quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Maldito Karma, de David Safier # 31

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Autor: David Safier

Ano:2011

N.º de Páginas: 277

Editora:Planeta

 

Sinopse: A apresentadora de televisão Kim Lange encontra-se no melhor momento da sua carreira, quando sofre um acidente e morre, esmagada pelo urinol de uma estação espacial russa. No Além, Kim dá-se conta de que, ao longo da sua vida, se limitou a acumular mau Karma: enganou o marido, descurou a sua filha e amargurou a vida de todos os que a rodeavam. Descobre então o seu castigo: está num formigueiro, tem duas antenas e seis patas… é uma formiga!
Kim não tem a mais pequena vontade de continuar a arrastar migalhas de bolos depois de ter passado a vida a evitar os hidratos de carbono. Além disso, não pode permitir que o marido vá afogar as mágoas da sua perda com outra. Só lhe resta, por isso, uma saída: acumular bom Karma, para ascender na escala da reencarnação e voltar a ser humana. Mas o caminho para deixar de ser insecto e se converter num bípede é duro e está pejado de contratempos.


Opinião: A Kim Lange, famosa apresentadora de TV, é demasiado ambiciosa e a família é sempre colocada em segundo plano. Quando ela morre, Kim tem de reencarnar e praticar boas ações de forma a acumular bom Karma, o que equivale a dizer que: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário". Assim, praticar o bem fará "limpar" as más ações. Ora, enquanto foi viva, Kim traiu o marido, negligenciou a filha e "espezinhou" os colegas de trabalho de forma a subir na carreira. Depois, quando morre, é-lhe dada a oportunidade de reencarnar numa formiga e nessa forma ela vê a filha, o marido e as pessoas com quem deveria ter procedido de outra maneira. Portanto, para obter bom Karma, é necessário que Kim (e o seu amigo Signore) pratique uma boa ação para alcançar o Nirvana. Ah, e morrer várias vezes...uma vez que isso não é tão simples assim.

Na minha opinião, a história faz-nos pensar um pouco naquilo a que devemos realmente dar valor, como a família, os filhos e a todos os seres vivos, por mais pequenos que sejam. Todos somos importantes! Mas, por tratar de assunto como a reencarnação e de algo espiritual, fiquei um pouco desiludida com uma certa artificialidade e infantilidade no tom dado à narração, como por exemplo, quando a Kim está impedida de contar a verdade e só consegue dizer: "todos os patinhos sabem bem nadar". Julgo que, provavelmente, se perdeu algo com a tradução...e espero que, por não ter rido à gargalhada, não apareça por aí uma formiga, um porquinho-da-índia, uma vaca, um esquilo, ou pior, uma cobra (com pernas?!).


A minha morte não teve graça nenhuma. E não foi só porque morri (pág. 9).

Morrer engolida pela Nina foi ainda mais patético do que morrer por causa de um urinol de uma estação espacial (pág. 72).


 


 

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O que dizem os teus livros? (8)

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 A Cláudia é a mulher que ama livros. Além do blogue, tem um canal no Youtube dedicado aos livros. Adora ler, escrever e ouvir música. Os livros são muito importantes na sua vida e já não consegue viver sem eles. Mas vamos lá conhecer um pouco mais sobre a Claúdia. Se ela tem um vídeo? Não, não há um vídeo com a entrevista, mas como não se pode ter tudo, que eu de vídeos não percebo nada, eis as respostas:


 


Desde que idade tens uma paixão por livros? 


C:Sinto um especial encanto pelas letras desde que aprendi a escrever as minhas letras. Quando comecei a ler, já gostava das histórias contadas, do mundo encantado dos livros. Desde sempre é a resposta exacta. 


 


Qual o tipo de livro que costumas ler?


C:Sou bastante ecléctica nas minhas escolhas. No entanto, dou preferência aos romances contemporâneos, clássicos e não ficção. 


 


O que gostas mais durante  a leitura? 


C:Gosto das emoções que um livro consegue transmitir-me. Gosto de encontrar-me nas palavras dos outros, nas personagens, nas histórias. Gosto do tempo que voa enquanto folheio as páginas de uma bela história. Do cheiro dos livros. 


Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 


O autor, as recomendações e o facto de ser escrito por um homem ou mulher. Dou preferência aos livros escritos por mulheres, sobretudo mulheres que poucos conhecem e precisam de ser divulgadas.Também tenho em conta as recomendações de algumas leitoras com gostos literários parecidos com os meus. 


 


Descreve sentimentos que só um leitor entende. 


