sexta-feira, 15 de agosto de 2025
Jardim de Inverno, de Kristin Hannah
Summer moods #2 – Gelado

Gelado é sinónimo de frescura, leveza e prazer simples — perfeito para o verão. Mas também pode evocar memórias, afetos e até uma certa melancolia, como acontece em Jardim de Inverno, de Krinstin Hannah.
Neste romance, o frio da neve contrasta com a intensidade das emoções, e o “jardim de inverno” de Anya transforma-se num espaço de refúgio, mas também de revelações dolorosas. Um pouco como um gelado: doce na primeira dentada, mas por vezes com um travo inesperado.
Já leste este livro? Conta-nos: que sabor de gelado escolherias para representar esta história — doce, amargo ou agridoce?
quarta-feira, 13 de agosto de 2025
As útlimas férias, de Louise Candlish

sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Summer moods #1 — Férias

Começo o desafio Summer Moods com o tema mais óbvio… e talvez o mais enganador : Férias. Porque, na verdade, férias nem sempre significam uma viagem marcada no calendário, uma mala feita à pressa ou um destino longínquo. Às vezes, férias são só uma pausa. Um momento só nosso. E, para mim, isso acontece sempre que me sento a ler.
Na foto que partilho hoje, aparece o livro As Últimas Férias, de Louise Candlish.
Curioso, porque no meu caso não há "últimas". Há sempre mais uma página, mais uma história entre as mãos. Mas ao preparar este post, lembrei-me de uma imagem antiga: uma mala de viagem com muitos livros. Tirei a foto antes de partir e, na altura, achei que estava a exagerar —era só para compor a imagem. Mas levei meia dúzia. E li dois.Hoje percebo que não estava a fingir. Estava só a preparar-me para as minhas verdadeiras férias: as literárias.
Há quem precise de bilhetes de avião, mapas e malas cheias. Eu preciso de um bom livro.
E tu, o que é que te faz sentir verdadeiramente de férias?🌴
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
Afinal já via ASMR, só não lhe chamava assim
Li pela primeira vez a sigla ASMR num comentário da Vera à publicação em que contei quanto os unboxing me dão nervos. Não associei logo o que era e inventei: Associação Secreta de Mulheres que Recebem Encomendas. Como não fazia grande sentido, num unboxing, reformulei para: Abertura Surpreendente de Misteriosas Remessas! Ah, também não é isso!
Mais tarde pesquisei e fiquei a saber que significa Resposta Sensorial Autónoma do Meridiano, (ASMR) um fenómeno em que certos sons ou estímulos provocam uma sensação agradável e relaxante no corpo. Fiquei na mesma, só que agora com mais palavras e mais vontade de investigar.
Mas depois de saber o significado lembrei-me dos vídeos de limpeza extrema. Uma casa em estado de sítio, uma esfregona a chiar, água a escorrer... tudo em modo acelerado. Ficava ali colada ao ecrã, fascinada. Paz em forma de vinagre e bicarbonato, ou com lixívia, talvez.
Foi aí que percebi: afinal já via ASMR. Só não lhe chamava assim.
O som da escova no cabelo, a gata a ronronar, um café a ser servido. Relaxam. Mas com limites. Sussurros? Não. Unhas? Muito menos. E que ninguém me venha dizer que o barulho da boca a mastigar é agradável.
A verdade é que nem vejo os vídeos todos. Como toda a gente, salto para o fim. Está provado, pelo menos no meu caso, que as pessoas só estão realmente atentas nos primeiros segundos e no final. É o que vejo através do gráfico de visualizações do Instagram que mais parece um eletrocardiograma: começa em alta, morre lentamente, e ressuscita com força nos últimos segundos. É bonito de ver. Uma espécie de vida e morte digital.
No fundo, o ASMR é como aquele género de vídeos que dizemos que não gostamos… mas depois vemos.
Nem que seja só o início.
Ou o fim.