quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A Noiva Bórgia, de Jeanne Kalogridis

 


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Sinopse: aqui.


 


Opinião: Jeanne Kalogridis nasceu em 1954 na Florida, nos EUA. É conhecida pelos vários romances históricos e fantásticos.  A autora costuma escrever, também, sob o pseudónimo J. M. Dillard e das suas obras mais conhecidas destacam-se a série Star Trek e o Fugitivo (https://en.wikipedia.org/wiki/Jeanne_Kalogridis).


 


Quando resolvi trazer este livro da biblioteca não fazia ideia nenhuma sobre quem era a escritora nem sobre se o livro era bom ou não. Lembro-me de ter pensado que a capa era familiar e que o assunto parecia ser interessante ou não fosse sobre a família Bórgia conhecida pelas atrocidades e escândalos sexuais. Quem nunca ouviu falar no nome de Lucrécia Bórgia? Eu já e pelos piores motivos, claro.


 


Resumindo, a história passa-se no século XV. Sancha de Aragão casa com Jofre, um dos dos membros da família Bórgia. Ela é a personagem central da história, pelo que a narrativa é feita sob a sua perspetiva. Quando chega a Roma conhece Rodrigo (o Papa Alexandre VI), César, Juan e Lucrécia.


 


Tanta crueldade junta até parece mentira, no entanto, Kalogridis apresenta-nos o "terror Bórgia" e descreve-o ao mais ínfimo pormenor desde o incesto, adultério, assassínio, envenenamento, violação, etc. Nada os detém. 


Quanto às mulheres neste enredo, Sancha e Lucrécia, são ambas interessantes e completamente diferentes, porque enquanto uma é vítima dos homens a outra serve-se deles para atingir os seus objetivos. 


 


A narrativa prende, mas a história desta família é tão terrível que acho que não vai sair tão depressa da minha memória. Gostaria de ter gostado mais, mas, na minha opinião, o Papa deveria ser um representante do bem e não ser mau e depravado. Isto é tão válido para essa época como na atualidade, pelo que certo tipo de situações relacionadas com a Igreja continuam a ser vistas com o meu total desagrado.


 


Posto isto, aconselho a leitura para quem goste de ação, emoções fortes e de "vivenciar" certos factos da história, embora em parte ficionados pela escritora.



 

Classificação: 3/5

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Os Livros que Devoraram o Meu Pai, de Afonso Cruz

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Sinopse: aqui.


Opinião: Encontrando-me eu num “mundo entediante, chato, plano aborrecido, cheio de papéis, papeladas e outras burocracias…”, sinto que a ideia mágica de viver nos livros é a melhor de todas. Mas vamos primeiro a um breve resumo da história.


 


Neste pequeno conto, Afonso Cruz exibe uma escrita simples e ao mesmo tempo plena de significados na enternecedora história de Elias Bonfim, um jovem de 12 anos, que perdeu o pai, supostamente de um ataque cardíaco. Porém, Elias desconfia que o pai ficou preso num dos livros e que irá encontrá-lo. Depois de obter a  autorização da sua avó, Elias vai à biblioteca no sótão e permandece tardes inteiras embrenhado na leitura. Ele lê e segue as pistas nas anotações que o pai foi fazendo. 


 



Sabia que ali dentro, naquele sótão, estava tudo cheio de letras a fingirem-se de mortas, mas - sei muito bem- basta que passemos os olhos por elas para saltarem cheias de vida. 


 



Livro após livro cruzam-se histórias, reais e fictícias, e personagens onde todos se conhecem. Aqui somos agarrados pela ideia de que vivemos nos livros e tanto podemos visitar a A Ilha do Doutor Moreau de H. G. Wells, Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, Crime e Castigo de Fiodor Dostoyevsky ou O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde de Robert Louis Stevenson. 


 



Há inúmeros lugares onde um ser humano se pode perder, mas não há nenhum tão complexo como uma biblioteca. Mesmo um livro solitário é um local capaz de nos fazer errar, capaz de nos fazer perder. Era nisto que eu pensava enquanto me sentava no sótão entre tantos livros.



