quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Os meus amigos, de Fredrik Backman


Já tinha lido boas críticas sobre Os Meus Amigos, e como sou fã do Fredrik Backman decidi finalmente pegá-lo. Desde logo, muitas pessoas falaram da intensidade emocional e da beleza da escrita, e senti que tinha de o ler também, especialmente por ser um autor que já me tocou noutras obras e cuja prosa admiro profundamente. Além disso, o livro foi eleito pelos leitores do Goodreads como o melhor na categoria de ficção, o que aumentou ainda mais a minha curiosidade.

A história gira em torno de um grupo de adolescentes aparentemente perdidos (Joar, Ted, Ali e “o artista”), que encontram uns nos outros um refúgio e uma razão para enfrentar cada dia durante um verão inesquecível. Vinte e cinco anos depois, a Louisa "encontra" uma obra de arte que a leva a querer descobrir quem foram essas figuras e aquele que as criou, embarcando numa jornada de autodescoberta e reflexão sobre amizade, arte e o que realmente importa na vida.

As minhas impressões de leitura: este livro é um daqueles que te agarram pelo coração. A forma como Backman constrói as personagens faz com que te importes com cada uma delas, com as suas falhas, as suas dores e as suas pequenas vitórias. Há momentos de humor subtil, outros profundamente comoventes, e uma sensibilidade na descrição das relações humanas que me deixou muitas vezes emocionada. Como diz uma das passagens do livro, “Não é verdade que temos medo de estar sozinhos — o que realmente tememos é ser abandonados.”, e é precisamente esta vulnerabilidade que torna a história tão tocante. Também encontramos outra reflexão poderosa: “A arte é aquilo que deixamos de nós nos outros.”, lembrando-nos de como as nossas ações e relações podem deixar marcas duradouras.

Recomendo Os Meus Amigos sem hesitar, principalmente se gostas de histórias que exploram a essência da amizade e aquilo que nos forma como seres humanos.


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