sábado, 3 de agosto de 2019

Novidades felinas

clube de gatos.png


A partir de hoje vou partilhar convosco as aventuras da minha gata Sushi no blog Clube de Gatos do Sapo. Ela é uma gata com um feitio especial e tem sempre aquele ar de enfado fofinho. Para a conhecerem espreitem aqui: Sushi que não é de comer e que Mia


 


Bom fim-de-semana e boas leituras!


 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Follow friday

Sem Título.png


Há muitos blogues que visito, mas hoje vou destacar o  blog música para a alma vibrar.


Música é vida, como sabem, e a simpatia da Sofia faz com que, em cada visita, me sinta em casa.


Se não conhecem, passem por lá e fiquem a conhecer os novos sons e o seu blog.


 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Giveaway da JB Comércio Global no canal de youtube

A JB Comércio Global é uma empresa portuguesa que comercializa livros, jogos, brinquedos e artigos de papelaria conforme já referi nest post . Agora, a novidade que vos trago relaciona-se com o seu canal no youtube,no qual fui surpreendida pela apresentação da #andreia1000ideias. Então, resolvi, meus amores, partilhar convosco dois dos momentos divertidos retirados desses videos, em que  um está relacionado com as férias e outro com o regresso às aulas.  E porquê a partilha, perguntam vocês? Porque ficam a saber uma forma diferente de dar a conhecer materiais escolares e porque podem habilitar-se a ganhar vários produtos Maped até ao dia 4 de agosto. Eu já concorri, portanto, não percam esta oportunidade antes de iniciarem as aulas. 


Boa sorte!

terça-feira, 30 de julho de 2019

Os Monstros Também Amam, de Clara Sánchez |Opinião

20190729_190259.jpg


A minha opinião: Clara Sánchez foi professora de literatura, colaboradora do jornal El País e publicou o seu primeiro livro em 1989. Em 2000 recebeu o Prémio Nadal, o prémio mais antigo de Espanha, pelo romance “Lo que esconde tu nombre”, ou, na versão portuguesa, “Os Monstros Também Amam”.  


Este livro é um claro exemplo de que nada o que parece é - uma alusão à vida, à morte e aos nossos medos mais secretos, aqueles que se encontram aprisionados (ou não) nas nossas mentes. Esse facto leva-me a deduzir que o arame farpado, que surge na capa, não estará ali por mero acaso. Toda a realidade é apenas o que nós procuramos ver e por detrás dela escondem-se até os mais ignóbeis criminosos (os quais já deixaram de existir na face da terra, espero).  


"A solidão também é liberdade"


"Na minha balança, o ódio pesava muito, mas, graças a Deus, o amor também pesava; embora, lamentavelmente, e tenho de o confessar, o ódio tivesse roubado muito espaço ao amor".


"A inocência era um milagre mais frágil do que a neve"


No que diz respeito à história, os dois personagens principais, que vão, alternadamente, narrando os acontecimentos, são totalmente opostos. Temos Júlian, octogenário e doente, que viaja de Buenos Aires para El Tosalet, em Alicante, após receber uma carta do seu amigo, Salva, na qual relata que aí se encontra um casal de noruegueses nazis. Ambos estiveram no campo de concentração Mauthausen e dedicaram-se à caça de oficiais nazis, no pós guerra. Sandra, jovem e grávida, deixou o namorado, Santi, para ficar sozinha na casa da irmã a pensar na sua vida e, após se sentir mal na praia, ela é socorrida pelo tal casal de noruegueses de que Júlian anda à procura. A certa altura conhecem-se e esta dupla irá investigar esse casal, o Fred e a Karin, surgindo ainda mais figuras ligadas a esse passado e às atrocidades, eles que “vivem, e bem que vivem”. A certa altura também é explorada a possibilidade de existir um elixir da juventude, um segredo que os nazis sempre procuraram e que Alice esconde.


