quinta-feira, 10 de novembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
Línguas-de-gato|A Deus e a Zeus, uma conversa nonsense#10
Estou vivo! Sim, estooouuu vivooooo. Tenho mesmo de celebrar. Não sei como aguentei tanto tempo sem falar o que se passou durante esta semana. E que semana! Foi assim: no dia em que a minha dona foi ao cemitério (julgo que foi dar flores às pessoas, porque saiu com um ramo enorme), eu e os miúdos ficamos nas nossas caminhas quentinhas. Era dia santo, mas em casa. E era um dia muito simples, sem confusões e sem aquelas flores malcheirosas.Claro que eu costumo acompanhar os miúdos e até tomo conta deles. Para todos os efeitos, em anos de gato, sou o mais velho. Entretanto, vi que estavam a colocar umas bolinhas divertidas num fio e eu fui logo cuscar o que era aquilo.Cheirei. Sacudi, a coisinha, com as patas. Depois, quando apanhei uma, andei com ela por todo o lado. Foi divertido e fiquei bastante impressionado com a minha agilidade. Experimentei a comer. Ufffffffffff. Engoli a coisinha. Corri aflito e deitei-me, quietinho, à espera do meu último dia na terra. Pensei que iria para o céu, mas depois de uma forte dor de barriga, nada aconteceu. Foi falso alarme. Ainda bem, pois senão quem iria lembrar-se das línguas-de-gato?A minha dona refere a expressão “quem não aparece facilmente é esquecido” e eu sigo, sempre, o que ela diz, aparecendo aqui para mais uma conversa sobre "Nope for the pope". Eu não entendo o porquê de as mulheres não poderem ser padres. Algo me diz que será para elas não aparecerem demasiado (a minha dona utiliza aquela expressão, não utiliza?). Depois referem aqui que a escolha é de Deus enão do Homem. Então, Deus não criou o homem e a mulher? Em que ficamos?Discriminação à parte, na qual os humanos são peritos, surgiu-me outra questão, igualmente contraditória, relativamente à Operação Zeus. De acordo como que ouvi (e depois li) a Força Aérea andava a faturar géneros alimentícios por valor superior aos que eram efectivamente fornecidos. Isto significava que eles colocavam bifes do lombinho e depois serviam carapau frito. Isto é um mero exemplo, é claro. No entanto, fico sempre pasmo em como:grassa a mentira, brincam com a autoridade superior (Religiosa e Aérea, em que ambas se situam lá em cima) e esperam que não se descubra o nonsense. Vamos conversar?
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Nos dois sentidos, o início é o fim
? Fim
audacioso ou o
modernismo
a desentesar a palavra?!
arrefece-a em ardósia ou
desperdiça-a em ambrósia,
em ponto edulcorante,
com imaginação,
rima perfeita
no branco do nada,
e, sem segurança,
desleita a estrada;
entra em contramão-do-saber
nas dúvidas por esclarecer
e, na incerteza,
divaga em tristeza,
“sem nada a perder”
é o poema
Do início ao Fim.
Ai caramba! | A sério? # 7
Começa a contagem decrescente para o dia das eleições nos EUA, as quais se irão realizar no próximo dia 8. Mas pelos vistos a guerra continua. Quem irá ganhar?
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
A Amiga Genial, de Elena Ferrante #27
Autora:Elena Ferrante
Ano:2016
N.º de Páginas: 264
Editora: Relógio D´Água
Opinião: O mistério em torno da identidade da escritora Elena Ferrante parece ter sido desvendado por um jornalista italiano. Adoro mistérios e esta informação não me deixou indiferente e quis logo conhecer a sua escrita.
Fiquei surpreendida de duas formas:uma negativa e a outra positiva. Quanto à primeira, foi quando iniciei a leitura. A escrita é, aparentemente, muito simples, direta, e a realidade do bairro, situado em Nápoles, algures nos anos 50, é contada de uma forma atribulada, recheada de ciúmes (entre Elena e Lila), brigas (dos Solara e dos Sarratore) e de medos e ódios (lembro-me, por exemplo, de dom Achille).
Assim, no início, fiquei um pouco de pé atrás, dado que só consegui perceber este clima de tensões entre as personagens, fazendo lembrar italianos sempre aos gritos (na minha imaginação, como música de fundo, surgia sempre a tarantella neapoletana ) e preocupados em fazer justiça com as próprias mãos. Não sei se estão a ver o filme? Além disso, Elena e Lila iniciam uma amizade de forma estranha e “cruel”, como só as crianças sabem ser, por vezes. Aliás,Lila não é uma menina como as outras: é má, rebelde, desafiadora, embora muito inteligente. Já Elena é o oposto: certinha, estudiosa e admira a amiga “genial”.Apesar de Elena achar Lila má, sente uma espécie de “atração” para competir com ela, o que a leva, frequentemente, a sentir que não é apreciada se não estiver na sua companhia ou se não for a melhor na escola ou se não for a mais bonita. Mais tarde, quando ambas são adolescentes, a história começa realmente a surpreender.Porém, e cito:“ O imprevisível só nessa altura se revelou”. É caso para dizer que o“golpe de mestre” só chegou mesmo, mesmo, no fim. E pronto, fiquei curiosa para ler o próximo.
Ho apprezzato molto la storia e voglio di più!
Citação: "O nosso mundo era assim, cheio de palavras que matavam: o garrotilho, o tétano, o tifo, o gás, a guerra, o torno, o entulho, o trabalho, o bombardeamento, a bomba, a tuberculose, a supuração. Remeto para essas palavras e para aqueles anos os muitos medos que me têm acompanhado toda a vida"(Pág.23 e 24).
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