Música de Natal com voz de gato
Música com palavras enfeitiçadas
Música com gatos e três palavrinhas
Palavras sem música
Desenhos animados sem palavras
O céu escureceu na mente
da vida
desesperada
sem ti, e sem nada.
Era uma espécie
decadente,
nessa estrada,
sem mim, e sem nada.
Insegura, apenas via o céu,
e seguia, perene,sagrada,
a linha invisível
do nada.
Dessa vida
sem cores estelares,
constelações ou terra,
vivia um sonho desafinado,
do passado.
Mas eis que surgiu um sentido
e na palavra nós O verdadeiro Amor.
De manhã, bem cedinho, levantei-me para publicar a entrevista da Magda (porque ainda não sei agendar as publicações no sapo). Mas, não querendo faltar ao prometido, e eu gosto de cumprir todas as minhas promessas, liguei o computador e publiquei o post, por volta das 8h15, antes de sair de casa. Para que tenham uma ideia, o meu aspeto matinal era mais ou menos este, com a exceção de que eu utilizei os dedos e não os pés (claro!).
Depois de ginasticar um pouco, os dedos, lá fui trabalhar. Cheguei ao local de trabalho e a vontade, e energia, foram repostas depois de beber um café.
É, o café, às vezes, é um bocadinho mau.Depois e depois, de muito trabalho, e papéis, e processos, e tretas, chegou a hora de almoço, altura em que aproveito para fazer um pouco de hidroginástica.
Comi muito rápido...(não, não era para fugir do gato, é mesmo porque tenho pouco tempo para almoçar!).
E voltei à azáfama laboral. Bom, por acaso não escrevo assim, mas sei quem faz esta figurinha só com dois dedos da mão, o que, como calculam, é extremamente irritante, tendo sido salva pelas unhas de gel, as quais não permitem tamanha atrocidade visual e auditiva equiparada a uma máquina de escrever à moda antiga.
Mas o que estou eu para aqui a divagar? Pois então, como estava a dizer, abri o computador e dei uma espreitadela no sapo e nem queria acreditar...
Tinha recebido o meu primeiro destaque.
Fiquei em estado de "nem queria acreditar" e de "não vejo a hora de chegar a casa". Eh, de tarde o dia foi bem mais complicadito.
E termino de contar o meu dia normal, abrilhantado pela simpatia de todos os que deram as boas-vindas a este bairro.
Quero,enfim, agradecer à equipa do SAPO e, ainda, à Magda que me incentivou a mudar.
Magda é a nossa entrevistada optimista, bibliófila, simples, irónica e alegre. Já editou três livros - Vida na Internet, Episódios Geométricos e Viagens – e tem o blogue Stoneart Books, StoneArt Portugal, Aprender uma coisa Nova por Dia e, aindaaaaaa (com a devida entoação), é uma das editoras responsáveis pela Revista Inominável. Os seus livros são a sua casa, têm o sabor a: "mar, praia, sol e férias" e a "Natal, a prendas e amor". E é "Livrando", libertando os seus pensamentos sobre livros, que a nossa conversa se inicia.
Desde que idade tens uma paixão por livros?
M: Acho que a minha paixão por livros nasceu às 14h30 do dia 26 de Novembro de 1969. Como é que consigo ser tão precisa? Porque é o que consta na minha certidão de nascimento. Desde que me lembro que tenho sempre livros por perto, seja para ler ou apenas para ver os bonecos (da altura em que não sabia ainda ler).
Qual o tipo de livro que costumas ler?
M: Posso alterar a pergunta para: qual o tipo de livros que não costuma ler? Creio que assim a resposta é mais fácil. Não costumo ler livros técnicos ou de auto ajuda. De resto leio de tudo. Romances, fantasia, históricos, biografias, contos... não sou esquisita, tudo cabe na minha mala
O que gostas mais durante a leitura?
M:De viajar sem sair do sofá, de imaginar os locais e as personagens, de morrer para o mundo real e acordar no mundo do livro. Os livros e as suas personagens tornam-se parte de mim enquanto os leio e eu, em compensação, dou-lhes tudo de mim.
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro?
M: A sinopse, a capa, o autor, as opiniões de outras pessoas, a classificação no goodreads ou a leitura de meia dúzia de frases soltas.
Descreve sentimentos que só um leitor entende.
M: O cheiro dos livros. O sentimento de perda quando se termina um bom livro. O luto que é preciso fazer entre dois livros
As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu?
M: Já chorei a rir, isso conta? Já dei gargalhadas no meio dos transportes públicos com uma ou outra cena dum livro. Acontece muito com os livros de Jill Mansell mas tambem aconteceu com “Marley & eu” ou com “história de Portugal em disparates”
O que dizem os teus livros?
M: Quero acreditar que eles dirão que os trato com muito amor e carinho. Que sou possessiva ao ponto de não me conseguir desfazer deles. E que tenho gostos de leitura muito variados .
***
Magda, gostei imenso desta nossa conversa, virtual, mas, curiosamente, não referiste Marion Zimmer Bradley?! Pois é! Agora desafio-te para um duelo de palavras e com a luva da mão esquerda (será esquerda?) desafio-te a responderes a este enigma:
Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está pronto para isso.