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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A palavra que morde

Escrevi porque me estava a desfazer por dentro. Não em poesia, mas em cortes cegos.Cada parágrafo era um soco, cada frase uma acusação. Chamaram-me agressiva. Não sabiam que aquilo era o que restava quando se arranca a pele e se escreve com os nervos.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Manifesto da vida de uma mulher



Criaram-me um guião de vida: sorrir, ser útil, engolir. Como resposta, resolvi escrever um conto que era sobre uma mulher e esta explodia numa repartição pública e ninguém reparava. Depois explodia outra, e outra. A cidade seguia igual, como se corpos não tivessem caído. Chamaram-lhe distópico. Eu chamei-lhe realista.