C:Esta é difícil. O sentimento de reconforto quando agarramos no novo livro do nosso autor preferido. O pedido em silêncio que o tempo demore a passar enquanto devoramos as páginas e ao mesmo tempo não queremos que termine nunca. 


 


As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 


C:Já! Já ri bastante, mas a maior tendência é chorar. Primeiro, escolho sempre livros com histórias dramáticas. Segundo, acho mais difícil fazer alguém rir e não ser vulgar. Chorei muito no final do livro "Fala-me de Um Dia Perfeito" da Jennifer Niven. Mexeu muito comigo o final deste livro. Não costumo derramar lágrimas, só emocionar-me. Este livro foi realmente excepção. 


 


O que dizem os teus livros? 


C:Dizem que não sou materialista e sou organizada. Gosto de oferecer os meus livros de forma a deixar espaço para os novos. Podia ter o dobro da colecção, mas prefiro que os livros sejam lidos do que fiquem parados na minha estante para os contemplar. Tenho os meus preferidos, com lugares cativos. Esses ficam para futuras releituras. Os meus livros estão organizados por editora e autor. 


 


***


                                               


 Muito obrigada, do fundo do .


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Línguas-de-gato | Não gosto da Pipoca! # 15

Tenho andado desaparecido e não sei se não vou fugir de vez. A minha vida está um caos! ... oh, rsrsrsrsrsfufufufufufu...Lá está ela, a Pipoca!!! É uma convencida de primeira, pensa que é gira e faz ares de rainha. Não aguento mais!!!! Só me faltava esta agora. Rsrsrsrs.


Na realidade, tudo começou há uns dias atrás. Estava eu a lamber a minha patinha direita, sossegadinho, e ouvi um cochichar. Aos poucos foi-se tornando percetível e percebi que estavam a preparar uma surpresa. Qualquer coisa sobre promessas e de visitar um site.Fiquei atento, mas os meus ouvidos não captaram mais nada. O que me deixou bem curioso foi saber que existem promessas online para quem está farto das mesmas prendas de sempre. È um bocadinho caro, mas se pensarmos bem compensa. É um bocadinho estranho, mas se refletirmos bem não há concorrência desleal com o peregrino pagador de promessas. São coisas diferentes, estranhas, muito estranhas.Este ano está a terminar e foi o ano em que pairou um clima de que algo se está a passar. Não sei miar isto muito bem. Os humanos também são dificeis de entender! Porque afinal nunca estão satisfeitos? Há sempre algo para nos entristecer, é verdade. Ontem, o George Michael teve o seu last christmas, e hoje todos falam nisso.É mais uma estrela no céu! (literalmente). Ups, lá vem ela. Acho que me imita e que me anda a seguir...rsrsrsrsfufufufu (tradução: estou a mandá-la embora e nada!). Já não há privacidade. Já não tenho o sofá só para mim! Vocês acreditam que ela saiu de uma prenda de Natal? Que rica prenda! Eu ali à espera da minha prendinha habitual, um patê de primeira, e eis senão quando abrem a PRENDA quadrada, com papel vermelho benfica, e com um laço gigante... e vejo uma orelha. Os miúdos humanos aos gritos e "pego eu", "não, é meu", "meninos falem baixo, olhem os vizinhos", e "que fofuxo", "que macio". Caos, caos, caos!.Só respondi:"Rsrsrsrsrsrsfufufufu". Ela, - descobri que é do género feminino porque os humanos o disseram- pestanejou aqueles olhos azuis e fez "miau, miau...". Que infantil, é quase um bebé. Eu comi o meu paté contrariado e resolvi sair daquela cena. Mais tarde, soube que o nome é Pipoca, rssss, nome, isto não é nome que se dê a um animal. Ainda por cima não combina com o meu nome. Ah, mas isso é outra história. Agora vou refugiar-me debaixo da cama e só aparecerei de novo na próxima segunda. O Natal foi uma desgraça...rsrsrsrsrsfufufufufu...


 


 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O sentido da vida

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 O céu escureceu na mente


da vida


desesperada


sem ti, e sem nada.


 


Era uma espécie


decadente,


nessa estrada,


sem mim, e sem nada.


 


Insegura, apenas via o céu,


e seguia, perene,sagrada,


a linha invisível


do nada.


 


Dessa vida 


sem cores estelares,


constelações ou terra,


vivia um sonho desafinado,


do passado.


 


Mas eis que surgiu um sentido


e na palavra nós O verdadeiro Amor.