Opinião: Do início ao fim, embarcamos numa viagem de descoberta ao mundo interior sem esquecer a existência do Outro. Portanto, tendo presente que quer a psicologia quer a filosofia são "instrumentos" que ajudam a ultrapassar certos problemas de saúde mental, descobrimos que o mais importante é saber aprender a gerir as emoções. Curiosamente, já tinha ouvido falar de inteligência emocional, mas, para mim, a gestão de emoções é mais intuitiva e fácil de entender. Ouso ainda afirmar que este é o primeiro romance psíquico que li, porque estamos perante uma história romanceada que nos leva a refletir sobre o funcionamento da mente e a construção do pensamento.
Assim, durante a leitura, devemos manter a mente aberta às ideias que, aos poucos, nos vão sendo transmitidas através da história de Marco Polo, um jovem estudante de medicina, e de "Falcão", um filósofo sem-abrigo. Os seus caminhos cruzam-se quando Marco Polo resolve descobrir a história dos corpos anónimos na sala de anatomia e as conversas entre os dois levantam uma série de questões profundas.
Um livro fascinante cuja premissa é fazer-nos refletir um pouco sobre o que nos torna verdadeiramente ricos...A capacidade de encontrar essa riqueza parte de cada um, mas está esquecida. Vivemos para o trabalho e num mundo consumista, materialista, de hipocrisia, e sem tempo para nada. Vivemos à espera de uma fagulha de felicidade que rapidamente se apaga. Vivemos de "migalhas de felicidade".
O princípio da corresponsabilidade inevitável, fez-me recordar o filme "Favores em cadeia", pois cada ser humano influencia outro e outro e outro...
A maior aventura de um ser humano é viajar, e a maior viagem que alguém pode empreender é para dentro de si mesmo. E o modo mais emocionante de a realizar é lendo um livro, mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas e descobrir o que as palavras não disseram: no fundo, o leitor é o autor da sua história...
As sociedades modernas vivem tempos insanos. A serenidade é um artigo de luxo.
Sinopse: Neste romance, o Dr. Cury narra a história de Marco Polo, um jovem apaixonado pela vida, que se torna um grande pensador. Em pleno século XXI, este jovem protagoniza uma aventura tão assinalável como a do veneziano Marco Polo do século XIII.
Marco Polo é um estudante de Medicina, um espírito livre cheio de sonhos e expectativas. Ao entrar para a faculdade, é confrontado com uma dura realidade: a da insensibilidade e frieza dos seus professores, que não percebem que cada paciente é, mais do que um conjunto de sintomas, um ser humano com uma história complexa e única de perdas e desilusões.
4 comentários:
Nunca li, mas parece-me bem! =)
Beijinhos
Não conhecia, parece uma história daquelas épicas :)
Bem, a vida é épica...
Mesmo sem teres lido, penso que já colocas em prática muitos dos ensinamentos existentes no livro. Tudo se resume a saber aplicar na prática certos princípios que tu, como catequista, tão bem conheces. Recordo-me bem do teu artigo e de quando falaste do valor e importância de um abraço aos teus alunos.
O livro tem certas partes lamechas, mas a história em si e os pensamentos sobre a vida são inspiradores. Augusto Cury estudou a personalidade de Jesus e chegou à conclusão que, ao nível emocional, era o homem mais inteligente do mundo. Isso está noutro livro, mas o que eu mais gostei foi deste.
Beijinhos, Ana.
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