quinta-feira, 4 de julho de 2019

Uma conclusão óbvia (ou talvez não) no dia de aniversário da Wook.

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A wook fez 20 anos no passado dia 1 de julho e lançou a loucura nas redes sociais com um sorteio, em dois momentos do dia, um de manhã e outro à tarde. Na primeira tentativa, de manhã, não cheguei sequer a conseguir entrar no site e este encerrou em menos de 5 minutos depois. E assim de repente puff, já tinham sido oferecidos 1.000 livros.


Mas, apesar dos comentários negativos, designamente que se trataria de um embuste, que era uma treta e que era impossível alguém ter sido agraciado com a prenda prometida e muito menos terem sido oferecidos 1.000 livros, resolvi voltar a tentar da parte da tarde, até porque não tinha nada a perder - e um livrólico que se prese tenta sempre aumentar o espólio de leituras. 


Então, retomando a história do dia em que fui bafejada pela sorte e consegui o maior feito livresco ao arrebanhar o verdadeiro tesouro de natal (porque este é quando nós quisermos, vá), na segunda tentativa consegui entrar no site da Wook e ganhar o livro A Rapariga Sem Nome.


E como é que foi isso???


Cliquei furiosamente no ecrã do telemóvel. Só isto. Não há mistério nenhum. Fui atualizando e olhando para o número correspondente aos livros que iam sendo oferecidos. 2, 6, 10, e por aí fora. Depois de entrar no site foi tudo muito rápido e, numa questão de segundos, escolhi uma novidade, coloquei no carrinho e conclui a compra a custo zero. E então respirei finalmente, dado que respirar poderia fazer cair a ligação. Ou terá sido os nervos???


Não sei bem o que se passou.


A conclusão óbvia que retiro é a de que a lei da oferta não é igual à da procura, tal como a velocidade da procura, neste caso, não é igual à velocidade com que a oferta foi encerrada.  


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quarta-feira, 3 de julho de 2019

A Prova, de Stéphane Allix | Opinião

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ResumoMais do que querer provar que a vida continua depois da morte, o objectivo é explorar como se estabelece a comunicação ente os vivos e os mortos. Este livro mudou a vida do autor. Talvez também mude a sua.




Opinião: Este livro é sobre um tema que muitos procuram esquecer e poucos ousam refletir, não sei se por desconhecimento ou se por receio. Como leitora ávida de assuntos relacionados com a religião e de histórias sobre quem comunica com o além, ou não tivesse lido Alan Kardec e outros livros que abordam o tema da espiritualidade, embarquei, com alguma bagagem, numa experiência única. 



Lê-lo é como dar pequenos passos e percorrer um caminho de espanto perante as experiências de vida dos médiuns, os sentimentos, impressões e imagens que lhes são transmitidas, a eles, sem que, no caso, tenham sido feito leituras corporais ou fornecidas quaisquer pistas.


O autor, Stéphane Allix, deixou de ser repórter de guerra após a morte do irmão num acidente de carro. Cerca de 12 anos depois, coloca cinco objetos no caixão do pai e, um ano depois, interrogará seis médiuns de forma a que o pai comunique com ele e lhe diga quais são.



"Cada um dos seis médiuns descreveu-me a mesma pessoa, porque esta pessoa está viva (…). Estamos eternamente ligados".



Este teste ou experiência revela-se um verdadeiro jogo de pictonary, uma vez que os médiuns desconhecem completamente qual o objetivo, possuem pouca informação e, nas sessões, aparecem o avô, o irmão e um irmão do avô, que é desconhecido na família do autor.  


Já todos sentimos arrepios inexplicáveis, uma sensação que nos deixa desconfortáveis. Geralmente, o assunto da vida depois da morte poderá ter esse efeito. Mas já pensaram que não sabemos as respostas a todas as perguntas nem o que estamos a fazer neste planeta? Não gostariam de saber? As nossas crenças, ou a ausência delas, não impedem que cada um de nós desenvolva a capacidade para percecionar o que permanece inacessível aos nossos sentidos?  A esta última pergunta respondo com um sim. Vivemos presos ao que acreditamos e ao que nos foi transmitido.


Nesta leitura, gostei muito da médium Christelle, a qual conseguiu conjugar o seu dom com a sua profissão de auxiliar de enfermagem. Ela ouve os mortos e ajuda-os, indo ao encontro do que eles lhe pedem para fazer e ou transmitir. Fascinou-me conhecer a vida destes seis médiuns, desde o momento em que tomam consciência das suas capacidades, geralmente em crianças, até a altura em que abandonam as suas profissões (com exceção da Christelle) para se dedicarem inteiramente à sua missão.


Depois de ter lido vários livros sobre o tema sinto que cada vez mais não podemos ignorar algo que faz parte da nossa essência. No entanto, A Prova não fornece detalhes sobre o Além. Fala antes dos espíritos, daqueles que geralmente permanecem num determinado lugar junto dos vivos, enquanto almas que precisam de ajuda, de luz e de amor. E relata  bem a necessidade de compreender melhor a partida dos que nos são queridos.



"Desde a morte do meu irmão – seu filho -, o meu pai pensava nisso constantemente e oscilava entre esperança e resignação. Não dizia muito, mas, durante os momentos que falávamos, sentia o sofrimento, a dor e a tristeza que a dúvida que o habitava a cada segundo representava. Parecia prisioneiro, dilacerado entre sensações contrárias. E os livros cuja leitura eu lhe sugeria não demonstravam fazer vacilar de forma duradoura a que ele chamava, com uma triste coragem, a «muralha imensa da bruma»".



