segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O que dizem os teus livros ? (2)



Era uma vez...."a bruxinha despenteada"


 

que foi ver a "Cassilda, a bailarina"


 

e  “O Lardos cachorrinhos”?


 

A Sandra Jordão do blogue fábrica de estórias da bruxinha despenteada aceitou divulgar aqui o seu maior sonho: contar as histórias que habitam dentro de si própria. Ela é mãe de três filhos, trabalha numa empresa em Leiria, há 27 anos, e já publicou três livros infantis.
Em 2015, em parceria com a CRID Leiria, publicou "A bruxinha despenteada" em Braille, tendo oferecido os livros à Acapo. Recentemente, no “Concurso Internacional Onkyo Braille”, o seu texto foi um dos escolhidos para representar o nosso país. 
Ela é muito bem disposta e tem, sempre, um lindo sorriso para as crianças e adultos, claro! Mas vamos lá à entrevista:


 



Desde que idade tensuma paixão por livros? 

Desde a infância, embora tenha estado um período sem ler muito, retomando ohábito/paixão há sensivelmente 10 anos.


Qual o tipo de livro que costumas ler?

De tudo um pouco; gosto essencialmente de estórias com ensinamentos de vida, onde são enaltecidas as lutas e as conquistas. Também tenho um especial fascínio pelo mítico e o épico.

 

O que gostas mais durante a leitura? 

Entrar na estória, sentindo-me transportar para dentro dela, como se estivesse numa viagem dentro de mim mesma… há estórias que me fazem levitar e ficar no meu Eu… Sonhar…

 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

Às vezes o título ou a sinopse do livro desperta-me a atenção, ou a curiosidade pelo tema,ou ainda, se alguém mo recomenda.

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

Folhear as páginas de um livro, sentir a textura, o cheiro, é mágico! Transporta-me para outra dimensão. Ensina-me, faz-me pensar, e permite-me estar noutro lugar qualquer sem sair do meu espaço físico.

 

As histórias,por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? Claro que chorei, e muito! O livro que me fez mais chorar foi: “Nunca me esqueças” de Lesley Pearse – romance -  pela carga de vida que contém. É baseado numa estória verídica duma mulher inglesa que num acto isolado rouba um chapéu e é presa e condenada à morte. Dão-lhe uma 2ªoportunidade, indo para a colónia penal da Austrália, onde, para lá chegar viva, tem de lutar e fazer escolhas que serão o ponto de viragem da sua vida.Quando cumpre a pena, regressa à prisão de Londres, onde alguém irá relatar a sua estória e revela as condições desumanas em que são colocados os prisioneiros na Austrália. Enfim, ela volta a fazer a diferença…

 

O que dizem osteus livros? 

Os livros que leio dizem-me que há muito mais vida do que o que me rodeia. 


 

 

 

***


Antes de passar à última pergunta, que coloco num tom de desafio pessoal, quando olhei para a primeira fotografia, lembrei-me que lia, à noite, antes de dormir, e pensei na coleção "As histórias do avozinho", em especial, neste excerto:


"Dafábula e da moral não custa a entender;

Quempretende ensinar precisa saber,

emelhor que a palavra, embora culta e fina,

oexemplo é que ensina...".


Assim sendo, a pergunta é: Sandra, os teus livros reflectem esta linha de pensamento?

Completamente! Quando escrevo é como se escrevesse para os meus filhos, ou seja com coração, com dedicação, numa escrita simples e perceptível aos mais novos que já lêem sozinhos e aos seus pais. E, mesmo inconscientemente, pois a imaginação flui quando menos espero, no que escrevo, sempre sobressaem os valores que tenho passado para os meus filhos ao longo da vida e que acabam por se revelar nas minhas estórias, que são nada mais que um reflexo de mim.

Como exemplo disso:

Na bruxinha despenteada, está enaltecido o direito à diferença, a aceitação do outro, a auto-estima, a amizade.

Já na Cassilda, o gozo da liberdade de sonhar e de viver os nossos sonhos, lutando incessantemente na sua busca.

Quanto ao “Lar dos Cachorrinhos”, ressalvam-se os valores como a partilha, a entreajuda, o foco na concretização dos nossos objetivos, e o amor e respeito aos animais.

 




 





Muito obrigada, do fundo do ❤.





