segunda-feira, 17 de junho de 2019

Feira do Livro de Lisboa | 2019

Ir à feira do livro de Lisboa é sempre um passeio que adoro. O facto de morar longe impede-me de ir todos os dias, mas, uma vez por ano, rumo a Lisboa e aproveito para ir ao encontro do Clube dos Clássicos Vivos. São duas experiências que me ficam na memória e o ambiente é, simplesmente, fantástico. Como não gostar de estar rodeado por livros e com pessoas que adoram falar sobre eles?


 


No passado sábado, dia 15, assim fiz. Não levei qualquer lista e comecei por procurar apenas os livros do dia, com preços mais simpáticos e convidativos. Porém, acabo sempre por não resistir a outros livros que me saltam à vista, penchinchas, uns, por indicação, outros. 


 


O encontro correu bem.  Conheci o Filipe e a Lia e voltei a encontrar a Claúdia (A mulher que ama livros), a Carolina (Holly reader), a Sandra (Say hello to my books), a Mafalda (A outra Mafalda), a Cristina (Books, Less Beer & a baby), a Jessica (Cia  Literária) e a Inês (Books4everyone).  Nem todos leram Fundação, mas todos adoraram a Quinta dos Animais. Este clássico é para ler e retirar ilações bem interessantes. Acho que não é só uma crítica ao regime de Estaline, embora fosse escrito entre 1943 e 1944, porque é uma história que mantem a atualidade. Mais. Eu consegui retirar outra interpretação, quando pensamos mundo laboral. Muitas das vezes quem chega a chefe acontece mudar, o que, na minha opinião, me leva a concluir que o Poder é que transforma as pessoas.


 


Mas voltemos à feira. Se ao início esta estava vazia, depois, a seguir ao almoço, encheu-se de tal forma que mal se rompia junto de algumas bancas, como a da tinta-da-china que, com pena minha, não consegui nem chegar perto. 


Comprei dez livros, ou seja, menos quatro do que o ano passado, talvez por já estar tudo muito escolhido e a Relógio de Água não me ter convencido nada este ano. 


Quase no final da feira encontrei a Elisa Santos (A miúda geek ) e, como só a conhecia das redes sociais, estivemos um pouco à conversa.


 


Muito bom e a repetir. Até para o ano!


Ficam as imagens para recordar.


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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Clube de leitura em modo de terapia através dos livros

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No dia 8 de junho, realizou-se o primeiro encontro do "Clube de Leitura Livros & C.a"., pelas 15h:00, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes de Vieira, em Leiria.


Conversamos sobre os livros que lemos (na fotografia) e sobre biblioterapia. 


Os livros são remédios para a alma, não acham?


Em geral, todos lemos porque nos dá prazer.


Podemos, então, referir várias formas de prazer, nomeadamente:


Estético -quando o livro está bem escrito;


Inteletual - quando adquirimos conhecimentos e aprendemos algo;


Emocional - quando sentimos que somos envolvidos pela história e pelos personagens;


Ético ou moral -quando o autor coloca assuntos que são do nosso interesse.


 


Todos já tivemos a experiência de, num determinado livro muito conceituado, não conseguirmos ler ou terminar a história. E não gostamos porque não nos dá prazer. No entanto, através do texto literário poderá processar-se um libertar de emoções, pela identificação com as personagens. Este processo realizado através da leitura favorece a reflexão e um maior autoconhecimento.Inconscientemente, os leitores poderão ser biblioterapeutas de si próprios.


 


Mas de onde surgiu o termo biblioterapia?


Surgiu do idioma grego, Biblion, que se refere a qualquer material que possibilita o ato da leitura; Therapien, algo que lembra terapia, a qual envolve processos de cura e recuperação.


Resulta, deste modo, a ideia de que a biblioterapia se trata de uma terapia através dos livros.


A biblioterapia começou no século XIX. Porém, desde a Idade Média e Medieval que as bibliotecas tinham inscrições de estímulo à leitura, uma vez que eram considerados como remédios para a alma.


 



A biblioterapia consiste na atividade que, através da leitura de livros, individualmente ou em grupo, tem o objetivo (preventivo e terapêutico) de ajudar o leitor (em qualquer idade) ao nível da saúde mental, bem como no desenvolvimento pessoal.



 


A biblioterapia implica quatro fases:


1) Identificação - as pessoas de todas as idades estabelecem ligações com as personagens;


2) Catarse – o leitor acompanha o personagem num desafio ou situação complexa que posteriormente se resolve;


3) Discernimento – nesta fase é aplicada a experiência da personagem à experiência de cada leitor;


4) Universalização – os leitores poderão ainda experimentar uma quarta fase, em que se estabelece uma ligação entre o que aconteceu no livro e a vida.


 



“Seja qual for a forma como os leitores fazem seu um livro, o resultado é que esse livro e o leitor se tornam um só. O mundo que o livro é, devora-o o leitor, que é uma letra no texto do mundo; assim se cria uma metáfora circular para o caráter interminável da leitura. Nós somos aquilo que lemos. O processo através do qual o círculo se completa não é, como defendeu Whitman, apenas intelectual; lemos intelectualmente a um nível superficial, apreendendo certos sentidos e conscientes de certos factos, mas, ao mesmo tempo, invisível e inconscientemente, o texto e o leitor entrelaçam-se, criando novos níveis de sentido, de forma que, de cada vez que extraímos alguma coisa do texto ao ingeri-lo, nasce simultaneamente algo nele que ainda não apreendemos”.



 


Alberto Manguel (In: Uma História da Leitura, 1996)


 


Ler contribui para que sejamos, sem dúvida, mais felizes; basta encontrar o livro certo para cada leitor.


 


 


 


 


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Aniversário agridoce.

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Como o tempo passa. Três anos de blogue!


Ao mesmo tempo sinto-me contente e um pouco triste. É que tenho pena de não ter mais tempo para o meu blogue, e para visitar e comentar os blogues que sigo. Acumular as tarefas de mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora e blogger, nem sempre é fácil...mas o "bichinho" está sempre a inquietar-me e a lembrar-me que deveria voltar a escrever. É por isso que não deixo de comemorar a data. Embora sinta um sabor agridoce comemoro porque, para mim, continua a fazer sentido fazê-lo. 


 


Escrevo então o seguinte:


este é o espaço e o tempo 


lugar que a vida ultrapassou


ideia que não morreu


palavras que brotou


o silêncio 


marcha 


e segue


sempre!


 

domingo, 10 de março de 2019

O que dizem os livros da vencedora do passatempo?

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Resposta:

 


Os meus livros são um pouco bipolares, uns são calminhos, outros uns brutos, também os há muito apaixonados, tenho uns que vivem num mundo imaginário, a bem dizer é preciso ser muito compreensivo para lidar com eles.

 


 

Muitos parabéns, Célia !!! Os teus livros são bastante diversificados e creio que este livro irá ficar em ótima companhia!

 

Boas leituras!