quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Dom Casmurro, de Machado de Assis

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Sinopse: aqui.


Opinião: A minha estreia com Machado de Assis. Este clássico da literatura brasileira foi publicado em 1899 e é uma das suas grandes obras. Existem vários estudos e análises ao livro "Dom Casmurro", mas isso não me vai impedir de partilhar a minha experiência enquanto leitora. Nessa qualidade, e nessa apenas, confesso que comecei a ler o início do livro com pouco entusiasmo. Cada folha corresponde a um capítulo, num total de 148, e temos de dar um passinho de cada vez para conhecer todo o enredo. Uma técnica de escrita para a qual não estava preparada.


 


A história começa pela revelação do porquê do nome Dom Casmurro e dos motivos para escrever um livro na velhice.



Enfim, agora, como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que é ruidosa.


 


Deste modo, viverei o que vivi, e assentarei a mão para alguma obra de maior tomo.


 



Bento Santiago (Bentinho), Dom Casmurro, é apaixonado pela vizinha Capitolina (Capitu), a primeira amada do seu coração. Com ela desabafa muitas das suas angústias, incluindo a que se refere à promessa de D. Glória, mãe de Bentinho, de tornar o filho padre. Depois de abandonar o seminário, ele casa com Capitu e a sua felicidade aumenta com o nascimento do filho. Porém, um evento irá mudar o rumo dos dois.


 


Todas as noites li um capítulo desta história, que parecia não ter fim à vista, até que acordei de repente e li compulsivamente até ao final. Voltei atrás, li novamente alguns capítulos, e percebi que o que não foi um amor à primeira vista tornou-se em enorme admiração. Adorei. No final,  compreendi que as pistas estão todas lá, e vão sendo dadas aos poucos de uma forma velada, como quem não quer a coisa, para depois se dar a apoteose com a revelação de uma verdade dolorosa - ou mentira, consoante a opinião.


 


Se querem ler este clássico, o que recomendo vivamente, comecem por reservar um tempinho nas férias ou num fim-de-semana de forma a poderem sentir cada palavra e a extraiar o seu pleno significado. Não considero que a escrita de Machado de Assis seja difícil, mas a sua aparente simplicidade tem artifícios de um verdadeiro mestre. 


Preparem-se.


 


Classificação: 4/5


 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Novo layout da Gaffe.

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É por detrás do computador que me encontro a escrever, geralmente, num torvelinho de ideias que me atormentam. Presa às palavras? Não, porque as palavras podem libertar. Acredito piamente nisso e na ideia de libertar/escrever tudo o que nos vem à mente até num simples agradecimento.


 


Num local destinado às ideias, palavras e livros, que adquire significado quando encontra o reconhecimento e o carinho dos leitores, expresso, desde já, uma enorme admiração pelas pessoas que vou encontrando e que me levam a acreditar que vale mesmo a pena andar por aqui.


 


Hoje o meu enorme OBRIGADA é dirigido à A Gaffe e as Avenidas pelo seu trabalho e paciência na alteração do layout do meu blogue. Está lindo, lindooo! 


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Eis como o blogue surge vestido de novas vestes, suaves e diáfanas, contendo referências aos livros, aos pensamentos e ao equilíbrio, sob o qual devem ambos coexistir, usando ainda da criatividade, sofisticação e minimalismo.


Palavras para quê. MARAVILHOSO


E vocês o que acharam?


 


 


 


 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Quando pensar faz mal.

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Ao ler esta frase pensei, cá para com os meus botões, que o racicíonio lógico é simples e que nós é que complicamos tudo. Sem dúvida que existe uma tendência natural de procurar ler o que está nas entrelinhas, uma tendência que criou raízes nas aulas de filosofia.


 


Assim de repente, ao olhar para esta frase e para esta imagem, veio-me à cabeça o seguinte:os livros pequenos e os pequenos mundos foram abduzidos pelos grandes livros e pelos grandes mundos? Isto será discriminação, rapto ou alienação? 


 


Creio que pensar faz mal quando estamos a tentar escrever algo de jeito para colocar no blogue...e ainda vou presa por descobrir uma nova teoria da conspiração editorial:).


 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Obrigada pelas recordações, de Cecelia Ahern | Livro secreto # 6

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Sinopse: aqui.


Opinião: A premissa desta história parte de uma "estranha" ligação entre Joyce e Justin, após de uma transfusão de sangue. Já foram reportados casos semelhantes de pessoas que adquiriram novos gostos e memórias após o transplante de órgãos, mas para isso ser comprovado cientificamente ainda há um longo caminho a percorrer. Eu, que sou leiga nesta matéria, fiquei muito curiosa (e sempre pronta para mais um mistério).


Joyce Conway cai das escadas, acorda no hospital e, de repente, disserta sobre arte e arquitetura europeias, fala fluentemente línguas estrangeiras que desconhecia e sobre lugares onde nunca esteve. Há uma espécie de transferência dos conhecimentos do professor Justin quando ele doa sangue a Joyce. 


Embora exista drama nesta história, o único personagem que merece destaque é o pai de Joyce, Henry, um senhor de idade, reformado, que dá azo a situações bem caricatas.


A história de Joyce e Justin não me seduziu nada. Há um "ata não desata" que parece fazer render o "peixe" ou o romance. Isso prejudicou a história e fez com que diminuísse o interesse no desenvolvimento da mesma. 


"Obrigada pelas Recordações" é um livro que se lê bem, mas a história não chega a ser conclusiva. Apesar disso, gostei muito de Henry e vale a pena rir um pouco com ele, porque rir é sempre o melhor remédio. Ah, e ler também!


 


Classificação: 4/5

domingo, 12 de novembro de 2017

O que se diz por aí.




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Muito se escreve sobre blogues literários e sobre o que devem abordar. Será que existe uma forma certa ou errada para falar de livros? Talvez, mas n´"O Livro Pensamento" existe uma certa liberdade Aliás, não conheço uma fórmula mágica, única e infalível, para falar de livros. A leitura é uma experiência única e compete ao leitor, aí desse lado, fazer as melhores escolhas.

Diz-se por  que um blogue literário deve possuir uma identidade própria, cumprir prazos, ter um conteúdo que se destaque, publicar com regularidade, realizar parcerias, usar da sinceridade, ser criativo... . Analisando esta panóplia de informação, não sendo contra, apenas tenho a adiantar que a paixão pela leitura, pela descoberta e pelas aventuras, que os livros proporcionam, levou-me a criar o blogue. Ponto final. Gosto de livros, de falar sobre eles, de pensar sobre o que leio e, sobretudo, de ser livre para me divertir.