segunda-feira, 4 de junho de 2018

Hashtag# a ler como se não houvesse amanhã.

Os meus post´s têm andado a uma velocidade bipolar. Acho que andam à boleia num comboio que para em quase todas as estações. Mas a esta velocidade de quero-tanto-quero-tanto trava no apeadeiro, sinto que recusa-se a seguir caminho. Já as leituras estão bem encaminhadas e alheias a tudo isto. 


Esta é apenas uma forma de explicar as coisas, claro, e de vos colocar a par de algumas leituras que fui fazendo.


Portanto, durante os meses de Janeiro, fevereiro e março li 12 livros e em abril e maio li 17 livros (não estão todos na foto), ou seja, li muito mais em dois meses do que nos três meses anteriores. E vocês, o que têm lido? 


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 Lista de livros lidos desde o mês de janeiro até ao mês maio:


1-O Perfume da Savana - Ludgero Santos


2-O Tigre Branco - Aravind Adiga


3-Terra de Neve-Yasunari Kawabata


4-A encomendação das almas -João Aguiar


5-Kyoto -Yasunari Kawabata


6-Cemitéro de Elefantes-Dalton Trevisan


7-A morte de Ivan Ilitch-Lev Tolstoi


8-Os livros do final da tua vida-Will Schwalbe


9-A Paixão de Jane Eyre - Charlote Brontë


10-Pecados Santos-Nuno Nemupoceno


11-A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata-Mary Shaffer


12-A História de uma Serva-Margaret Atwood


13-Um Homem Chamado Ove - Frederik Bakman


14-A vida secreta das abelhas-Sue Monk Kidd


15-Código D´Avintes-vários autores


16-Maresia e Fortuna - Andreia Ferreira


17-O Alienista-Machado de Assis


18-Vasto Mar de Sargaços-Jonh Rys


19-Quero-te Morta-Peter James


20-O exército perdido-Paul Sussman


21-A livraria Noite e Dia do Senhor Penumbra-Robin Sloan


22-Frankenstein-Mary Shelley


23-Arroz de Palma-Francisco Azevedo


24-A avó pede desculpa- Frederik Bakman


25-Uma mulher não chora-Rita Ferro


26-Um Castigo Exemplar-Júlia Pinheiro


27-Tim- Collen Mccullough


28-À espera no centeio - J.D Salinger


29-Cartas de amor aos mortos-Ava Dellaira

Post´s zero

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quarta-feira, 16 de maio de 2018

O meu Frankenstein

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Este tema vem a propósito do último livro que acabei de ler. É um tema que dá para refletir e poderia abordar aqui vários assuntos, no entanto, resolvi particulizar um pouco quando fiz esta pergunta: Não teremos todos um Frankenstein nas nossas vidas? Um monstro que se vinga e nos persegue? Intuitivamente respondo que sim. Eu chamo-lhe realidade consubstanciado num constante Sentir. Pensar. Viver. É quase como o bater ritmado do coração, que funciona perfeitamente e que, ao mesmo tempo, passa despercebido. Sentir. Pensar. Viver. E um dia quem sabe nos assombre e consuma de medos quando tomamos consciência da dimensão que implica esse esforço diário. Mas  o meu FranKenstein é diferente, é algo que nasceu comigo. Ele alimenta-se de pensamentos. Tal como no livro, ele é gigante, por vezes feio, e considera-se uma criação aberrante da natureza. Tem vida própria, acreditem. Eu cá experimentei correr com ele, persegui-lo com pensamentos de beleza e até com produtos químicos da farmácia, mas o mais saudável é abrir um livro e começar a ler. 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Livros para ler e ficar rico em palavras.

Hoje é sexta e aproxima-se o fim-de-semana. Tempo para uma pausa necessária. Altura para descontrair, planear uma saída ou fazer umas compras para o resto da semana.


Desta vez não vou escrever muito, porque já partilhei convosco a aventura vivida nas palavras d´ Flores, de Afonso Cruz


Espero que gostem da sugestão e que comentem. Podem usar e abusar das palavras. Elas enriqueçem-me a memória.


 


Bom fim-de-semana e boas leituras!


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quinta-feira, 10 de maio de 2018

O Tigre Branco, de Aravind Adiga

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Sinopseaqui.


Opinião: A narrativa é feita por Balram. Ele conta a história da sua vida («A autobiografia dum Indiano Mal Amanhado»). Neste tom irónico e crítico, Balram descreve o seu país, a Índia, e conta que antes de se chamar Balram era Munna. No entanto, Munna significa apenas rapaz, ou seja, quando nasceu os pais não lhe deram um nome. 



Mas afinal que espécie de lugar é aquele em que os pais se esquecem de dar o nome aos filhos?


 



É só na escola que o professor o "batiza" de Balram e eu achei isto táo triste que senti uma enorme compaixão pelo personagem, mas aviso já: não se iludam. 


«O Tigre Branco» contem sete cartas escritas por Balram ao primeiro-ministro Chinês, que visitará a Índia, onde conta a sua história e faz uma crítica social algo arrojada. 


 



A propósito senhor primeiro-ministro: já reparou que os quatro maiores poetas do mundo são todos muçulmanos? E que, apesar disto, todos os muçulmanos com que nos cruzamos são ou analfabetos, ou andam tapados dos pés à cabeça com burcas pretas, ou à procura de prédios para explodir? É um enigma, não lhe parece? Se algum dia conseguir perceber esta gente, então mande-me um e-mail.


 



Nesta sátira, temos: pobreza, ambição, ganância, corrupção, crime, cenas ["nojentas"], desigualdade social e injustiça q.b.. Porém, aquele sentimento de pena que Balram inspira, ao início, vai-se dissipando à medida que a história se desenrola. A própria narrativa começa por ser leve e divertida mas descreve uma realidade "quase medieval", que é o sistema de castas. Vindo do lado pobre, escuro e sujo, Balram quer subir na vida, mas a sua casta, Halwai, tem de vender doces (Cada casta tem um nome que se relaciona com uma profissão) e Balram não quer essa profissão de "pobre" e sim ter uma bela farda e ser motorista (No fundo, quer passar para o lado da luz e da riqueza).


Gostei deste livro porque acho que é uma história que dá para refletir sobre a realidade na Índia e conhecer um pouco mais desse país. 


Gostei ainda porque o livro é pequeno, lê-se rapidamente e não é nada maçudo.


Mas o que mais gostei foi da construção e caraterização psicológica do personagem Balram (Brutal!).


Espero ler mais deste autor.


 


Classificação: 5/5.