domingo, 17 de fevereiro de 2019

Inspirada no meu estado de espírito

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Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando despertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são (...)



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Pensamentos - 3

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- Já passa das 9?!- A voz dela transborda pânico, e ela de imediato dá meia volta e corre na direção das escadas. Sobe-as de dois em dois degraus; não a sabia capaz de incorporar tanta pressa.



 


Confesso - Collen Hoover


 


Esta frase suscitou-me a atenção, não sei bem porquê.


A escolha aleatória é apenas a forma que arranjei de vos mostar algumas frases: filosóficas, criativas ou que suscitem algum tipo de debate.


Leio novamente. Julgo que foi a última parte.


Andamos nesta vida a "incorporar tanta pressa" para chegar ao trabalho que acabamos por esquecer o que é mais importante. 


Esquecemos a lancheira, o estojo dos lápis, um caderno, um livro....e o pior é que, quando náo sou eu, são os meus filhos!


E vocês?


 


 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Dura lição

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A dura lição, pintura de William-Adolphe Bouguereau.

 



Ler é uma forma de nos ajudar a pensar melhor. A vida, a agitação, a rotina, e a necessidade de obter coisas mais rapidamente, torna-nos dependentes das novas tecnologias, especialmente no que às redes sociais diz respeito. Acho mesmo que o meu vício das redes sociais está para o das batatas fritas, porque ambos satisfazem uma necessidade num determinado momento e só prejudicam: um porque engorda, o outro porque deixa-me sem tempo para nada.Optei, então, por não comer batatas fritas e colocar um alterta no facebook. Escolhi mudar. Escolhi ter consciência do que quero.


Depois de refletir sobre este assunto, algo comezinho, acordei .Se algo me preocupa, verdadeiramente, não é a minha dieta, nem o tempo que passo nas redes sociais, mas a mudança de paradigma no estilo de vida que poderá ditar o fim dos livros. As pessoas querem a informação rapidamente e já não perdem tempo a ler. 


Fecham livrarias. As editoras entram em falência. Acabam os livros. As tecnologias evoluem. O Homem é substituído por máquinas. E elas pensam por nós.Continuamos a ignorar os sinais e a vida continua no seu ritmo acelerado.


Ler é uma forma de nos ajudar a pensar melhor e os livros são os nossos professores. 


A dura lição será quando as tecnologias vencerem.


Por favor, leiam!


 


 


 


 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Dois anos de Livro Secreto - Uma Praça em Antuérpia, de Luize Valente

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A iniciativa do livro secreto faz, este mês, dois anos. Quando começou, em fevereiro de 2017, lembro-me de pensar que seria muito tempo. Agora, verifico que não dei conta do tempo a passar.


 


Tem sido uma jornada, com alguns precalços, e estou, por exemplo, a lembrar-me da vez em que me esqueci de enviar o livro, pelo correio, porque jurava a pés juntos que já o tinha feito. E tinha, só que não era o livro que deveria ter enviado.


 


As dinamizadoras da iniciativa estão de parabéns, primeiro a M.J, depois a Magda, que assumiu a responsabilidade pelo grupo e pela coordenação do envio das moradas. Nestes dois anos, se não estou em erro, apenas se extraviou um livro no correio, por culpa dos CTT. Nada que não se resolvesse através da compra de um livro para substituir o livro perdido, tendo todos contribuido com uma quantia absolutamente irrisória. 


 


Quanto ao livro secreto do mês de janeiro, "Uma Praça em Antuérpia", é sobre a história de duas irmãs gémeas portuguesas, a Olívia e a Clarice, durante a Segunda Guerra Mundial. Por coincidência, tanto antes como depois tenho lido livros sobre esta temática.


Olívia  e Clarice foram criadas pela avó materna, uma vez que o pai se recusou a olhar por elas, dado o desgosto com que ficou após a morte da mulher durante o parto. Mais tarde, Olívia casa-se e vai morar para Lisboa e Clarice vai ter com ela após a morte do pai.


Clarice apaixona-se por Thomas Zus, um judeu alemão; mais tarde casa-se com ele e vai morar em Antuérpia, na Bélgica. Porém, a vida das gémeas muda completamente quando a guerra começa.


Aristides Sousa Mendes é a única hipótese de salvação para milhares de judeus que fogem dos países que vão sendo invadidos pelos nazis e os que conseguem chegar a Bordéus, em França, poderão ter o visto para Portugal - um país que se conseguiu manter, mais ou menos, neutro durante este episódio negro da história da Europa. É o que esperam as duas irmãs.


 


Este livro tem um segredo que é revelado 60 anos depois. Lê-se muito rapidamente, porque a escrita é simples e acessível. A história em si não é o que esperava. Diria que é um livro que entretém, mas não é excelente. E diria isto, porque todos os acontecimentos me pareceram estar encadeados de uma forma demasiado rebuscada, destacando-se um personagem que teria de estar muito mal da cabeça para ter feito o que fez. Esse personagem dita o destino de 3 pessoas e não contente com isso mente a uma criança inocente?! Aqui acho que o puzzle não encaixa mesmo, porque a criança é tratada como filho, desde muito pequeno e durante vários anos, logo não iria lembrar-se de pormenores tão concretos como o sítio onde ía lanchar com os pais biológicos e o que cada um comia. 


 


Como é óbvio, o leitor transporta muito de si próprio para a leitura e eu confesso que li muitos livros sobre esta temática, pelo que é inevitável a crítica.


Ainda assim, volto a lembrar que o livro lê-se muito bem e rapidamente, pelo que estão à vontade para ler, comentar e ou refutar a minha opinião.




 

 

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Inspirada em Edgar Allan Poe, só que sem o corvo...

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Rua dos Arcos, em Tomar



Que essa palavra nos aparte, ave ou inimiga! eu gritei, levantando - "Volta para a tua tempestade e para a orla das trevas infernais! Não deixa pena alguma como lembrança dessa mentira que tua alma aqui falou! Deixa minha solidão inteira! - sai já desse busto sobre minha porta! Tira teu bico do meu coração, e tira tua sombra da minha porta!" 

E o Corvo disse: Nunca mais.


 


Edgar Allan Poe