segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Livros e dieta, mas que ideia!

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Na vida há momentos, bons e maus, e silêncios significativos. E a propósito disto e da dieta de livros (aqui) entendo que podemos escolher os livros de acordo com o nosso estado de espírito, embora surjam alguns por acaso (oferta ou empréstimo).  Acabei mesmo agora de ler um livro secreto que me fez chorar. Sabendo que a vida é muito curta e que o nosso corpo é muito frágil, aconteceu devorar, por acaso, um livro com uma história triste quando me sentia triste. Acho que estraguei a minha dieta e já vos explico porquê.


 


O peso da leitura fez com que o meu corpo pesasse com quilos de emoções. Perdi algum líquido pelos cantos dos olhos, mas o espírito disse-me que continuasse a leitura para expurgar a massa gorda da vida. Tudo ao contrário. Ali fiquei prisioneira, e a vida continua igual assim como o índice de gordura visceral. Ai, estou gorda que nem um chícharo demolhado e pronto a ser cozinhado!


 


Apesar de parecer que toda esta história poderia ser evitada se escolhesse outro livro, desenganem-se. Às vezes é preciso escarafunchar a ferida para que esta cicatrize melhor. Às vezes a solidão permite viajar ao nosso interior e retirar o que é verdadeiramente importante. Às vezes os livros ajudam de formas estranhas e engordamos um pouco nas palavras cheias e nos pensamentos anafados de ideias novas.


 


Já não sei viver de outra forma e, em silêncio, oiço apenas o restolhar das folhas que vou virando, uma após outra. O silêncio. A vida. A tristeza e a solidão. Estão ali ao lado, mas digitalizo mentalmente para que a memória não seja denegrida.


 


A minha dieta é uma opção e deve ser seguida com moderação. Apenas recomendo que leiam o que sentem e sintam o que leem.


É essa a melhor experiência.


 

4 comentários:

HD disse...

Um sincero conselho... :-)

editepf disse...

É o melhor conselho de todos

Bárbara Ferreira disse...

Há livros certos para as alturas certas :)

editepf disse...

Exato. Compreendes-me tão bem!
Beijinhos