sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Manifesto anti-leitura


Este texto é brilhante e intemporal mas fico triste quando ouço estas palavras e penso na proibição de venda dos livros 😞. E não me venham falar em comprar online quando nem as livrarias nem as bibliotecas estão abertas... e quando deviamos questionar o porquê de tanta preocupação em confinar os livros.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

O casal do lado, de Shari Lapena

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Anne e Marco vão jantar com os vizinhos do lado. A vizinha Cynthia pediu a Anne que não levasse a filha Cora, a bebé de seis meses, e os pais decidem ir pois combinaram levar o intercomunicador e ir alternadamente, de meia em meia hora, ver como está a filha. A certa altura a bebé é raptada e a polícia tem de resolver o caso mais rapidamente possível. 


A história neste livro revela o pior pesadelo para os pais. Enquanto mãe, li com alguma apreensão, mas, tal como na vida real, nem tudo é o que parece.
É um livro que se lê bem, mas que não trouxe grandes surpresas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris

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O tatuador de Auschwitz é baseado numa história verídica e decorre entre 1942 e 1945. Lale Solokov tem de tatuar os prisioneiros que chegam ao campo de concentração que são marcados para sobreviver e apaixona-se por Gita quando faz a tatuagem no seu braço.


Este romance é de certa forma comovente e, ao mesmo tempo, arrepiante pelas várias descrições aos horrores cometidos contra seres humanos.


Por mais livros que se escrevam sobre esta fase negra da história, fico sempre com a sensação de incredulidade e de espanto perante a capacidade de sobrevivência do ser humano.


Gostei de ler este testemunho em forma de romance.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A Balada do Medo, de Norberto Morais

IMG_20210119_142755_481.jpgTerminei de ler este livro há alguns dias. É o segundo livro que leio deste autor e acho que agora possa afirmar com convicção de que estamos perante um grande autor e um grande contador de histórias. Foi uma aventura e tanto, uma vez que Cornélio Santos Dias de Pentecostes, caixeiro-viajante, no dia em que regressa a casa, cinco meses e meio depois de ter partido pela última vez, é confrontado com o anúncio da sua morte. Tem apenas dez dias de vida se não entregar 10 mil cádos por dia ao misterioso homem de fato negro. Durante uma semana e meia, o caixeiro-viajante de Santa Cruz dos Mártires mergulhará numa espiral de desespero, percorrendo os caminhos mais sinuosos de si e do seu passado à procura de motivos e da salvação. Será que ele vai conseguir iludir a morte?
Um livro que recomendo vivamente.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Olive Kitteridge, de Elizabeth Strout

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Sinopse: aqui


Opinião: Este é o segundo livro que leio da mesma autora de “Meu nome é Lucy Barton”e, tendo em conta que venceu o Pulitzer de ficção em 2009 e que foi adaptado a uma minissérie da HBO, encontrei razões fortíssimas para sentir logo curiosidade.


A prosa, que tão bem caracteriza Elizabeth Strout, é por vezes poética e por vezes crua, porém, neste livro, ela optou por escrever não uma mas 13 histórias, independentes, estruturalmente aproximadas ao género de contos, cuja única ligação é Olive Kitteridge, uma professora de matemática reformada. Portanto, o título do livro refere-se à personagem principal (Olive), embora, na minha humilde opinião,  Henry, o marido de Olive, farmacêutico simpático, merecesse ter um papel de maior destaque. 


Na pequena vila de Crosby, no litoral do Maine, todos se conhecem e os dramas surgem como  histórias isoladas, as quais fazem parte das vivências da comunidade. Este é um dos motivos para,  inicialmente, pensar que se trata de um romance que aparenta ser um conjunto de contos sobre pequenos dramas dos habitantes de uma pequena vila e, sobretudo, sobre a antipática Olive. Contudo, sabemos bem que as aparências enganam, cabendo ao leitor tirar as suas próprias conclusões, conforme explicarei de seguida.


Para mim, a subtileza neste livro está, portanto, na forma como a autora transfere para o leitor um certo ónus ao nível da leitura, dependendo muito de quem lê e da forma como o faz, ou da escolha entre ler o livro todo de seguida ou ir saboreando a leitura, ou até ao nível das simpatias e antipatias para com os personagens. Eu, por exemplo, terei sempre o Henry na memória enquanto Olive é apenas uma lembrança espartilhada pelas histórias de outros personagens.


Este livro é uma espécie de desafio lançado ao leitor, pois ele terá de tentar descobrir os detalhes e as mudanças desta personagem (Olive) que, quer se goste ou não, prima pela singularidade da imperfeição inerente ao ser humano. 


E vocês, já leram?


 


Classificação: 4/5*


 


 


Oferecido pela editora para opinião