Mostrar mensagens com a etiqueta desabafo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desabafo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 24 de agosto de 2025

Menos scroll, mais vida

As redes sociais desgastam. É como um poço sem fundo: começo a fazer scroll e, quando dou por mim… já passou uma hora inteira. E a verdade é que o tempo não volta atrás. O tempo é o bem mais precioso que tenho, e não quero gastá-lo todo a olhar para um ecrã.


Então, decidi experimentar algo diferente: coloquei limite de tempo e desliguei-me um pouco. E nesse espaço que abri, coube tanta coisa boa. Escrevi mais para o blog, saí para passear, vi uma série que queria há imenso tempo, almocei com uma amiga e ainda tive energia para um aniversário.


Tudo isto porque larguei, mesmo que por pouco tempo, o hábito de estar sempre agarrada ao telemóvel.


Resultado? Mais tempo para mim, mais presença nas pequenas coisas, e uma sensação de leveza que já me faz sentir muito melhor.


E tu, já pensaste quanto tempo gastas do teu dia no scroll infinito?

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Quando a realidade insiste em repetir capítulos negros

Gosto de livros. Gosto da forma como me permitem sair da realidade, mergulhar noutras vidas, experimentar emoções que não são minhas e descobrir mundos que só existem no papel. Ler é, muitas vezes, o meu refúgio. Uma pausa no barulho diário. Uma espécie de abrigo.


Mas nem sempre consigo manter-me lá dentro. Há momentos em que “acordo” desse refúgio e volto a olhar para o que me rodeia. E, sinceramente, nem sempre gosto do que vejo. A realidade não tem a leveza da ficção. Traz problemas que não se resolvem no virar da página e capítulos que parecem repetir-se vezes demais.


Penso, sobretudo, nas notícias. Ultimamente, os incêndios parecem uma saga interminável. Todos os anos regressam, como se alguém lançasse sempre mais um volume de uma coleção que nunca quisemos ler. O enredo é o mesmo: destruição, medo, impotência. Desculpem a comparação, mas quase dá a sensação de que os “editores” desta realidade não sabem escrever outra coisa.


E aqui estou eu, dividida entre dois mundos: o das histórias que me confortam e o da vida que insiste em repetir capítulos negros que já lemos vezes demais. 


Às vezes dava tudo para desligar por uns minutos, fechar os olhos e fingir que o mundo podia esperar. Seria tão mais fácil… se o mundo alguma vez tivesse a cortesia de obedecer. Talvez seja por isso que os livros me fazem tanta falta: não para fugir, mas para me armarem de paciência e resiliência suficientes para continuar a assistir sem poder fazer nada.