 



 


domingo, 20 de novembro de 2016

Línguas-de-gato | Filosofia explicada pelos Simpsons # 12

Sempre gostei muito de brincar, especialmente com bolas, bonecos de peluche e,recentemente, com as bolas da árvore de natal. A minha dona costuma dar-me uma para eu usar e não ter a tentação de ir desmanchar a árvore. Tudo isto porque, quando era ainda um gatinho, resolvi subir a uma para apanhar uma luz, muito teimosa! Eu mexia-me um pouco. A luza cendia. Eu subia um bocadinho. A luz apagava. Mais tarde, fiquei a saber que são luzes de natal e que estão sempre a piscar. E eu, como estou mais ajuizado,gosto de olhar e ver as luzes. É uma minicidade dentro de casa!

Às vezes fico a matutar. E fico ali, e a filosofia, na minha mente, sai de uma forma mágica como a comida que a minha dona tira de uma lata! Mas, além da lata, eu gosto de aprofundar o absurdo existencial e estou a pensar na inscrição no curso “D´oh! Os Simpsons Introduzem a Filosofia”, na Universidade de Glasgow.Bem, só vou poder frequentar se for on-line, claro! Não estavam a pensar que eu ia à Escócia? Eu bem que gostava e em caminho passava pelo “Trump InternationalGolf Links and Hotel”, na Irlanda, para confirmar se o resort está mesmo em perigo ou se Trump quer começar a construir muros  à volta de todos os seus impérios,forrados a ouro e pedras preciosas! Ah?! Ah, pois o ouro e as pedras estão na penthouse trump. Ora, mais um motivo para eu fazer o curso! É que eu não percebo o absurdo existencial, nem esta filosofia dos Simpsons que não serve para ser explicada aos pobres! 

 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Música de Natal com voz de gato

Estou um pouco adiantada. Já fiz a árvore de natal e já tratei dos presentes. Assim, aproveito para desejar a todos um Natal cheio de Alegria .
#sóquenão
#hajaalegria


P.S. O que disse, anteriormente, é apenas uma desculpa para juntar mais um vídeo à minha estranha colecção...


Música com palavras enfeitiçadas

Música com gatos e três palavrinhas

Palavras sem música

Desenhos animados sem palavras

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Enigma



no sossego vago do leito, escondo, debaixo das cobertas, o fervor. 



oiço um restolhar. espio devagar, sem olhar,



a página de um novo romance de amor. 



a luz esquálida, dentro do quarto,transportou



uma luminosidade, e a visão vertidada alma disparou



o alarme da ilusão. alguém está ali?ou é só a escuridão? 



entre o agora e o passado. fiquei àespera. e esperei só.



e o frio, que cobria a pele, esticou a perceção num nó.



um ataque invisível.um barulho depassos… um bater do coração...

A Dádiva, de Toni Morrison # 28


 

Autora: Toni Morrison

Ano:2009

N.º de Páginas: 137

Editora: Editorial Presença

 

Sinopse: Da autoria da primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1993), “A Dádiva” é um romance extraordinário quese passa na América do Norte de finais do século XVII. Profundas divisõessociais e religiosas, opressões e preconceitos exacerbados propiciam o cenário ideal para a implantação da escravatura e do ódio racial. Jacob Vaark é um comerciante anglo-holandês que apesar de se manter à parte do negócio dos escravos, que então dá os primeiros passos, acaba por aceitar uma menina negra, Florens, como pagamento de uma dívida de um fazendeiro de Maryland. Nesta parábola do nascimento traumático dos Estados Unidos, Morrison revela-nos o quese esconde sob a superfície de qualquer tipo de sujeição, incluindo a dapaixão, e o quanto essa falta de liberdade é nociva para a alma.

 

Opinião: Tenho de admitir que adorei a capa (muito bem escolhida, assim como o respetivo marcador). A leitura prometia e tinha, à partida, todos os ingredientes para ser um livro fora do comum. Porém, falhou o principal, dado que a capacidade de concentração, na leitura, ficou especialmente comprometida em virtude de ter lido meia dúzia de páginas de cada vez (não façam isso, Ok? E muito menos à noite!). Já no que diz respeito à escrita, achei que é difícil, pois a escritora escreve de uma forma muito peculiar. 
No fim, fiquei com a sensação de que deveria ler tudo de novo e acometeu-me, subitamente, um vazio, apenas preenchido pela releitura de algumas frases poéticas:

 

Citação:”De súbito umlençol de pardais cai do céu e instala-se nas árvores. São tantos que das árvores parecem brotar pássaros e não, de modo algum, folhas(…) Nós nunca moldamos o mundo. O mundo molda-nos a nós. Súbita e silenciosamente, os pardais desaparecem”(pág. 62);

"No pó onde o meu coração permanecerá todas as noites e todos os dias até compreenderes o que eu sei e anseio por dizer-te: receber domínio sobre outro é errado; dar o domínio de si mesmo ao outro é uma coisa perversa"(pág.137).