sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Que livro gostarias de ganhar no Natal?

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Primeiro dia de dezembro e inicia-se o desafio de «Natal com Livros» com a pergunta «Que livro gostarias de ganhar no Natal?», pergunta que adoraria que estivesse no plural, uma vez que seria tão, mas tão mais fácil de responder, não acham? 


 


Na última ida à livraria, encontrei um livro que se destacou (na altura, pois agora existem várias novidades) e depois arrependi-me de o não ter comprado. Já devem ter percebido que «A Árvore das Mentiras», de Frances Hardinge,  é o TAL livro que gostaria de receber no Natal, por várias razões: chamou por mim, é diferente e é sobre uma árvore que se  alimenta de mentiras sussurradas e dá um fruto que revela segredos ocultos. Ora o meu «feeling» anda irritado pela curiosidade e o melhor é respeitar a sua vontade.


 


Olhem bem para a foto, nem o pai Natal parece convencido e acho que está a tentar entender a razão deste meu pedido, até porque, como sabemos, ele lida muito mal com mentiras. 


 


 


Ainda estão a tempo de se juntar ao desafio (como explicado aqui), mas se quiserem apenas ver como são diferentes as nossas respostas, passem no blogue da Magda, da Just, da Alexandra,da Azulmar,da Sofia, da Sandra e da Girl. Porque não se juntam a nós?


 


 


Ah, e comentem, porque o pai Natal só dá presentes aos meninos e meninas bem mandados. 


 


Foto: Christmas App


 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Natal com Livros, o desafio.


Juntei-me à Magda, à Just  e à Alexandra  no desafio que consiste em responder a 25 perguntas entre o dia 1 e 25 de dezembro, às 10h15, em cada um dos nossos blogs.


 


As perguntas:



  1. Que livro gostarias de ganhar no Natal.

  2. Um livro bastante desejado, e que superou todas as expectativas.

  3. Um livro com personagens com quem gostarias de passar a noite de Ano Novo.

  4. O livro que escolheste para ser a primeira leitura do próximo ano.

  5. Um livro onde adorarias passar o Natal

  6. Um livro com uma capa tão bonita que merecia estar exposto junto com a decoração de Natal

  7. O livro perfeito para ofereceres de presente a quem gostas, sem medo.

  8. Um livro que odiaste e que oferecerias para alguém de quem não gostas.

  9. A capa mais natalícia dos teus livros

  10. Escolhe três personagens que convidarias para passar a Consoada em tua casa. 

  11. Qual a personagem que, idealmente, cozinharia a ceia no dia 24 de Dezembro?

  12. Que personagem literária poderia ser o Pai Natal?

  13. Que livro não é de Natal mas achas que tem um clima natalício.

  14. Que livro é tão importante que gostarias de o colocar no lugar da estrela na árvore do natal.

  15. Está imenso frio. Que livro colocarias na fogueira para arder?

  16. Ofereceram-te um livro que odeias. Que livro é esse?

  17. Na TV só passam filmes de natal com cenas e mais cenas de casas debaixo da neve. A que personagem literária atirarias com uma bola de Neve?

  18. Que livro pretendes ler na época festiva?

  19. Com base na longa viagem que os reis magos fizeram sem saber o que iam encontrar pelo caminho, indica um livro leste sem saber a sinopse ou do que se tratava mas que adoraste

  20. A Árvore de Natal, antes de o ser, era também um símbolo do renascimento Indica-nos que livro, não importa o tempo quanto tempo passou, é teu preferido e que merece ser lido e relido.

  21. Que personagem merece ficar fora da lista de presentes do pai Natal porque se portou muito mal?

  22. Quero passar o natal com... Escolha o local fictício perfeito para passar essa época natalícia com o personagem perfeito.

