nos roubam o fôlego de igual forma. 
Ontem não vi o pôr do sol, porque estava totalmente rendida às intrigas e aos segredos familiares de A Mansão, de Anne Jacobs. 


Entre paixões, rivalidades e reviravoltas inesperadas, este romance mostra que, por vezes, as sombras são tão intensas quanto a luz dourada do entardecer.


Já leste? Ou também já te aconteceu “perderes” um pôr do sol por causa de um livro irresistível? 


 


 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Jardim de Inverno, de Kristin Hannah


E
sta foi uma leitura que me tocou profundamente. Kristin Hannah, uma das minhas autoras favoritas, volta a oferecer-nos uma história de cortar a respiração — um drama familiar carregado de emoção, com alma de romance psicológico e coração de ficção histórica.

Em Jardim de Inverno, conhecemos Meredith e Nina, duas irmãs que sempre sentiram a mãe, Anya, distante e fria. Mas por trás desse silêncio esconde-se uma história de sobrevivência, dor e amor, nascida em plena Segunda Guerra Mundial. À medida que as barreiras emocionais começam a cair, descobrimos que a vida de Anya foi moldada por perdas irreparáveis e escolhas impossíveis.

Chorei, sorri e fechei o livro com aquela sensação de que a história vai permanecer comigo por muito tempo. É um retrato profundo sobre como o passado molda o presente e como o amor pode persistir, mesmo quando as palavras falham.