sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Jardim de Inverno, de Kristin Hannah


E
sta foi uma leitura que me tocou profundamente. Kristin Hannah, uma das minhas autoras favoritas, volta a oferecer-nos uma história de cortar a respiração — um drama familiar carregado de emoção, com alma de romance psicológico e coração de ficção histórica.

Em Jardim de Inverno, conhecemos Meredith e Nina, duas irmãs que sempre sentiram a mãe, Anya, distante e fria. Mas por trás desse silêncio esconde-se uma história de sobrevivência, dor e amor, nascida em plena Segunda Guerra Mundial. À medida que as barreiras emocionais começam a cair, descobrimos que a vida de Anya foi moldada por perdas irreparáveis e escolhas impossíveis.

Chorei, sorri e fechei o livro com aquela sensação de que a história vai permanecer comigo por muito tempo. É um retrato profundo sobre como o passado molda o presente e como o amor pode persistir, mesmo quando as palavras falham.

Summer moods #2 – Gelado

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Gelado é sinónimo de frescura, leveza e prazer simples — perfeito para o verão. Mas também pode evocar memórias, afetos e até uma certa melancolia, como acontece em Jardim de Inverno, de Krinstin Hannah.


Neste romance, o frio da neve contrasta com a intensidade das emoções, e o “jardim de inverno” de Anya transforma-se num espaço de refúgio, mas também de revelações dolorosas. Um pouco como um gelado: doce na primeira dentada, mas por vezes com um travo inesperado.


Já leste este livro? Conta-nos: que sabor de gelado escolherias para representar esta história — doce, amargo ou agridoce?

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

As útlimas férias, de Louise Candlish

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Gostei muito deste thriller psicológico e recomendo vivamente. As Últimas Férias, de Louise Candlish, transporta-nos para Pine Ridge, uma comunidade costeira de sonho onde duas famílias amigas esperam viver dias tranquilos junto ao mar. No entanto, a aparente harmonia é rapidamente abalada quando um grupo de moradores locais decide que os proprietários de segundas habitações devem “pagar” pela sua presença. Pequenos atos de vandalismo dão lugar a acontecimentos cada vez mais perigosos, culminando num homicídio que deixará a localidade marcada para sempre.

 

A autora constrói personagens densas, realistas e multifacetadas, revelando lentamente as suas virtudes, fragilidades e segredos. É impossível não sentir empatia por uns e frustração por outros, o que torna a leitura ainda mais envolvente. A narrativa alterna momentos de calma com viragens inesperadas, o que mantem o leitor preso até à última página.

 

Para além do suspense, Louise Candlish insere uma crítica social relevante, explorando desigualdades, conflitos entre residentes e visitantes e outros temas bastante atuais. O final é impactante e satisfatório, mas o que mais se destaca é a reflexão moral que deixa — um convite a pensar sobre as consequências das nossas ações, os limites éticos e a fragilidade das relações humanas.

 

As Últimas Férias é muito mais do que um simples thriller de verão: é uma leitura viciante que combina intriga, tensões sociais e limites éticos.

 

 Já leste este livro? O que achaste?

 

 

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Summer moods #1 — Férias

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Começo o desafio Summer Moods com o tema mais óbvio… e talvez o mais enganador : Férias. Porque, na verdade, férias nem sempre significam uma viagem marcada no calendário, uma mala feita à pressa ou um destino longínquo. Às vezes, férias são só uma pausa. Um momento só nosso. E, para mim, isso acontece sempre que me sento a ler.


Na foto que partilho hoje, aparece o livro As Últimas Férias, de Louise Candlish.


Curioso, porque no meu caso não há "últimas". Há sempre mais uma página, mais uma história entre as mãos. Mas ao preparar este post, lembrei-me de uma imagem antiga: uma mala de viagem com muitos livros. Tirei a foto antes de partir e, na altura, achei que estava a exagerar —era só para compor a imagem. Mas levei meia dúzia. E li dois.Hoje percebo que não estava a fingir. Estava só a preparar-me para as minhas verdadeiras férias: as literárias.


Há quem precise de bilhetes de avião, mapas e malas cheias. Eu preciso de um bom livro. 


E tu, o que é que te faz sentir verdadeiramente de férias?🌴


 


 

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Afinal já via ASMR, só não lhe chamava assim

Li pela primeira vez a sigla ASMR num comentário da Vera à publicação em que contei quanto os unboxing me dão nervos. Não associei logo o que era e inventei: Associação Secreta de Mulheres que Recebem Encomendas. Como não fazia grande sentido, num unboxing, reformulei para: Abertura Surpreendente de Misteriosas Remessas! Ah, também não é isso!


Mais tarde pesquisei e fiquei a saber que significa Resposta Sensorial Autónoma do Meridiano, (ASMR) um fenómeno em que certos sons ou estímulos provocam uma sensação agradável e relaxante no corpo. Fiquei na mesma, só que agora com mais palavras e mais vontade de investigar.


Mas depois de saber o significado lembrei-me dos vídeos de limpeza extrema. Uma casa em estado de sítio, uma esfregona a chiar, água a escorrer... tudo em modo acelerado. Ficava ali colada ao ecrã, fascinada. Paz em forma de vinagre e bicarbonato, ou com lixívia, talvez.


Foi aí que percebi: afinal já via ASMR. Só não lhe chamava assim.
O som da escova no cabelo, a gata a ronronar, um café a ser servido. Relaxam. Mas com limites. Sussurros? Não. Unhas? Muito menos. E que ninguém me venha dizer que o barulho da boca a mastigar é agradável.


A verdade é que nem vejo os vídeos todos. Como toda a gente, salto para o fim. Está provado, pelo menos no meu caso, que as pessoas só estão realmente atentas nos primeiros segundos e no final. É o que vejo através do gráfico de visualizações do Instagram que mais parece um eletrocardiograma: começa em alta, morre lentamente, e ressuscita com força nos últimos segundos. É bonito de ver. Uma espécie de vida e morte digital.


No fundo, o ASMR é como aquele género de vídeos que dizemos que não gostamos… mas depois vemos.


Nem que seja só o início.
Ou o fim.