A história gira em torno de um grupo de adolescentes aparentemente perdidos (Joar, Ted, Ali e “o artista”), que encontram uns nos outros um refúgio e uma razão para enfrentar cada dia durante um verão inesquecível. Vinte e cinco anos depois, a Louisa "encontra" uma obra de arte que a leva a querer descobrir quem foram essas figuras e aquele que as criou, embarcando numa jornada de autodescoberta e reflexão sobre amizade, arte e o que realmente importa na vida.
As minhas impressões de leitura: este livro é um daqueles que te agarram pelo coração. A forma como Backman constrói as personagens faz com que te importes com cada uma delas, com as suas falhas, as suas dores e as suas pequenas vitórias. Há momentos de humor subtil, outros profundamente comoventes, e uma sensibilidade na descrição das relações humanas que me deixou muitas vezes emocionada. Como diz uma das passagens do livro, “Não é verdade que temos medo de estar sozinhos — o que realmente tememos é ser abandonados.”, e é precisamente esta vulnerabilidade que torna a história tão tocante. Também encontramos outra reflexão poderosa: “A arte é aquilo que deixamos de nós nos outros.”, lembrando-nos de como as nossas ações e relações podem deixar marcas duradouras.
Recomendo Os Meus Amigos sem hesitar, principalmente se gostas de histórias que exploram a essência da amizade e aquilo que nos forma como seres humanos.

