terça-feira, 9 de abril de 2024

O comboio das Crianças, Viola Ardone

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Ao embarcar na leitura de "O Comboio das Crianças", esperava uma narrativa que mergulhasse fundo nos horrores da Segunda Guerra Mundial e nas experiências das crianças que a viveram. No entanto, fiquei decepcionada pela falta de dinamismo e pela ausência de um retrato mais profundo do contexto histórico. 
A história, embora ambientada no pós-guerra, pareceu-me demasiado parada, faltando-lhe o ímpeto que esperava encontrar. 
Além disso, a falta de referências diretas à guerra foi uma surpresa desanimadora. 
Enquanto esperava uma imersão nos eventos históricos, encontrei uma história mais centrada nas experiências individuais das crianças, o que não correspondeu às minhas expectativas.
Rconheço que outros leitores podem apreciar a abordagem mais intimista e focada nos personagens deste romance, mas não funcionou comigo. 

domingo, 7 de abril de 2024

O elevador, Filipa Fonseca Silva

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O livro "O Elevador" de Filipa Fonseca Silva é um romance que se desenrola numa única noite, quando um casal fica preso num elevador. Durante esse tempo, são confrontados com as questões e dilemas da sua relação.
A narrativa aborda temas como amor, comunicação e compromisso, proporcionando uma reflexão sobre o estado dos relacionamentos modernos.
A escrita é envolvente e as personagens bem desenvolvidas, permitindo ao leitor mergulhar na história e nas emoções dos dois protagonistas principais, a Sara e o Alex.


Assim, se esquecermos algumas irritações que eventualmente possam surgir, como aconteceu comigo relativamente à Sara, é um livro pequeno que se lê muito bem.


Gostei muito.


Agora só falta ver o filme.

quarta-feira, 27 de março de 2024

Não me esqueças, Alin Garin

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"Não Me Esqueças" é uma novela gráfica envolvente que cativa os leitores desde a primeira página até o seu emocionante desfecho. Escrito por um autor talentoso, este livro é uma jornada repleta de emoções, em que os personagens estão em etapas diferentes da vida.
A história acompanha a vida de Alice, uma jovem que enfrenta desafios e dilemas universais enquanto tenta encontrar o seu lugar no mundo e aborada temas como a solidão, a demência e a autodescoberta. A "solidão" pode ser vista como um elemento que afeta não apenas a avó, mas também outros personagens, como a neta e a filha/mãe. A "demência" da avó de Alice também desempenha um papel significativo na história, explorando os desafios emocionais e práticos associados ao cuidado de um ente querido que sofre dessa condição.  "Autodescoberta" serve para descrever Alice e a sua jornada emocional e de crescimento, bem como os elementos de identidade, amor, perda e redenção que permeiam a história.
Estes temas adicionam complexidade e profundidade à história em que se esperaria um final diferente.

Quem já leu? Gostaram?

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Corações de Papel, Fábio Ventura

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A premissa da história inicia-se com seis escritores que são escolhidos para ingressarem num programa residencial onde lhes é prometido sossego absoluto e todas as comodidades para assim escreverem um novo livro.
A criação de Ash Falls ( programa residencial para escritores) rapidamente se revela um desafio cheio de reviravoltas e jogos de sobrevivência.
Achei esta história viciante e emocionante desde a primeira página, com um enredo bem construído e personagens complexos, especialmente por serem escritores e pela possibilidade de ficarmos a saber os seus segredos.
Já os múltiplos plot twists mantêm a história intrigante até ao final. Foi por isso e porque gosto de um bom mistério e de suspense que não consegui parar de ler até terminar, mas, quando julguei que tudo estava nos seus devidos lugares, fui novamente surpreendida com o final.
Este thriller psicológico vale mesmo a pena ler.
Recomendo.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

A Cicatriz, Maria Francisca Gama

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"A Cicatriz" narra a história de um casal que, durante uma viagem ao Rio de Janeiro, toma uma decisão aparentemente insignificante que desencadeia uma série de eventos devastadores.
Com base na sinopse sabemos à partida que o livro explora um tema profundo e emocional, mas nada nos prepara para a crueza dos acontecimentos e a sensação de um nó no estômago, palpáveis ao longo de toda a história.
O uso de um tom confessional na narrativa na primeira pessoa, absolutamente arrasadora, foi, para mim, assustadoramente real. E por esse motivo no final da leitura tive de reflectir durante algum tempo e reconfigurar as emoções sentidas durante a leitura.
Isto porque não considerei apenas como uma história, mas como uma experiência que, infelizmente, sabemos que e uma realidade no Brasil.
Parabenizo a autora pela intensidade da narrativa e agradeço pela extraordinária reflexão sobre a fragilidade da felicidade e em como uma pequena decisão pode mudar tudo.
Eu realmente gostei do livro e acho que também vão gostar. 


É real? Não é?!


Contem-me a vossa experiência pois gostaria imenso de saber se sentiram o mesmo.