domingo, 6 de julho de 2025

Tudo pela minha mãe, de Celina Lopes

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Pedro tem oito anos e foge de casa com um relógio e um saco de biscoitos. Não sabe bem do que foge (talvez da dor, do medo, da doença, da morte). Pelo caminho, encontra personagens que parecem saídas de uma fábula e, através delas, fragmentos de respostas. Cada encontro é uma janela para o mundo e para o coração de um menino que só quer voltar a sentir‑se inteiro.


Senti todas as emoções com ele. A confusão, o silêncio, o peso no peito. Lembrei‑me de quando tinha nove anos e perdi a minha avó paterna, das perguntas que não sabia fazer, das respostas que ninguém me podia dar. 


A narrativa é simples, como os pensamentos de uma criança, e está cheia de lengalengas infantis que fazem todo o sentido dentro do universo do Pedro.O final não é o que imaginamos, é mais calmo, mais verdadeiro, mais íntimo. Toca-nos com uma serenidade emocional que nos aquece e dá esperança.


A jornada de Pedro tem também algo de místico — chega ao fim‑do‑mundo “sem dar conta das horas”, como se atravessasse um espaço onde o tempo e a dor se dissolvem. Há algo de fábula e de cura nessa travessia.


Não dei 5 estrelas porque, apesar da emoção, senti que a história poderia ter sido mais contida em extensão.Há momentos em que perde impacto. Ainda assim, é um livro que toca fundo e fica connosco.


Este é um livro sobre o luto que não se sabe dizer, aquele que vive no silêncio de uma criança que ainda não aprendeu a perder.


Gostei. Fez-me emocionar e voltar à infância.


Já te emocionaste com um livro como se fosse contigo? 

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Desligar para ler

Gosto de ler porque me faz desligar. Da pressa. Das vozes. Dos pedidos constantes de atenção.É quando me perco num livro que encontro um silêncio bom, um espaço meu — onde o tempo se estica e a mente respira.Mas, ultimamente, até esse refúgio parece menos imune.As redes sociais não param. Pedem, puxam, exigem. Mais presença, mais conteúdo, mais rapidez.Nem sempre mais qualidade.E isso pesa.
Até o que é leve começa a cansar. Até o prazer da leitura sofre pequenas interrupções invisíveis, ruídos constantes que nos distraem do essencial. Ler devia continuar a ser isso: um desligar inteiro, um estar por completo. Talvez o desafio esteja em reaprender a proteger esse espaço.E não permitir que a urgência lá fora nos roube a paz cá dentro.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Primeiro Semestre 2025:

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Li muito, li pouco, li quando quis e quando não quis.

No fim, o que fica é o hábito — ler é sempre continuar a viver.

terça-feira, 1 de julho de 2025

Frases para pensar

 


Tudo sabe a pouco, e a nada, mas é no pouco, no nada,que encontro o tanto que me faz respirar, o tanto que me faz querer ficar.


Tudo é nada, quando a alma pede sentido.
E ainda assim, esse mesmo pouco, esse nada, faz tanto — porque é nele que se medem as nossas maiores vontades,os gestos pequenos que acabam por ser tudo. 


 

Como avalio os livros que leio

Sempre que termino um livro, gosto de o avaliar com base em 6 categorias que, para mim, fazem toda a diferença numa boa leitura:  Enredo e ação, Personagens, Estilo de escrita, Originalidade, Impacto emocional e Final. Cada uma destas categorias recebe uma pontuação de 1 a 5 estrelas️ e depois obtenho a média. 

Nem sempre um livro precisa de brilhar em tudo para me conquistar… e, quando várias destas áreas se destacam, é quase certo que vai ficar comigo por muito tempo.️

E tu, costumas avaliar os teus livros? Que critérios usas?