terça-feira, 2 de agosto de 2016

A loja dos suicídios, de Jean Teulé #14


Muitas vezes me questionei como seria ter um negócio familiar como uma agência funerária. Não é fácil para nós lidar com a morte - nem com os mortos-, mas acredito que alguém tem de o fazer.

Aloja dos Tuvache poderia perfeitamente ser uma agência funerária, mas a família prefere fornecer as «ferramentas» a ter de lidar com as consequências desse seu empreendimento lucrativo.

Na loja dos suicídios o lema é: A sua vida foi um fracasso? Connosco, a sua morte será um sucesso!

Numa época indeterminada onde reina a depressão e a infelicidade geral, os clientes procuram conselhos para uma morte rápida, indolor ou (pasme-se) até económica.

Mishimae Lucrécia gerem o negócio. Vincent e Marilyn, filhos do casal, são os funcionários e tal como os pais têm um aspeto deprimido e uma obsessão emengendrar mortes violentas e em vender a morte aos clientes. Já o filho, Alan, espantosamente,é o elemento mais novo e o único que consegue ver o lado mais otimista dascoisas. Ele ri, ele dança, ele canta e consegue horrorizar os pais (contagiando-oscom a sua «doença») e levá-los a questionar sobre o futuro do seu negóciopróspero (ironicamente os clientes nunca têm um futuro e recebem, após a suacompra, um Adeus!).

Estas personagens irreais e a sua preocupação em satisfazer os clientes (que vão e não voltam e nunca reclamam!) são de um humor corrosivo, caústico e de carácter [falsamente]leviano.

Nofinal, num volte face inesperado, num «golpe de mestre» (altura em que nos vemà cabeça «What the F*»), ficamos a tentar perceber o que aconteceu...

Citação:«Quando o fizer na sala, ponha-se de joelhos para que, mesmo que a lâmina não entre emprofundidade…porque mesmo assim deve fazer impressão….se estiver de joelhos,cairá de barriga para baixo e isso espetará o sabre até ao punho. E quando osseus amigos o encontrarem, ficarão espantados! Não tem amigos?...Ora, o médico-legistaficará espantado e dirá:”Este não tinha a mão morta!”».

Pensamento: A canção de Rezső Seress e László Jávor"Gloomy Sunday" (aqui)”, é chamada de “AMúsica Húngara do Suicídio” por causa de sua ligação a uma onda de suicídios no século 20. 

 

Vejam um excerto do filme «Le magazin des Suicides»(aqui), no qual assistimos ao primeiro sorriso/riso de Alan para completo horror da sua família...

domingo, 31 de julho de 2016

Silêncio

Calo-me.Diante desta paisagem de sombras putefractas e de crateras gigantes, como gritos de supliciados, que vale protestar, se o protesto é uma naúsea de cinzas no pântanos dos dias?Neste tempo de palavras mortas só a raiva do silêncio falará por nós. 

António Arnaut 
Foro das letras Jan.1998

sábado, 30 de julho de 2016

Mitos urbanos e boatos, de Susana André #13


 É incrível a facilidade com que as pessoas mentem e vivem assim. Portanto, não julguem que os boatos circulam só nas aldeias, pois a internet veio facilitar (e muito) a difusão de mensagens com inverdades, as quais passam a ser do conhecimento geral através dos meios de comunicação.
Susana André, jornalista da SIC, pretende, no seu livro, desmitificar alguns boatos e mitos, tais como: a existência de ratos de tamanho de coelhos no Convento de Mafra; as várias pessoas esfaqueadas na Praça de Espanha por um homem vestido de árabe; a ameaça de vida a jovens raparigas  que acabam com uma boca de palhaço; as mamas explosivas; os fantasmas que pedem boleia nas estradas de Sintra; o Carlos Paião que foi enterrado vivo e deu a volta no caixão; os Marcianos em Barcelos; o casamento de Luís Goucha e Teresa Guilherme; os hamurgueres do MacDonald´s feitos de minhocas, etc.
Citação: «Vivemos com o boato colado à pele como cancro sem cura».
Pensamento: A mentira é um disfarce para a desilusão e para o vazio na própria alma. É fútil viver da mentira mas esta alimenta sonhos e negócios (Eu, pelo contrário, gosto da verdade [verdadinha], daí ser acusada de escrever sob um clima «dark» and not «pink»).
I dream with books and you?

Strange days

Strange days have found us
Strange days have tracked us
They´re goin´to  destroy our casual joys
We shall go on playing or find a new town.

The doors




terça-feira, 26 de julho de 2016