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quarta-feira, 18 de abril de 2018

O amor proibido de Charlotte Bronttë

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Em 1842,  Charlotte Brontë foi trabalhar para Bruxelas num internato dirigido pelo professor Constatin Heger e pela sua esposa Claire Zoé Parent Heger. Dois anos depois regressou a Haworth. Iniciou-se então a troca de correspondência entre ambos, no entanto, quanto mais carentes e ardentes as suas cartas se tornavam, mais Heger recuava em longos silêncios.


 


Nas cartas românticas enviadas por Charlotte Brontë, uma em francês e a outra em inglês, ela dizia:


 


"Se o mestre me retira a sua amizade, não terei esperança";


 


"Gostaria de escrever-lhe cartas mais alegres porque quando as termino e as releio acho-as obscuras, mas perdoe-me, querido mestre - espero que não lhe irrite a minha tristeza - segundo as palavras da Bíblia: "A boca fala da abundância do coração", e realmente custa-me muito estar alegre desde que creio que nunca mais nos veremos".


 


A família de Heger doou as cartas à Biblioteca Britânica em 1913, altura em que se revelou esse amor proibido (não se sabe se era ou não correspondido).


 


Leio isto e fico muito triste.Mesmo muito. Tanto que escrevi ontem uma frase sem sentido, mas já retirei...


An Unrequited Love?