terça-feira, 24 de abril de 2018

Livros que intimidam...

20180424_080503.jpg


 


Não sei porquê há livros que demoro mais tempo a ler. Há outros que deixo ficar para o fim porque penso, precisamente, que vou levar uma eternidade para terminar. E depois tenho os que sei que não é pelo tamanho que me intimidam mas pela escrita. É por isso que ler é um desafio.


Na última reunião do Clube de Leitura Conversas Livrásticas, o tema sorteado foi (adivinhem)...livros que intimidam. Então, resolvi pegar da minha estante da vergonha [de livros não lidos] "O Jogo do Mundo", de Júlio Cortázar. E não podia ter ficado mais... desiludida. 


O livro tem duas formas de ser lido: a primeira termina no capítulo 56 e a segunda basta seguir as indicações que vão sendo dadas pelo autor. Optei por seguir por esta última e facilmente me aborreci, porque remete para capítulos que estão no fim e que me pareceram uma espécie de reflexões ou pedaços dispersos de histórias que, no fundo, não fazem falta nenhuma para a história principal. De seguida, fiz a leitura «normal», mas nem assim resultou. Não gostei. O romance de Maga e de Oliveira é estranho, os amigos estão para ali a beber, a discutir a música que hão-de ouvir e o Oliveira anda pelas ruas de Paris. Interesssante? Nã, desisti. É provável que a culpa seja minha, mas já não tenho idade para perder o meu tempo a insistir com uma leitura que não ata nem desata.


O que eu mais gostaria depois disto? Algo que me fizesse sentir melhor, claro. Estou assim entre triste e meio desorientada. Todos gostam menos eu? Será?


Vá lá, digam qualquer coisa.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Livros para ler e pensar

A recomendação para este fim-de-semana tem muito que se lhe diga. Hoje em dia, são cada vez mais as notícias de pessoas de idade que morrem sozinhas e, pior, só são descobertas vários anos depois. É uma realidade aterradora. Por outro lado, há vizinhos com um feitiozinho e que não são pessoas fáceis de lidar. O Sr. Ove é um deles. Mas... como nem tudo é o que parece e nem tudo o que parece é, vão por mim [e pela Magda que sugeriu e emprestou este livro ao grupo do livro secreto], há livros que nos ensinam a ver as coisas de maneira diferente. 


Depois de lerem este livro fantástico, e se tiverem oportunidade, não deixem de assistir ao filme. Na minha opinião, são duas experiências diferentes, pois ao ler o livro apercebi-me de todos os pensamentos de Ove (e andei entretida com várias opiniões divertidas dele) enquanto o filme apelou mais aos sentimentos (pela lágrimazita ao canto do olho, vá, tenho de admitir). 


Acredito na importância que podemos ter a vida dos outros, tal como hoje quando vi vários jovens a passar por um ceguinho que só foi ajudado por uma senhora com idade para ser avó.


Acredito ainda que não se deve julgar ninguém pelo seu mau feitio, porque o que é verdadeiramente importante são as (boas) acções.


Isto diz muito, não acham?


 


Bom fim-de-semana e boas leituras.


 


 


images (1).jpg


* Livro já lido, sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue.


 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

1- Senhores editores, por favor...

O livro recomendado na semana passada encontra-se esgotado (ou indisponível) em todo o lado (até no olx, custo justo e no coisas)


A pergunta que coloco é a seguinte: não está na altura de fazer nova edição?  


Pensem nisso.


 


 


Sem Título.png 


Atualização: no próximo dia 11 de maio vai sair uma nova edição pela Saída de Emergência (aqui). 


 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

O amor proibido de Charlotte Bronttë

M._heger.jpg


Em 1842,  Charlotte Brontë foi trabalhar para Bruxelas num internato dirigido pelo professor Constatin Heger e pela sua esposa Claire Zoé Parent Heger. Dois anos depois regressou a Haworth. Iniciou-se então a troca de correspondência entre ambos, no entanto, quanto mais carentes e ardentes as suas cartas se tornavam, mais Heger recuava em longos silêncios.


 


Nas cartas românticas enviadas por Charlotte Brontë, uma em francês e a outra em inglês, ela dizia:


 


"Se o mestre me retira a sua amizade, não terei esperança";


 


"Gostaria de escrever-lhe cartas mais alegres porque quando as termino e as releio acho-as obscuras, mas perdoe-me, querido mestre - espero que não lhe irrite a minha tristeza - segundo as palavras da Bíblia: "A boca fala da abundância do coração", e realmente custa-me muito estar alegre desde que creio que nunca mais nos veremos".


 


A família de Heger doou as cartas à Biblioteca Britânica em 1913, altura em que se revelou esse amor proibido (não se sabe se era ou não correspondido).


 


Leio isto e fico muito triste.Mesmo muito. Tanto que escrevi ontem uma frase sem sentido, mas já retirei...


An Unrequited Love?