 


 


A realidade e a ficção podem ser as melhores aliadas e é por isso que quando um livro termina sentimos um certo desapontamento. Queremos mais.E quando damos por ela estamos a reler o livro que acabamos na expetativa de prolongar o sentimento de bem estar. Passamos a pertencer à história e quase somos devorados por ela. 


 


Afonso Cruz é um homem feito de histórias e cativa-nos através das palavras.


Que pena que este livro não tenha tido outro desenvolvimento! 


 


 


Classificação: 4/5


 


 


 


Para quem quiser ouvir o escritor:


 



 


 


 


 


 

Livros e dieta, mas que ideia!

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Na vida há momentos, bons e maus, e silêncios significativos. E a propósito disto e da dieta de livros (aqui) entendo que podemos escolher os livros de acordo com o nosso estado de espírito, embora surjam alguns por acaso (oferta ou empréstimo).  Acabei mesmo agora de ler um livro secreto que me fez chorar. Sabendo que a vida é muito curta e que o nosso corpo é muito frágil, aconteceu devorar, por acaso, um livro com uma história triste quando me sentia triste. Acho que estraguei a minha dieta e já vos explico porquê.


 


O peso da leitura fez com que o meu corpo pesasse com quilos de emoções. Perdi algum líquido pelos cantos dos olhos, mas o espírito disse-me que continuasse a leitura para expurgar a massa gorda da vida. Tudo ao contrário. Ali fiquei prisioneira, e a vida continua igual assim como o índice de gordura visceral. Ai, estou gorda que nem um chícharo demolhado e pronto a ser cozinhado!


 


Apesar de parecer que toda esta história poderia ser evitada se escolhesse outro livro, desenganem-se. Às vezes é preciso escarafunchar a ferida para que esta cicatrize melhor. Às vezes a solidão permite viajar ao nosso interior e retirar o que é verdadeiramente importante. Às vezes os livros ajudam de formas estranhas e engordamos um pouco nas palavras cheias e nos pensamentos anafados de ideias novas.


 


Já não sei viver de outra forma e, em silêncio, oiço apenas o restolhar das folhas que vou virando, uma após outra. O silêncio. A vida. A tristeza e a solidão. Estão ali ao lado, mas digitalizo mentalmente para que a memória não seja denegrida.


 


A minha dieta é uma opção e deve ser seguida com moderação. Apenas recomendo que leiam o que sentem e sintam o que leem.


É essa a melhor experiência.


 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Cada livro secreto é um presente.

 


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Demorei um pouco mais a colocar as minhas leituras em dia no blogue e por isso só agora consegui fazer um balanço do ano de 2017 em relação ao Livro Secreto do blogue da MJ . Tem sido uma iniciativa fantástica e em que todos os meses tenho a sensação que vou receber um presente.


 


Em fevereiro de 2017, iniciou-se a 2.ª edição desta inciativa, estamos quase a fazer um ano desta troca de livros, e verifico que o tempo tem passado muito rápido! 


 


O meu livro Em teu ventre, de José Luís Peixoto, não tem tido muita adesão. Acredito que gostos são gostos e que, além disso, não é fácil ler sempre com a mesma disposição, especialmente quando a temática é forte ou algo aborrecida. Mas não tem mal nenhum. A troca de livros é, precisamente, para conhecer livros que de outra forma não iriamos ler. Soa um pouco a cliché mas é bem verdade!


 


Já li 8 livros: O Diário Oculto de Nora Rute, O vendedor de passadosPalestinaO velho e o marEmigrantesObrigada pelas recordaçõesA outra metade de mim e Os Olhos de Ana Marta. Gostei de ler todos e não desisti de leitura de nenhum. Estou surpreendida comigo própria e satisfeita com os resultados positivos.No entanto, os meus preferidos foram O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, e Emigrantes, de Ferreira de Castro. 


 


Boas leituras a todos. 


 


 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Sapos do ano 2017

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É já no próximo dia 25 de novembro que termina o concurso Sapos do ano 2017 idealizado pela Magda. Se querem saber mais têm de passar por lá, seguir as indicações e votar no vosso blogue favorito.