Em poucas palavras é o que se nos oferece revelar sobre o enredo. A destacar a relação de amizade entre Júlian e Sandra como uma amizade improvável entre quem teve a experiência de passar pelos campos de concentração e quer justiça e quem parece ingénua e algo superficial, especialmente quando pensa no dinheiro e na possibilidade de vir a herdar os bens do casal que a acolhe, sem descortinar as segundas intenções daqueles. Na realidade sabemos que muitos dos criminosos nazis se esconderam e viveram até à velhice sem que tenham sido punidos pelos seus atos atrozes contra seres humanos. E estou-me a lembrar, por exemplo, do Anjo da Morte, o nazista e médico Joseph Mengele, que fez experiências médicas hediondas e que, segundo consta, após a guerra, viveu na Argentina, no Paraguai e no Brasil.


Houve alturas que não consegui parar de ler e, talvez por procurar que ninguém saisse impune, a única coisa que me desapontou foi mesmo o final. É que tenho um sentido de justiça muito apurado, entendem, embora saiba de antemão que esse sentimento não se coaduna com a prática corrente.


Em suma, quem procura um thriller não se irá rever nesta história, não é disso que se trata, mas o leitor mais atento descobrirá que vale a pena ler (e pensar) sobre a forma como viveram os nazis no pós-guerra. Fala-se muito do holocausto. Pouco no que se passou a seguir. E esta história revela um pouco dessa realidade. Mas mais importante ainda é a história de uma amizade improvável forjada por ironia do destino; muito bem escrita e diferente do habitual. Eu adorei e recomendo.


 


Classificação: 4,5 /5*


 


 


livro oferecido pela matéria prima edições para opinião

quinta-feira, 25 de julho de 2019

O Yin-Yang literário

20190725194850_IMG_1674.JPG


Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, disse que é “importante, em relação ao nosso hábito de leitura, a arte de não ler. (...) Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta e o tempo e energia são limitados". 


Uma frase vinda de um filósofo dá sempre que pensar, especialmente quando se refere à leitura, mas não vou tecer aqui grandes considerações acerca dela. Tudo o que escrevo são apenas palavras que fluem naturalmente e de acordo com a minha experiência, e lá por um filósofo ter pensado num assunto não quer dizer que o vá reproduzir ou que pense exatamente o mesmo. Apenas começo por salientar o aspeto do tempo. Quando fecho um livro, porque este é pior do que estava à espera, permanece realmente uma sensação de tempo perdido. Tempo que poderia ter sido gasto melhor ou a ler outro livro. Geralmente acontece quando não tenho disposição nenhuma para bagatelas e clichés.


Acho que as minhas escolhas são como a lua, têm fases, e, ultimamente, dou por mim a refletir mais sobre elas. O que me levou a comprar? O que deveria ter lido acerca daquele livro? Porque é que tive interesse nele? Porque é que o livro não é para mim? Mas, enquanto leitora, sou demasiado curiosa, quero ler tudo e conhecer vários autores. E depois há uma variedade livros com capas apelativas, com propaganda feita especialmente para me fazer pensar que preciso, quando na verdade não é bem assim.


O que move, verdadeiramente, as minhas escolhas, são as tais fases, algumas de humor, outras sazonais. Há livros que gosto de ler no verão, na praia. E há livros que gosto de ler no inverno, com uma mantinha e uma chávena de chá ou café. Já quanto aos livros que são penosos, em que cada página é uma tortura e em que queremos que chegue rapidamente ao fim, o que faço? Porque é que não desisto de ler livros "maus"?!  Pessoalmente, se o livro não me prende passo ao seguinte e volto a pegar nele mais tarde. Nunca desisto à primeira. Talvez à segunda. Talvez o livro se torne extraordinário quando já vai a meio. Talvez esteja perante um livro com uma mensagem sobre a qual vale a pena refletir. Talvez o autor tenha investido muito trabalho e mereça uma oportunidade. Talvez a minha curiosidade seja demasiado forte e precise de aprender a controlá-la. 


A dificuldade que encontro na escolha dos livros é quase como a dificuldade de não me ver a mim própria - nem no espelho vislumbro a resposta às minhas dúvidas. 


Em prol das melhores leituras, deveria de existir uma meditação guiada, só para podermos encontrar os melhores livros do mundo. No entanto, a realidade tem sido madastra e, enquanto estou em formação, na qualidade de leitora, a minha transformação continua distante do ideal Yin-Jang literário. 


 


Mais pensamentos literários para ler aqui:


Livros a mais não existe


Qual o teu género literário


Livros que intimidam


A minha dieta literária


Livros e dieta, mas que ideia