Mostrar mensagens com a etiqueta os livros que devoraram o meu pai. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta os livros que devoraram o meu pai. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Os Livros que Devoraram o Meu Pai, de Afonso Cruz

250_9789722120951_os_livros_devoram_meu_pai.jpg


 


Sinopse: aqui.


Opinião: Encontrando-me eu num “mundo entediante, chato, plano aborrecido, cheio de papéis, papeladas e outras burocracias…”, sinto que a ideia mágica de viver nos livros é a melhor de todas. Mas vamos primeiro a um breve resumo da história.


 


Neste pequeno conto, Afonso Cruz exibe uma escrita simples e ao mesmo tempo plena de significados na enternecedora história de Elias Bonfim, um jovem de 12 anos, que perdeu o pai, supostamente de um ataque cardíaco. Porém, Elias desconfia que o pai ficou preso num dos livros e que irá encontrá-lo. Depois de obter a  autorização da sua avó, Elias vai à biblioteca no sótão e permandece tardes inteiras embrenhado na leitura. Ele lê e segue as pistas nas anotações que o pai foi fazendo. 


 



Sabia que ali dentro, naquele sótão, estava tudo cheio de letras a fingirem-se de mortas, mas - sei muito bem- basta que passemos os olhos por elas para saltarem cheias de vida. 


 



Livro após livro cruzam-se histórias, reais e fictícias, e personagens onde todos se conhecem. Aqui somos agarrados pela ideia de que vivemos nos livros e tanto podemos visitar a A Ilha do Doutor Moreau de H. G. Wells, Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, Crime e Castigo de Fiodor Dostoyevsky ou O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde de Robert Louis Stevenson. 


 



Há inúmeros lugares onde um ser humano se pode perder, mas não há nenhum tão complexo como uma biblioteca. Mesmo um livro solitário é um local capaz de nos fazer errar, capaz de nos fazer perder. Era nisto que eu pensava enquanto me sentava no sótão entre tantos livros.



 


 


A realidade e a ficção podem ser as melhores aliadas e é por isso que quando um livro termina sentimos um certo desapontamento. Queremos mais.E quando damos por ela estamos a reler o livro que acabamos na expetativa de prolongar o sentimento de bem estar. Passamos a pertencer à história e quase somos devorados por ela. 


 


Afonso Cruz é um homem feito de histórias e cativa-nos através das palavras.


Que pena que este livro não tenha tido outro desenvolvimento! 


 


 


Classificação: 4/5


 


 


 


Para quem quiser ouvir o escritor: