quinta-feira, 18 de agosto de 2016
O Verão e a razão
Esperava o passar do tempo
Calmo e sereno
Cheio de suavidade.
Não pesavam os anos
Nem a idade.
Nessas tardes idílicas
Vivia aventuras cheias de ação
Mergulhada nos livros
Num bater lento
mas acelerado do coração.
Que saudades dos cheiros
Do calor no chão
Pois, na braseira intensa
Cheia de emoção
Mergulhava nos cheiros,
nos livros e no Verão.
Propositadamente (ou não)
Apenas volta o calor
Num bater acelerado
Da razão.
Não penses voltar
O tempo gira
Tu não!
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Álbum de Verão, de Emylia Hall # 19
O “Álbum de Verão” contem recortes e fotografias.Ao percorrer as suas folhas Beth irá relembrar os cheiros, o sol, os banhos, afruta, a comida, o primeiro beijo de Tamás, as marcas e as perdas. Após a separação dos pais, Erzébet ou Beth, filha de pai inglês, passa sete Verões com a mãe, Marika,na Hungria, na casa do pintor húngaro chamado Zoltán. Porém, aos dezasseis anostudo termina e catorze anos depois recebe o álbum que nunca tinha visto e que lhe trás de volta aquelas memórias.
Citação:”Era capaz de viajar entreum lugar e outro, sem nunca precisar de fechar os olhos. Tão pouco era umesforço recordar porque vivia os meus dias numa curiosa combinação de passado,presente e futuro. Como se de algum modo estivesse embuída de todas as coisasimportantes e as carregasse sempre comigo”
Pensamento: A magia do verãodurante a infância e a adolescência.
domingo, 14 de agosto de 2016
Estante do tempo
Mil folhas empoeiradas
Compõem os livros
de vidas passadas.
Lentamente perfilham
A história e
O conhecimento e
A alma
Dos escritores.
No espaço tempo
Num lugar mágico.
Entre passado, presente e futuro
A estante do tempo
Abriga de forma única
O saber.
No país das maravilhas
Saboreei o vento
Disperso e quente.
Olhei em volta
Apenas um bule
A lembrar o país das maravilhas.
Eu, Alice, não consigo encontrar
A porta discreta
Desse olhar.
Cresci...
Mas quem dera voltar
A sentir a magia
do sonho
a vibrar.
No país das maravilhas
Há muitos buracos
Por achar.
Camuflados ou não.
Não são imaginação.
Ouço o vento.
Diz coisas inacreditáveis
Que não há país,
Nem maravilhas.
Que resta o pó e a cinza.
A poção de encolher
Não posso tomar
Se não há país
Nem maravilhas
Não vou voltar.
Cresci.
Que pena.
Era mais feliz
Quando a ignorância
habitava o meu olhar.




