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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Todas as Famílias Felizes, de Miguel D' Alte


Todas as Famílias Felizes
começa com o desaparecimento de Clara Paixão, uma menina de 12 anos no Porto. A investigação, conduzida pelos inspetores Jaime Ferreira e Beatriz Peixoto, cruza-se com o olhar do jornalista Ademar Leal, que acaba por se envolver de forma intensa no caso. 

Mas..

rapidamente percebi que este livro não se resume a um mistério por resolver.

O que mais me prendeu foi a forma como a história vai muito além do enredo policial e se concentra nos segredos, nas fragilidades e nas zonas cinzentas das pessoas. Nada é simples, nada é totalmente seguro, e isso cria uma inquietação constante.

Para mim, antes de o catalogar como policial, considero-o sobretudo um thriller: a investigação está presente, mas o verdadeiro impacto reside no lado psicológico e na tensão emocional que atravessa toda a narrativa.

A alternância de planos narrativos mantém a tensão sempre elevada, o que tornou a leitura completamente viciante. Daquelas em que dizemos “só mais um capítulo” vezes sem conta.

O final deixou-me sem palavras. É forte, inesperado e perturbador, com aquela sensação agridoce.

Li de forma quase compulsiva, senti-me desconfortável (o que, para mim, é sempre um ótimo sinal) e cheguei ao fim a pensar: ok, isto foi mesmo muito bem feito. 

E, como adorei, fiquei com uma vontade enorme de continuar a ler o autor!

Recomendo vivamente.

E tu, gostas mais de thrillers cheios de ação ou daqueles que nos mexem com a cabeça e nos fazem desconfiar de tudo e de todos?


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Os crimes de Verão de 1985, de Miguel D'Alte

 

Terminei Os Crimes do Verão de 1985, e Uauu, que leitura viciante! 

A história passa-se na pequena Ilha do Poço Negro, em 1985, quando duas crianças desaparecem juntamente com a sua cuidadora, Beatriz, numa noite de tempestade. O caso é encerrado oficialmente nesse mesmo ano, mas décadas mais tarde, em 2012, novas pistas obrigam o jornalista Ademar Leal a retomar a investigação, trazendo à tona mistérios antigos e segredos que ainda pairam sobre a ilha.

O livro lida com temas como violência, segredos familiares, entre outros, e a narrativa consegue manter o suspense, com ritmo constante e novas revelações que nos prendem do início ao fim. 

Confesso que normalmente não gosto de narrativas com saltos entre períodos temporais, mas aqui está muito bem conseguido; o passado e o presente complementam-se de forma perfeita.

A escrita é envolvente, os capítulos curtos tornam a leitura viciante, e o ambiente da ilha está descrito de forma magistral. Um thriller português que não dá descanso e que recomendo a todos os fãs do género. 

Já leram este livro? O que acharam?