Este livro ajuda a libertarem-se das amarras do materialismo e da «muralha imensa da bruma», e a compreenderem a capacidade de comunicação dos mortos, bem como a importância da mediunidade no processo de luto. 


Quer sejam meros curiosos ou realmente interessados no tema, recomendo esta leitura para que não sejam enganados, nem apanhados desprevenidos. A sério. Este livro é fascinante.


 


Classificação: 5/5*


Livro oferecido pelo clube do autor para opinião,


 

domingo, 30 de junho de 2019

Desafios de leitura | Update

Fui desafiada pela Isabel Caldeira do blogue "Manta de Histórias" para um desafio de leitura referente ao ano de 2019.


Lembram-se do desafio Book Bingo Leituras ao Sol? Sim, esse mesmo. Neste momento, não vejo que possa existir qualquer incompatibilidade entre os desafios, pelo que resolvi aceitar e fazer a experiência.


Muitos dos livros que já li este ano encaixam-se perfeitamente e, por isso, embora já tenham passado 6 meses, não parece que esteja muito atrasada. Aliás, de 32 livros no total, li 22.


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Livros lidos :



1-Um clássico- Admiável Mundo Novo, de Aldoux Huxley- 5*


2-Livro com um título longo - O miúdo que pregava pregro numa tábua, de Manuel Alegre-1*


3-Um calhamaço (+ de 600 págs) - Servidão Humana , de Somerset Maugham-5*


4-Livro com um número no título - 39+1, de Sílvia Soler-1*


5-Autor português nunca lido- Estar Vivo Aleija, de Ricardo Araújo Pereira-3*


6-Qualquer livro à tua escolha - A prova, de Stéphane Allix-5*


7-Livro escrito por dois autores - 28 livros para te encontrar, de Ali Berg e Michelle Kalus-3*


8-Livro com o nome de uma cidade no título - Uma praça em Antuérpia, de Luize Valente-4*


9-Livro que escolhestes pela capa- A Persuasão Feminina, de Meg Holitzer-5*


10-Um Ya - A química dos nossos corações, de Crystal Sutherland-3*


11-Livro há muitos anos na estante- A sombra do vento, de Carlos Ruiz Záfon-4*


12-Um romance - A imperatriz da lua brilhante, de Weine Dei Randel-4*


13-Um livro sobre a 2.ª guerra mundial-O Tempo entre Costuras - Maria Dueñas-4*


14-Um policial - A última ceia, de Nuno Nepomuceno-4*


15-Um livro cuja ação tem lugar em Portugal - Mau-Mau, de Filipe Nunes Vicente-2*


16-Um livro com capa vermelha - A grande solidão, de Kristin Hannah-5*


17-Protagonista é um homem - A história do Sr. Sommer, de Patrick Suskind-4*


18-Livro infantil- Lobos nas paredes, de Neil Gaiman-2*


19-Livro que tenha a palavra livro no título - Escondida entre os livros, de Setephanie Butland-4*


20-Livro escrito por uma mulher - Retrato de família - Jojo Moyes-3,5*


21-Livro publicado em 2018 - Assimetria, de Lisa Halliday-4*


22-Uma novidade- As flores perdidas de Alice Hart, de Holly Ringland-5*



 

 

quinta-feira, 27 de junho de 2019

A Prova, de Stéphane Allix | Novidade

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SINOPSE: Quando o meu pai morreu, coloquei quatro objetos no seu caixão. Não falei do assunto a ninguém. Depois interroguei médiuns que dizem comunicar com os mortos. Irão eles descobrir de que objetos se trata? 

 


Cerca de um ano depois, o autor contactou vários médiuns a quem propôs que participassem numa experiência. Stéphane Allix queria saber se o pai lhe falava dos objetos escondidos. O resultado deste teste é extraordinário. Seja cético ou crente, ninguém ficará indiferente ao testemunho deste jornalista. 

 

Várias investigações científicas permitem afirmar que a existência depois da morte é hoje mais do que uma hipótese sólida. Este livro pretende contribuir para o debate, trazendo resultados indiscutíveis. Apesar de se centrar no relato de experiências com médiuns, Allix faz um alerta importante a todos os que enfrentam uma perda: é preciso deixar os mortos seguir o seu caminho. O sofrimento atenua-se quando fazemos o luto, que consiste em aprender a viver com a ausência. 

 

Mais do que querer provar que a vida continua depois da morte, o objetivo é explorar como se estabelece a comunicação entre os vivos e os mortos. Stéphane Allix é claro: este livro mudou a sua vida. Talvez mude a sua também.

 

 


Podes ler tudo aqui

 

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Festival "A Porta", a força da imaginação e dos sonhos

A porta na Rua Direita não é uma porta qualquer ou poderia ser já que existem muitas, algumas degradadas como a da casa onde viveu Eça de Queirós.


A tudo assistem, desgastadas, as pedras negras da estreita rua mais conhecida da cidade de Leiria, em direção à porta do "Espaço Eça", da porta centenária da chapelaria "Liz" e até da porta do hostel "Atlas", num edifício antigo renovado.


Mas a porta não é uma porta qualquer, embora os visitantes sigam encautos e encantados pelo visual colorido. 


Esta Porta, não abre nem fecha, dá antes vida e alegria àquela rua empedrada e ladeada por edifícios desgatados pelo tempo; e a tudo empresta a cor vívida dos sonhos, refulgindo de sons e fervilhando de atividades e Workshops para os mais pequenos.


Já as pinturas e artesanato saltam à vista de todos, pois saem das mãos de quem tem rosto cansado e se alimenta de esperança.


Para mim, não é uma porta qualquer, é caminho que se percorre reavivando a força dos sonhos para que não sejamos passado em ruína.


 


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