  23. Natal tem tudo haver com nostalgia e sentimentos, qual é aquele livro que lhe traz todas essas sensações?

  24. Depois da ceia, estás com sono mas apetece-te ler.. que livro levezinho escolhes reler?

  25. Durante a noite escutas barulhos estranhos vindos da sala. Será o Pai Natal? O melhor é não arriscar e escondeste debaixo dos lençóis. Que livro também te dá arrepios?


 


Vamos espalhar o espírito do Natal a partir de amanhã?


Quem se junta a nós?


 


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Tenho de escrever?

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Ao ler o título, a minha primeira impressão é a de que na palavra «tenho de» se retira uma obrigação. Por acaso, já me perguntei se «tenho de ler» e cheguei à conclusão que sim, pois é a ler que me conheço, é a ler que encontro as maravilhas musicais na conjugação das palavras, e é a ler que os pensamentos fluem constantemente entre as sinapses abandonadas pelas obrigações do trabalho e da rotina do dia-a-dia. Porém, hoje, enchi o peito de corajoso ar e expirei a vontade necessária para me preparar para esta pergunta difícil.


 


Ao desafio da Catarina Duarte do blogue (In)sensatez, respondo de forma imediata: «tenho de» escrever porque sim. [Claro que já estou de nervos em franja e a pensar em como seria melhor não pensar no assunto, até porque ninguém me pediu nada nem eu quero incomodar as pessoas quando ainda estou a dar pequenos passinhos de criança no que à escrita diz respeito].


 


No meu pensamento, surgiu um monólogo interior que troca impressões.


É muito estranho. Ora leiam:


 


Tenho de escrever, então?


Ah, pois, tenho de escrever porque senão não sabem a «resposta».


 


E faz sentido escrever e colocar por escrito os pensamentos que vivem fechados?


Sim, muito. Há o perigo de curto circuito no cérebro assim sobrecarregado.


 


Quando começaste a escrever?


Não me lembro do momento exato em que comecei a escrever estórias, mas recordo-me de as contar usando a minha imaginação. No sotão da minha infância tudo aparecia misturado, magia, princesas, tesouros escondidos, mistérios por desvendar e fantasmas. Tinha muito medo de fantasmas e dos quarenta ladrões de Ali baba!


 


Escrever afasta o medo, sentimentos e emoções?


Não creio. Acho que os ajuda a expulsar ou minimizar, dimuindo a sua intensidade. Colocar por palavras ajuda a clarificar as ideias e a colocar sob outra perspetiva algo que não vimos ou não refletimos.


 


É preciso ter imaginação para escrever?


Sem sombra de dúvida. Imaginação, criatividade e muita persistência, porque só a vontade não é suficiente. 


 


Achas que consegues escrever sempre que te apetece?


Quase sempre. Basta estar em silêncio. Sucede, porém, que o comando cerebral nem sempre tem pilhas e às vezes não dá. É normal e é aqui que entra a persistência. Nunca podemos desistir.


 


 


Este brainstorm interior levou-me à conclusão mais brilhante à face das terras lusitanas e que é esta:



Ao «tenho de escrever» acrescento o «sim» que, tal como num casamento, são os votos apropriados para quem quer ter a vida de escritor, e atendendo a que escrevo para me divertir acho que vou prolongar a fase do namoro por mais uns anos.


 


 



 


 


 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A Noiva Bórgia, de Jeanne Kalogridis

 


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Sinopse: aqui.


 


Opinião: Jeanne Kalogridis nasceu em 1954 na Florida, nos EUA. É conhecida pelos vários romances históricos e fantásticos.  A autora costuma escrever, também, sob o pseudónimo J. M. Dillard e das suas obras mais conhecidas destacam-se a série Star Trek e o Fugitivo (https://en.wikipedia.org/wiki/Jeanne_Kalogridis).


 


Quando resolvi trazer este livro da biblioteca não fazia ideia nenhuma sobre quem era a escritora nem sobre se o livro era bom ou não. Lembro-me de ter pensado que a capa era familiar e que o assunto parecia ser interessante ou não fosse sobre a família Bórgia conhecida pelas atrocidades e escândalos sexuais. Quem nunca ouviu falar no nome de Lucrécia Bórgia? Eu já e pelos piores motivos, claro.


