segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Poema avariado

Algo se passa neste lugar
hilariante
Ah, quem disse que não gosto do riso
contagiante?
A frescura nas palavras
inquietante?
Ou que alcança um significado
hesitante?
Algo se passa neste lugar
O poema avariado revela num
instante:
Riso.


domingo, 28 de agosto de 2016

Mataram a Cotovia, de Harper Lee #21

A ação decorre em Maycomb nos anos 30, após a depressão, e é pelos olhos de uma criança de seis anos, Jean Louse Finch ou Scout, que a história é narrada. Ela é uma menina que aprendeu a ler sozinha e para ela a escola é um tédio. Ela é diferente; veste-se e brinca como uma “maria-rapaz”. É nas brincadeiras com o irmão, Jem, e com o amigo, Dill, que dá largas à imaginação e vive grandes aventuras, na esperança de encontrarem Boo Radley, o vizinho que ninguém vê e que comentam ser um fantasma. Já o seu pai, Atticus Finch, advogado, homem justo e bom, concorda defender Tom Robinson da acusação de violação de uma jovem branca.
A maneira como Scout vê os adultos vai mudando ao longo do livro, pois vai perdendo a inocência quando começa a compreender o que é o mundo dos adultos, bem como o que é o racismo, a intolerância, o preconceito e a verdadeira injustiça.
Citação:” A única coisa que não respeita a regra da maioria é a consciência de cada um”. 
Pensamento: Acho que assisti a demasiados filmes, porque não tive grandes surpresas neste livro. Gostei do mistério em torno de Boo Radley e das brincadeiras das crianças. Simpatizei, também, com a cozinheira negra (Calpurniana).

sábado, 27 de agosto de 2016

Sem o ar, o que respiro?

O que pesa em mim?
Serão as esmagadoras toneladas opressoras
e agressivas incertezas sobre o peito?
Sem o ar, o que respiro?
Numa amálgama de preces conjuntas
Com o tempo no altar
Ouso, na tempestade das emoções,
Pedir um sacrifício:
O sossego de livremente
respirar com calma.
Quando não desejo
Viver na turbulência
da alma
Sem o ar, o que respiro?
Embotado ensejo
Com falta de oxigenação
Questiono as singulares
circunstâncias
Em que o calor queimou
A possibilidade de qualquer meditação
Circunspecta providência
Teimosia aleivosia
Desígnio absoluto
Sempre em contradição.
Só que não posso viver sem ar
Nem alimentar a fogueira
Que queima a possibilidade
De obter alguma serenidade.



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Um livro bem misterioso (2)

Ao quetudo indica, prevê-se a primeira edição de 898 exemplares (porque não 900 ou1000?) do manuscrito Voynich. Bem, a história não acaba aqui. Olivro em causa intriga toda a comunidade de especialistas e amadores em criptografia porque é: misterioso (não se sabe ao certo de onde veio ealvitram que foi escrito por extraterrestres); ninguém o consegue ler (já setentaram vários métodos). 

O que me causa enorme espanto é que o manuscrito estádisponível na internet mas (pasmem-se) vai custar a módica quantia de sete mileuros, cada um (???). Então, está mais do que assente, este mistério não é para mim. Julgo que escrevo algumas coisas que ninguém, que me conhece, entende, mas isso não faz de mimuma perita em caracteres alienígenas. Ora espreitem:

 


 


 

 

 

 

Para veres mais aqui.

 

O manuscritoVoynich, foi descoberto em 1912 em Itália e recebeu o nome de um comerciante de livrosde segunda-mão polaco, Wilfrid Voynich. De acordo com a datação porcarbono, o manuscrito terá sido criado por volta do século XV. Será uma falsificação feita por um mago daquela época? Terá sido escritoem Itália? O que serão as plantas misteriosas? E os diagramas? 

 


Têm alguma teoria sobre a forma como pode ser decifrado? 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Esta espécie de loucura


Esta espécie de loucura
Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim, na escura
Confusão do pensamento,

não me traz felicidade;
Porque, enfim, sempre haverá
Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há.

Fernando Pessoa, em "Cancioneiro".