Neste livro, acompanhamos Robyn “Avril” Managa, que aos doze anos testemunhou o pai controlador e abusivo matar a mãe. Enquanto ele recebeu uma nova identidade através do programa de Proteção de Testemunhas, Robyn foi deixada num lar de acolhimento, crescendo com o trauma e a sede de vingança. Já adulta, decide ajustar contas com o passado, eliminando todos os que tiveram ligação ao caso do pai e deixando junto de cada vítima um bilhete enigmático: “Ele é meu”. Só no final consegui perceber o verdadeiro significado desta mensagem — e confesso que fiquei surpreendida.
Na investigação surge a Dra. Kez Lanyon, profiler e terapeuta, determinada a compreender a mente perturbada de Robyn e a travá-la antes que mais vidas se percam. Tal como uma boa personagem de thriller psicológico, também ela guarda os seus próprios segredos.
O livro está dividido em catorze partes, o que lhe dá um bom ritmo, e tem várias reviravoltas inesperadas. Senti a intensidade psicológica a crescer ao longo da leitura, com momentos que me prenderam completamente.
Por outro lado, talvez por conhecer a autora apenas através dos seus romances e não ter lido o thriller anterior, houve passagens que me pareceram um pouco forçadas e por vezes tive a sensação de déjà vu, como se já tivesse lido algo semelhante. Ainda assim, a experiência foi muito positiva e gostei da forma como a autora se aventurou neste género.
Em suma: Recomendo a quem gosta de thrillers densos e perturbadores. Apesar de algumas passagens me parecerem já vistas, a leitura foi muito envolvente.
Já leste algo da autora neste género? Conta-me nos comentários!
Classificação: 4*/5*

5 comentários:
Obrigada pela sugestão de leitura. Ainda não li o livro mas fiquei cativada com a apreciação partilhada.
Boa semana!
Obrigada. Boas leituras e boa semana!
Fiquei curiosa.
Boa semana.
Beijinhos
Um thriller tem sempre potencial de nos deixar curiosas
Boa semana também para ti.
Beijinhos
Já li muitos livros desta autora (não este, que me parece bastante interessante), de que gosto muito, mas agora estou virada para outro tipo de leitura. A oferta é tanta, que se não nos decidirmos, ficamos com a cabeça à roda. As minhas últimas leituras têm sido Richard Zimler, João Tordo, Inês Pedrosa e outros que já não me trazem o romance tradicional, mas sim, tiram-me da minha zona de conforto.
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