
quinta-feira, 27 de junho de 2019
A Prova, de Stéphane Allix | Novidade
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Festival "A Porta", a força da imaginação e dos sonhos
A porta na Rua Direita não é uma porta qualquer ou poderia ser já que existem muitas, algumas degradadas como a da casa onde viveu Eça de Queirós.
A tudo assistem, desgastadas, as pedras negras da estreita rua mais conhecida da cidade de Leiria, em direção à porta do "Espaço Eça", da porta centenária da chapelaria "Liz" e até da porta do hostel "Atlas", num edifício antigo renovado.
Mas a porta não é uma porta qualquer, embora os visitantes sigam encautos e encantados pelo visual colorido.
Esta Porta, não abre nem fecha, dá antes vida e alegria àquela rua empedrada e ladeada por edifícios desgatados pelo tempo; e a tudo empresta a cor vívida dos sonhos, refulgindo de sons e fervilhando de atividades e Workshops para os mais pequenos.
Já as pinturas e artesanato saltam à vista de todos, pois saem das mãos de quem tem rosto cansado e se alimenta de esperança.
Para mim, não é uma porta qualquer, é caminho que se percorre reavivando a força dos sonhos para que não sejamos passado em ruína.







segunda-feira, 24 de junho de 2019
Coração tão branco, de Javier Marías | Opinião

SINOPSE: Aqui
OPINIÃO: Este livro tem tudo para nos conquistar de imediato, exceto a forma como está escrito. Para mim, foi difícil acompanhar o desenvolvimento desta história, muito por culpa da escrita do autor, com parágrafos gigantescos, com frases longas e, por vezes, com ideias contraditórias.
Mas já lá vamos.
A história começa de uma forma que nos choca, pois a jovem Teresa, que acaba de regressar da lua de mel, mata-se com um tiro no coração durante um almoço de família. Na verdade, foi este segredo que agarrou e fez com que não desistisse logo nas primeiras 30 páginas, tal como já havia acontecido com outro livro do mesmo autor, "Os Enamoramentos".
Depois da cena inicial, aparece Juan, sobrinho de Teresa, também jovem, casado, e tradutor de profissão. Enquanto Luísa, a sua esposa, está doente na cama de hotel, Juan observa pela janela uma mulher que o confunde com outro homem. Ao mesmo tempo que descreve o que se passa numa rua, em Havana, verifica como está Luísa e vai partilhando os seus pensamentos, receios e pressentimentos em relação ao seu próprio casamento.
Tal como uma doença por vezes altera o nosso estado ao ponto de nos obrigar a interromper tudo e a ficar de cama durante dias a fio e a ver o mundo apenas a partir da almofada, o meu casamento veio interromper os meus hábitos e as minhas convições e também, o que é mais decisivo, também a minha forma de ver o mundo.
Juan sente-se perseguido pelos próprios pensamentos. Enquanto tradutor está habituado a observar e a refletir sobre o que ouve, especialmente se for na língua que entenda. Mas Juan, a meu ver, pensa demasiado.
O que se dá é idêntico ao que não se dá, o que desejamos ou deixamos passar, idêntico ao que tomamos e agarramos , o que vivenciamos, idêntico ao que não experimentamos e, não obstante levamos a vida e damos a vida a escolher, rejeitar e seleccionar, a traçar uma linha que separa as coisas que são idênticas e faça a nossa história uma história única que possamos recordar e se possa contar.
Esta e outras frases demasiado longas foram, na minha opinião, o verdadeiro entrave para que este livro não proporcionasse uma leitura mais aprazível. No entanto, gostei especialmente da utilização da citação da obra de Shakespeare [ "As minhas mãos são da tua cor; mas envergonho-me de trazer em mim um coração tão branco"] no título, bem como desta constituir um elo de ligação entre o início e o fim da história.
Um livro para se gostar (ou odiar), mas que merece ser lido atendendo ao estilo original narrativo a que chamarei de "pensamentos em modo saramago".
Assim sendo, deixo-vos esta frase:
Não há nada que não se possa contar, até o que não queremos saber e não perguntamos e, não obstante, nos dizem e nós ouvimos.
CLASSIFICAÇÃO: 4/5
(lê aqui as primeiras páginas)
quinta-feira, 20 de junho de 2019
Book Bingo Leituras ao Sol 2019
"A Isaura Pereira e a Patricia Rodrigues estão a organizar mais um desafio do "Book Bingo Leituras ao Sol", que decorre entre 21 de junho e 23 de setembro de 2019.
O objetivo é completar leituras de uma linha ou coluna, na horizontal, vertical ou diagonal, tal como no cartão de bingo (Link de download).
Livros que vou ler (e que espero não mudar):


segunda-feira, 17 de junho de 2019
Feira do Livro de Lisboa | 2019
Ir à feira do livro de Lisboa é sempre um passeio que adoro. O facto de morar longe impede-me de ir todos os dias, mas, uma vez por ano, rumo a Lisboa e aproveito para ir ao encontro do Clube dos Clássicos Vivos. São duas experiências que me ficam na memória e o ambiente é, simplesmente, fantástico. Como não gostar de estar rodeado por livros e com pessoas que adoram falar sobre eles?
No passado sábado, dia 15, assim fiz. Não levei qualquer lista e comecei por procurar apenas os livros do dia, com preços mais simpáticos e convidativos. Porém, acabo sempre por não resistir a outros livros que me saltam à vista, penchinchas, uns, por indicação, outros.
O encontro correu bem. Conheci o Filipe e a Lia e voltei a encontrar a Claúdia (A mulher que ama livros), a Carolina (Holly reader), a Sandra (Say hello to my books), a Mafalda (A outra Mafalda), a Cristina (Books, Less Beer & a baby), a Jessica (Cia Literária) e a Inês (Books4everyone). Nem todos leram Fundação, mas todos adoraram a Quinta dos Animais. Este clássico é para ler e retirar ilações bem interessantes. Acho que não é só uma crítica ao regime de Estaline, embora fosse escrito entre 1943 e 1944, porque é uma história que mantem a atualidade. Mais. Eu consegui retirar outra interpretação, quando pensamos mundo laboral. Muitas das vezes quem chega a chefe acontece mudar, o que, na minha opinião, me leva a concluir que o Poder é que transforma as pessoas.
Mas voltemos à feira. Se ao início esta estava vazia, depois, a seguir ao almoço, encheu-se de tal forma que mal se rompia junto de algumas bancas, como a da tinta-da-china que, com pena minha, não consegui nem chegar perto.
Comprei dez livros, ou seja, menos quatro do que o ano passado, talvez por já estar tudo muito escolhido e a Relógio de Água não me ter convencido nada este ano.
Quase no final da feira encontrei a Elisa Santos (A miúda geek ) e, como só a conhecia das redes sociais, estivemos um pouco à conversa.
Muito bom e a repetir. Até para o ano!
Ficam as imagens para recordar.