 


Resumindo, a história passa-se no século XV. Sancha de Aragão casa com Jofre, um dos dos membros da família Bórgia. Ela é a personagem central da história, pelo que a narrativa é feita sob a sua perspetiva. Quando chega a Roma conhece Rodrigo (o Papa Alexandre VI), César, Juan e Lucrécia.


 


Tanta crueldade junta até parece mentira, no entanto, Kalogridis apresenta-nos o "terror Bórgia" e descreve-o ao mais ínfimo pormenor desde o incesto, adultério, assassínio, envenenamento, violação, etc. Nada os detém. 


Quanto às mulheres neste enredo, Sancha e Lucrécia, são ambas interessantes e completamente diferentes, porque enquanto uma é vítima dos homens a outra serve-se deles para atingir os seus objetivos. 


 


A narrativa prende, mas a história desta família é tão terrível que acho que não vai sair tão depressa da minha memória. Gostaria de ter gostado mais, mas, na minha opinião, o Papa deveria ser um representante do bem e não ser mau e depravado. Isto é tão válido para essa época como na atualidade, pelo que certo tipo de situações relacionadas com a Igreja continuam a ser vistas com o meu total desagrado.


 


Posto isto, aconselho a leitura para quem goste de ação, emoções fortes e de "vivenciar" certos factos da história, embora em parte ficionados pela escritora.



 

Classificação: 3/5

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Os Livros que Devoraram o Meu Pai, de Afonso Cruz

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Sinopse: aqui.


Opinião: Encontrando-me eu num “mundo entediante, chato, plano aborrecido, cheio de papéis, papeladas e outras burocracias…”, sinto que a ideia mágica de viver nos livros é a melhor de todas. Mas vamos primeiro a um breve resumo da história.


 


Neste pequeno conto, Afonso Cruz exibe uma escrita simples e ao mesmo tempo plena de significados na enternecedora história de Elias Bonfim, um jovem de 12 anos, que perdeu o pai, supostamente de um ataque cardíaco. Porém, Elias desconfia que o pai ficou preso num dos livros e que irá encontrá-lo. Depois de obter a  autorização da sua avó, Elias vai à biblioteca no sótão e permandece tardes inteiras embrenhado na leitura. Ele lê e segue as pistas nas anotações que o pai foi fazendo. 


 



Sabia que ali dentro, naquele sótão, estava tudo cheio de letras a fingirem-se de mortas, mas - sei muito bem- basta que passemos os olhos por elas para saltarem cheias de vida. 


 



Livro após livro cruzam-se histórias, reais e fictícias, e personagens onde todos se conhecem. Aqui somos agarrados pela ideia de que vivemos nos livros e tanto podemos visitar a A Ilha do Doutor Moreau de H. G. Wells, Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, Crime e Castigo de Fiodor Dostoyevsky ou O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde de Robert Louis Stevenson. 


 



Há inúmeros lugares onde um ser humano se pode perder, mas não há nenhum tão complexo como uma biblioteca. Mesmo um livro solitário é um local capaz de nos fazer errar, capaz de nos fazer perder. Era nisto que eu pensava enquanto me sentava no sótão entre tantos livros.



 


 


A realidade e a ficção podem ser as melhores aliadas e é por isso que quando um livro termina sentimos um certo desapontamento. Queremos mais.E quando damos por ela estamos a reler o livro que acabamos na expetativa de prolongar o sentimento de bem estar. Passamos a pertencer à história e quase somos devorados por ela. 


 


Afonso Cruz é um homem feito de histórias e cativa-nos através das palavras.


Que pena que este livro não tenha tido outro desenvolvimento! 


 


 


Classificação: 4/5


 


 


 


Para quem quiser ouvir o escritor: