sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Ai caramba! | A sério? # 7

Começa a contagem decrescente para o dia das eleições nos EUA, as quais se irão realizar no próximo dia 8. Mas pelos vistos a guerra continua. Quem irá ganhar? 


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Amiga Genial, de Elena Ferrante #27


Autora:Elena Ferrante


Ano:2016

N.º de Páginas: 264

Editora: Relógio D´Água

 

Opinião: O mistério em torno da identidade da escritora Elena Ferrante parece ter sido desvendado por um jornalista italiano. Adoro mistérios e esta informação não me deixou indiferente e quis logo conhecer a sua escrita.

Fiquei surpreendida de duas formas:uma negativa e a outra positiva. Quanto à primeira, foi quando iniciei a leitura. A escrita é, aparentemente, muito simples, direta, e a realidade do bairro, situado em Nápoles, algures nos anos 50, é contada de uma forma atribulada, recheada de ciúmes (entre Elena e Lila), brigas (dos Solara e dos Sarratore) e de medos e ódios (lembro-me, por exemplo, de dom Achille).

Assim, no início, fiquei um pouco de pé atrás, dado que só consegui perceber este clima de tensões entre as personagens, fazendo lembrar italianos sempre aos gritos (na minha imaginação, como música de fundo, surgia sempre a tarantella neapoletana ) e preocupados em fazer justiça com as próprias mãos. Não sei se estão a ver o filme? Além disso, Elena e Lila iniciam uma amizade de forma estranha e “cruel”, como só as crianças sabem ser, por vezes. Aliás,Lila não é uma menina como as outras: é má, rebelde, desafiadora, embora muito inteligente. Já Elena é o oposto: certinha, estudiosa e admira a amiga “genial”.Apesar de Elena achar Lila má, sente uma espécie de “atração” para competir com ela, o que a leva, frequentemente, a sentir que não é apreciada se não estiver na sua companhia ou se não for a melhor na escola ou se não for a mais bonita. Mais tarde, quando ambas são adolescentes, a história começa realmente a surpreender.Porém, e cito:“ O imprevisível só nessa altura se revelou”. É caso para dizer que o“golpe de mestre” só chegou mesmo, mesmo, no fim. E pronto, fiquei curiosa para ler o próximo. 

Ho apprezzato molto la storia e voglio di più!

 

Citação: "O nosso mundo era assim, cheio de palavras que matavam: o garrotilho, o tétano, o tifo, o gás, a guerra, o torno, o entulho, o trabalho, o bombardeamento, a bomba, a tuberculose, a supuração. Remeto para essas palavras e para aqueles anos os muitos medos que me têm acompanhado toda a vida"(Pág.23 e 24).

domingo, 30 de outubro de 2016

Línguas-de-gato | Os fantasmas e a coxinha política # 9

Uma máscara que eu acho o máximo, no mundo animal, é a de uma mulher mascarada de gato. Nada me impressiona mais do que ver uma gatade duas patas! Mas caras pintadas com sangue a fingir, e dentes de vampiro, arrepiam-me o pêlo todo e fico naquela “não sei se fuja, não sei sefique”. É um sentimento estranho de aversão e de cusquice, em simultâneo. A minha dona diz que eu sou um gato intrometido e que gosto de andar sempre à procura de algo para me “coçar”. Bom. Não concordo, porque eu sou apenas um gato e um gato tem de marcar o seu território. Sou assim, honesto e fiel a quem me rodeia. Ao contrário de quem nos governa, não acham? Porque será que há essa necessidade constante de ocultar e de mentir? Já são “donos” do seu território e de todos os portugueses! Mas o que se passa já não é novidade e tem vindo a acontecer ao longo dos anos. Uma licenciatura não dá acesso direto a uma profissão. Hello?! Ou dá, a quem pode mentir, mesmo que não tenha a licenciatura?! Quem pode pode (Quem não pode, vive em casa dos pais até mais tarde). São, assim, os verdadeiros estrategas da política da ocultação e da negação,até ser tarde demais. Na ausência de qualquer reacção do povo, vamos continuara dar privilégios a quem não os devia ter (Já sei que quanto a isto não me posso queixar, pois enquanto gato tenho uma vida que muito português não tem:comida-cama-nada para fazer e dormir). Sejamos, então, realistas. Para ser político é necessário uma licenciatura? Não. Qual a necessidade de mentir? O hábito e a mentalidade enraizada na nossa sociedade. O que é acontecerá no futuro? Os políticos, quenão tiraram uma licenciatura (como deve ser, vá), que não sabem escrever bem, necessitam de escritores-fantasma para lhes fazer a papinha toda. Competência será, assim, abolida do dicionário, e em substituição, será implementada, sem a aprovação de todos os países envolvidos, outra palavra oriunda do Brasil: coxinha política

À conclusão, os competentes serão os outros, os fantasmas, e esses ninguém vê no dicionário!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Cinematona | A sério? # 6

Ontem, estava triste. Hoje, voltei à fase Pollyanna. Hum. Ou sou bipolar ou aprendi a fazer o que se chama de reprogramação neurolinguística. Em última análise, a vida é mesmo assim e, como neste video, passa muito rápido. Aproveitem cada minuto.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Fotografia da alma


 

Quando caminhares curvado pelo ónus do espírito

 

[pai]

edificarei um empedrado de pensamentos polidos,

onde eliminarei os minutos do horror e

[os sonhos urdidos]

nateia viva da angústia, cortarei cada fio frágil

[da memória]

enão estenderei a mão

enão exigirei a tua atenção para as fotografias

[a preto e branco]

Eos espinhos, deglutidos na garganta em trevas, devorarão as lembranças que

[esmoreceram e]

 de mim se alongaram os segundos  da hora derradeira,

quandodestruístes, nos sonhos,  a carneoculta da mãe

[dos olhos da (v)ida]

 Esquecestes  do ser imberbe gerado das células paternais…

Mas eu repudio essa herança e a fria despedida

finalmente

[a dádiva de amor a um filho]