
quarta-feira, 16 de julho de 2025
Sandwich, de Catherine Newman
terça-feira, 15 de julho de 2025
A Misteriosa Padaria na Rue de Paris, de Evie Woods

Há livros que nos surpreendem pela forma como misturam o real e o improvável. A Misteriosa Padaria na Rue de Paris, de Evie Woods, foi exatamente assim. Edie Lane, vinda da Irlanda, aceita um trabalho numa pequena padaria francesa onde se diz que os bolos têm um efeito especial — desbloqueiam memórias, despertam emoções, mudam vidas. E, sem dar por isso, Edie mergulha num enredo cheio de segredos, onde o passado se mistura com o presente em cada gesto, cada receita, cada silêncio.
Gostei da leveza da escrita, da proximidade das personagens e do toque mágico que atravessa a história sem exageros. A protagonista tem o nome Edith — tão próximo do meu, Edite — o que me fez sentir uma ligação ainda mais pessoal. Foi uma leitura rápida, mas que deixou marca.
Ideal para esta altura do ano, em que sabe bem entrar numa história doce, reconfortante e cheia de descoberta.
Já te deixaste levar por um livro assim?
segunda-feira, 14 de julho de 2025
Entre livros, monstros e tarefas
Este fim-de-semana foi cheio — e, ainda assim, trouxe-me pequenas pausas onde couberam palavras e pensamentos.
No sábado, o clube de leitura voltou a juntar-se, desta vez com um tema que nos levou à infância: livros infantojuvenis, com crianças como protagonistas, perguntas grandes em corpos pequenos e mundos que ainda acreditam no impossível.
Houve espaço para partilhas bonitas, e para a apresentação do livro Os monstros que vivem na minha cabeça, da Celina Lopes. Tive a oportunidade de assistir à leitura do livro ao vivo, feita pela autora Celina Lopes e pela ilustradora Daniela Lomba, e foi um momento mágico. Ver a emoção com que ambas partilharam esta história tornou a experiência ainda mais especial.
Claro que o fim de semana não ficou por aqui. No domingo, a parte doméstica não tirou folga: organizei o tempo entre limpezas e roupa, enquanto as refeições ficaram a cargo do marido. Mas, entre um gesto e outro, consegui ainda sentar-me com o meu livro e avançar umas páginas.
Às vezes, os melhores momentos não são os mais extraordinários. São os que nos mostram que, entre o ruído dos dias, ainda sabemos escutar uma história, partilhar um livro, sentir que pertencemos.
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Fotografar é uma forma de pensar em imagens

Fotografar é também uma forma de pensar em imagens, um diálogo silencioso entre o que somos, o que mostramos e o que ainda tentamos desvendar em nós mesmos. A Carla Oliveira Sousa captou mais do que a minha imagem: captou o desassossego da busca, a crítica interna, a imperfeição que carrego e que, pouco a pouco, tento acolher.
A Alma Perdida, de Olga Tokarczuk e Joanna Concejo
