Sempre fui uma admiradora da escrita de Kristin Hannah, e O Caminho Até Casa (reedição) confirmou novamente o quanto ela consegue tocar-nos profundamente.
A história acompanha a vida de Jude, Lexi, Mia e Zach – quatro personagens cujas vidas são marcadas por escolhas, silêncios e feridas que, muitas vezes, só o tempo é capaz de sarar.
O início do livro é sereno, quase tímido, mas rapidamente a narrativa nos envolve, aperta o coração e não nos deixa ir.
Há dor, sem dúvida. Mas também há uma empatia genuína, uma humanidade que nos faz refletir sobre os limites do perdão e o poder da redenção.
A escrita de Hannah é capaz de criar personagens imperfeitos, mas tão reais que nos sentimos parte da sua história.
A Jude, por exemplo, é uma figura complexa: os seus erros podem irritar, mas a dor que carrega é impossível de ignorar. Já a Lexi, forte e vulnerável na mesma medida, é uma personagem que nos ensina sobre resiliência, enquanto os gémeos Zach e Mia, unidos por um laço indestrutível, são o reflexo da necessidade de pertencimento.
A presença do marido de Jude e da tia de Lexi traz um equilíbrio necessário à trama, suavizando o turbilhão emocional e oferecendo uma esperança, por vezes inesperada.
É uma história que, embora profundamente comovente, também nos ensina que, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, o caminho até casa, seja ele físico ou emocional, é sempre possível.
Preparem os lenços para este livro comovente, intenso, humano e inesquecível.

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