
Gostei muito deste thriller psicológico e recomendo vivamente. As Últimas Férias, de Louise Candlish, transporta-nos para Pine Ridge, uma comunidade costeira de sonho onde duas famílias amigas esperam viver dias tranquilos junto ao mar. No entanto, a aparente harmonia é rapidamente abalada quando um grupo de moradores locais decide que os proprietários de segundas habitações devem “pagar” pela sua presença. Pequenos atos de vandalismo dão lugar a acontecimentos cada vez mais perigosos, culminando num homicídio que deixará a localidade marcada para sempre.
A autora constrói personagens densas, realistas e multifacetadas, revelando lentamente as suas virtudes, fragilidades e segredos. É impossível não sentir empatia por uns e frustração por outros, o que torna a leitura ainda mais envolvente. A narrativa alterna momentos de calma com viragens inesperadas, o que mantem o leitor preso até à última página.
Para além do suspense, Louise Candlish insere uma crítica social relevante, explorando desigualdades, conflitos entre residentes e visitantes e outros temas bastante atuais. O final é impactante e satisfatório, mas o que mais se destaca é a reflexão moral que deixa — um convite a pensar sobre as consequências das nossas ações, os limites éticos e a fragilidade das relações humanas.
As Últimas Férias é muito mais do que um simples thriller de verão: é uma leitura viciante que combina intriga, tensões sociais e limites éticos.
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