quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O Projeto Rosie, de Graeme Simsion # 25

 


 


Sinopse: Don Tillman, professor de Genética e pouco sociável, decide que chegou o momento de arranjar uma companheira, e elabora um questionário que irá ajudá-lo a encontrar a mulher perfeita. Quando Rosie Jarman aparece no seu gabinete, Don assume que ela pretende concorrer ao "Projeto Esposa" e penaliza-a por fumar, beber,não comer carne e ser pouco pontual. Mas Rosie não ambiciona tornar-se a Sra.Tillman. O seu objectivo é recorrer ao profissionalismo de Don, para que ele a ajude a encontrar o seu pai verdadeiro.

Às vezes, não somos nós que encontramos o amor; é o amor quenos encontra…

 

Opinião: Olhei para este livro e,ao ler a sinopse, achei que era uma história simples e que podia ler em pouco tempo. Pensei:“Vou levar. Não me importa se é bom ou não, porque é só para distrair um pouco!”. Querem uma óptima leitura para descomprimir? É esta. Durante o fim-de-semana, na minha mente, visualizei não o Don, mas o SheldonCooper, da série “A Teoria do Bing Bang” (ainda bem que a Rosie não é nada como a Amy,ehehe).

A história começa de uma maneira muito interessante, porque o protagonista vai dar uma palestra sobre a síndrome de Asperger, e, ao longo do livro, o leitor vai, aos poucos, apercebendo-se da relação dessa síndrome com as atitudes do personagem. 
A narrativa é feita na primeira pessoa, é muito subtil e permite-nos conhecer bem o “mecanismo” de convivência social de Don, cuja inteligência é a de um génio. Ele tem uma memória e capacidade de aprender fora do comum, sabe cozinhar bem e é “giro”, mas não consegue sentir emoções ou descrever as expressões do rosto das pessoas.

Outra situação que achei interessante: Don e o seu amigo, Gene, são ambos professores numa universidade na Austrália, na área da Genética, porém, não podiam ser mais diferentes, em especial no que toca às mulheres. Assim, quando Rosie entra na vida de Don e lhe pede para descobrir quem é o seu pai biológico, ele, comogeneticista, decide ajudá-la a recolher, à socapa, o ADN de vários “suspeitos”,surgindo então  as situações divertidas.

Gostei bastante deste livro por ser um romance de estreia escrito por um homem (é pouco comum isso acontecer), pelos bons momentos que proporcionou e pela leitura fácil e agradável, ideal para descontrair e devorar num ápice.

 

Citação: “Umquestionário! Que solução tão óbvia. Um instrumento com um fim específico,cientificamente válido, que incorporasse a melhor prática corrente de filtrar as consumidoras de tempo, as desorganizadas, as discriminadoras de gelados, asqueixosas de assédio visual, as contempladoras de cristais, as leitoras de horóscopos, as obcecadas pela moda, as fanáticas religiosas, as vegetarianas, as fãs do desporto, as criacionistas, as fumadoras, as cientificamente iliteratas,as homeopatas, deixando, idealmente, a parceira perfeita ou, em termos realistas, uma pequena lista de candidatas”.

 


 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

NADA, sente as palavras

Controlamos a energia e moldamos um instante,
um minuto descontrolado do pensador, do ser pensante.
Não há alternativa.
Questiona a realidade.
Nesse momento, sério, descarnado e sem piedade,
amassa a persistência insistente sem idade.
NADA nos surpreende,
NADA  acalma a imensidão
da imaginação
apressada e sem saída.
Questiona tudo.
Questionar é procurar,
É sentir sempre mais,
com força, apesar
de acordar
no lugar errado.
Questiona sempre e
nada fará parar
o pensamento.
NADA, e vence,
e sente o descontentamento,
NADA, e forma as frases de amor. 
Procuramos viver em função de
ser e não ser,
alegre e infeliz,
só e apaixonado.
Dicotomia à altura das palavras,
que são como sementes
que temos de sabercultivar,
que são como plantas
que temos de saber regar.
Exacerba o sentimento
e nada, nada em palavras;
NADA  na merujinha de ideias parvas;
NADA na chuva molha-tolos;
e origina uma morrinha ocular. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Música com gatos e com três palavrinhas apenas

Não sei bem o que me passa pelo pensamento, mas, às vezes, não dá para resistir.



E  vai daí, chego à conclusão que podemos coleccionar vídeos de uma categoria estranha, mas que poderá fazer algum sentido. Ou não?!

Palavras sem música

Desenhos animados sem palavras


domingo, 25 de setembro de 2016

Quase Nada


O amor
é a vida frágil, sensível,
de um coração palpitante
cheio de  palavras sentimentais.

É a doce fantasia
do Eterno,
é Tudo,
mas efémero.

Em cinzas,
sem chama ou
sem felicidade.

Pode reacender
Um pouco, mas
Às vezes,
Quase Nada.




Línguas-de-gato | O Pedro, o facebullying e os outros # 4

Um gato pode afiar as unhas, ou não? Bom. A minha dona anda um bocado aborrecida e eu, para a animar, assim que acordei de mais uma sesta, em cima da sua camisola preferida, fui ter com ela e fiz-lhe o meu olhar de gatinho patas fofas. Parece que resultou. Bom. Aqui vamos nós! Depois de dormir, dormir e dormir, esta representação do olhar é inversamente proporcional aos olhares que lanço sobre certas coisas que vou ouvindo. Porque sou um gato atento.Porque tenho uma costela viking e ando por cá há mais tempo do que vocês pensam. Sou um “desbravador de mares” e, por isso, vou desbravar uma ideia que ando a congeminar. Então, um Pedro cancelou a apresentação de José António Saraiva, porque o livro lançou uma grande polémica nas redes sociais e nos media. Depois, o outro Pedro, que escreveu um texto inédito, incluído num manual escolar do primeiro ciclo, está envolto noutra polémica, onde? Nas redes sociais. Ora, isto exige uma reflexão ponderada. Para começar, há um certo facebullying, em que algumas pessoas instrumentalizam outras. Se não estiveres bem, mais ninguém pode estar, então vai daí mais um comentário. Tungas, que é bom para a tosse! Este tem sucesso, então vai daí mais outro comentário. Tungas,que já almoçaste! Todos ufanos, aquecem a alma e os dedos com opiniões cheias de idoneidade. No fim de contas, o povinho engole tudo. Acredite quem quiser,estamos no século XXI, mas estes assuntos estão envoltos em polémica. A minha reflexão apurada, somou dois mais dois, encontrou um sentido para estes acontecimentos de destaque. O sentido é: devem olhar para um livro que fala de coisas dos políticos, mas esquecerem os impostos; devem preocupar-se com os meninos e meninas, que não aprendem a ler (no primeiro ano todos sabem ler e senão sabem deviam saber), mas se eles pedirem um telemóvel topo de gama, para não ficar mal, nem atrás do colega, bora esquecer esse detalhe, por demais estúpido e insignificante. Face it!

E não digam que isto é cliché, é o que é, e agora vou ali para o sofá lamber uma orelha.

Até à próxima.