sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Prémio Nobel é uma mensagem | A sério? #5



Uns, aplaudem. Outros, nem por isso. O Prémio Nobel da Literatura, atribuído a Bob Dylan, surtiu um efeito Woouuuu de surpresa geral. Também fiquei estupefacta e, apesar de já conhecer Bob Dylan, não me pareceu bem. Quanto às letras poéticas, isso, por si só, não justifica a atribuição de um prémio a alguém que escreveu, quase todas as letras, nos anos 60 e 70. Sei que, nessa época, existiram as revoluções sociais e culturais com os hippies, mais drogas, mais revolução sexual e mais os protestos dos jovens contra os governos. Mas esses foram anos em que eu ainda não tinha nascido. Não vivenciei de perto e parecem uma realidade distante (?). No entanto, na minha cabeça, surge uma pergunta: será que atribuir o Prémio Nobel, a um americano, é uma mensagem política? Suponho que sim.

Tradução | Knockin on Heaven´s Door (1973)

 

Mãe,tira esse distintivo do meu peito
Eu não o posso mais usar
Está ficando escuro, escuro demais para ver
Sinto-me como se estivesse a bater na porta do céu

Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu

Mãe, põe as minhas armas no chão
Eu não as posso mais disparar
Esta fria nuvem negra está descendo
Sinto-me como se estivesse a bater na porta do céu

Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Sinto-me como se estivesse a bater

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A inspiração fugidia


Quando não encontro inspiração, procuro viver um dia de cada vez.

Sem pressa. Apenas um dia de cada vez.

Mais rapidamente morria o vento que tentou soprar a fugaz

Dificuldade de concentração. Procuro sonhar um pouco.

Sem pressa. Apenas um sonho de cada vez.

Um dia alcançarei a palavra mais longínqua da memória.

Sem pressa. Apenas uma palavra de cada vez.

Um dia voarei para o mais recôndito infinito do tempo.

Sem pressa. Apenas um voo de cada vez.

Desaparecerei e rastejarei a ilusão daquilo que fui.

Sem pressa. Apenas uma ilusão de cada vez.

 

Procurei viver sem inspiração, desde quando?!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O Diário de Edith, de Patricia Highsmith # 26


Autora: Patricia Highsmith
Ano:1999
N.º de Páginas: 343
Editora: Gradiva


Sinopse: Na sua pequena mas bonita casa da Pensilvânia, onde vive com o filho e um tio senil, Edith observa o dia-a-dia sufocante. Inevitavelmente, insatisfeita com a sua vida, esta mulher oriunda da burguesia começa a apresentar um comportamento invulgar à luz dos padrões de conduta mais comuns. E, assim, refugia-se num diário onde constrói uma vida completamente diferente, acabando até por ajudar a ocultar um crime...

 

Opinião: O livro em si transmite uma sensação de angústia, a qual provém da necessidade de continuar a trabalhar, a escrever e a ignorar-viver. Assim, ao mesmo tempo que a história nos atrai, em certos aspectos sentimos uma certa necessidade de nos afastarmos daquilo tudo. O que é descrito, sobre Edith, é o dia-a-dia de uma mulher que cuida da casa. No entanto, aproxima-se de uma realidade que é enfadonha e injusta para ela, uma vez que quer apenas escrever e ser reconhecida por isso. Como isso não acontece, ela, no seu diário, cria uma vida diferente, sobretudo, para o filho.Quem a pode censurar, quando Brett não se interessa pela educação do filho nem cuida do tio George? Sinceramente não gostei de Brett e não gostei nada do filho, Cliffie. Serão, provavelmente, o reflexo da sociedade norte-americana dos anos 70, mas eu torci para que ambos tivessem um final infeliz. 

Julgo que a escritora teve a intenção de transmitir as consequências daquilo que a sociedade exige às mulheres (qui ça a ela própria). Essa pressão fez com que Edith procurasse o apoio na sua tia Melanie, no seu diário e num mundo só dela, já que o real em nada correspondia às suas expectativas.

É, portanto, um triller psicológico interessante e é, sem dúvida, uma crítica feroz ao "sonho americano".

 

Citação: "Pensou na injustiça, sentiu a sua noção pessoal de injustiça combinar-se com a louca, complexa injustiça da situação no Vietname, um país onde a corrupção, como toda a gente sabia, era um modo de vida, uma coisa normal"(Pág.341).

 

 

domingo, 9 de outubro de 2016

Línguas-de-gato | Robert De Niro e a revolução dos bichos # 6

Há sempre dias em que nem tudo corre a bom vento felino. Na terça, fiquei sem palavras (miei bastante mas não resolveu!). A minha dona não quis sequer falar comigo, não me quis ao pé dela equase não me dava comida nenhuma. Imaginem! Cá em casa, o azar começou nesse dia. Felizmente, tudo se resolveu. Tinha até pensado iniciar uma revolução qualquer, mas não foi preciso.Já não tenho de armazenar comida e nem de atacar ninguém. Logo eu que não sou visto nem com uma patinha fora de casa. Não e não. Mas confesso o que me trouxe aqui.Outro género de revolução. Uma com o Robert De Niro. Ele é protagonista de um vídeo em que ataca, forte e feio, o Donald Trump. E não se conteve nas palavras quando refere:”Ele é tão evidentemente estúpido…É um rúfia, um cão, um porco, um aldrabão, um artista da mentira, um vadio que não sabe do que está a falar”. Hum.Será que há aqui uma analogia? Poderemos interpretar estas declarações de outra maneira? Então e o facto de ele chamar porco, a um político, não lembra assim um certo animal da Revolução dos Bichos, de George Orwell? Se calhar sim. Eu creio que o Robert ousou nesta mensagem e que não podemos levar à letra todos os nomes que Robert atira ao Trump. Aliás, a mensagem principal está no “porco”,até porque o Trump andou a dizer que “pode apalpar as mulheres porque é uma estrela”. Bom, o meu faro apurado disse que tenho mais com que me preocupar.Estas são “guerras” na Terra do Tio Sam, mas, por enquanto, são só guerras de palavras. Já no que aos bichos diz respeito, penso que foi declarada outra a guerra: a guerra contra os gatos. O Estado Islâmico proibiu que os moradores de Mosul criem gatos nas suas habitações, por ser uma ameaça à ideologia e crenças islâmicas?! Hum. No comments.

sábado, 8 de outubro de 2016

Tempo de voltar | A sério? # 4

                        


Tenho andado, por aí, numa azáfama de lenços de papel....Fiquei à espera de melhores dias e ainda de melhor inspiração. É que isto dos blogues não é nada fácil.Bem, ainda não estou a 100% mas dá para aguentar ... quase tudo. É que eu descobri que lidar com vírus tem uma certa ciência e alastra com facilidade.

Assim, num lapso mental, pensei em fazer uma investigação mais aturada sobre as gripes.


Na música de Quim Barreiros (a qual nem vou comentar!), são referidos vários tipos de vacinas e , a certa altura, ouvimos isto:"vacina à gripe A e vacina agora só se for D". O Quim Barreiros é vidente! Além das evidências nas letras das músicas, ele já estava a prever uma nova vacina contra a gripe D ["Dialetos de ternura"].

                         
Esta gripe afeta a voz e provoca rigidez ao nível do pescoço, delírio, bem como severas alucinações. Tenham cuidado...