domingo, 31 de julho de 2016

Silêncio

Calo-me.Diante desta paisagem de sombras putefractas e de crateras gigantes, como gritos de supliciados, que vale protestar, se o protesto é uma naúsea de cinzas no pântanos dos dias?Neste tempo de palavras mortas só a raiva do silêncio falará por nós. 

António Arnaut 
Foro das letras Jan.1998

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