Mostrar mensagens com a etiqueta singular editora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta singular editora. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Com amor, mãe, de Iliana Xander

unnamed.png


Existem livros que nos agarram de tal forma que mal conseguimos largar. Com amor, mãe, de Iliana Xander, é um desses casos.

A história começa com Mackenzie, que perde a mãe num acidente que, à primeira vista, parece trágico, mas depressa percebemos que há muito mais por trás. Quando começam a chegar cartas assinadas “Com amor, Mãe”, o mistério intensifica-se. Mackenzie e o seu melhor amigo, EJ, lançam-se numa investigação pessoal que os leva a desvendar segredos familiares profundos e perigosos.

A narrativa é construída a partir de pequenos fragmentos — capítulos curtos, várias perspetivas — que mantêm o ritmo rápido e a tensão sempre viva. Apesar de sentir uma ligeira quebra perto do final, o desfecho surpreendeu-me e emocionou-me, fechando a história com coerência e um impacto real.

Este thriller psicológico provocou-me dúvida, nervosismo e uma empatia inesperada. 

Gostei muito e recomendo.

Se procuras um livro cheio de reviravoltas, emoções fortes e segredos, este é para ti.

Já leste Com amor, mãe? 

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Sandwich, de Catherine Newman

Livros lidos_20250714_191304_0000.png


Um romance sobre estar no meio, entre filhos adultos e pais envelhecidos, entre o corpo em mutação e as exigências que nunca cessam. E também entre o amor, a frustração e o silêncio.

Rocky, a protagonista, passa uma semana de férias em Cape Cod com a família, mas o descanso parece impossível. Há conversas atravessadas, memórias que pesam, raiva silenciosa e amor que resiste. A escrita de Newman recorre a flashbacks para revelar outras camadas da protagonista, nem sempre simpática, muitas vezes exausta, tantas vezes centrada em si.

A menopausa é tratada com uma honestidade crua, quase desconcertante, o corpo esgotado por tudo o que lhe foi exigido: menstruar, engravidar, abortar, parir, amamentar, cuidar. E ainda estar inteira.

Confesso que tinha expetativas altas — pelo tema, claro, mas também por ter adorado O Amor Mora Aqui.  Por isso, esperava algo igualmente envolvente, terno e transformador. Sandwich seguiu um caminho diferente: mais cru, mais íntimo, mais desconfortável. Não me tocou da mesma forma, mas deixou marcas.

Gostei particularmente da barafunda que existe em todas as famílias que tentam passar férias juntas. As relações são tensas, reais, mas sem cortes dramáticos. Há irritação, sim, mas também espaço para continuar a ser família.

A escrita é íntima, irónica e por vezes amarga, mas capta com sensibilidade esse lugar ambíguo que tantas mulheres ocupam: entre o que já deram e o que ainda lhes é pedido.

Sandwich não é um livro que vai agradar a toda a gente. Por vezes, é mesmo desconfortável, sobretudo quando percebemos o quanto Rocky desgasta quem a rodeia… e o leitor. Mas há ali algo verdadeiro: um espelho imperfeito, que devolve fragmentos reconhecíveis para quem está nesta fase da vida.

Catherine Newman escreve com rara precisão sobre o desgaste físico e emocional de ser mulher entre gerações (entre pais que enfraquecem, filhos que exigem, e um corpo que muda sem aviso)..

A capa conquistou-me de imediato, e o tema prometia muito — mas não me envolveu como esperava.

Já leste Sandwich? O que achaste? Estou com vontade de falar sobre este livro.

terça-feira, 15 de julho de 2025

A Misteriosa Padaria na Rue de Paris, de Evie Woods

20250710_221516.png


Há livros que nos surpreendem pela forma como misturam o real e o improvável. A Misteriosa Padaria na Rue de Paris, de Evie Woods, foi exatamente assim. Edie Lane, vinda da Irlanda, aceita um trabalho numa pequena padaria francesa onde se diz que os bolos têm um efeito especial — desbloqueiam memórias, despertam emoções, mudam vidas. E, sem dar por isso, Edie mergulha num enredo cheio de segredos, onde o passado se mistura com o presente em cada gesto, cada receita, cada silêncio.


Gostei da leveza da escrita, da proximidade das personagens e do toque mágico que atravessa a história sem exageros. A protagonista tem o nome Edith — tão próximo do meu, Edite — o que me fez sentir uma ligação ainda mais pessoal. Foi uma leitura rápida, mas que deixou marca.


Ideal para esta altura do ano, em que sabe bem entrar numa história doce, reconfortante e cheia de descoberta.
Já te deixaste levar por um livro assim?