Já quanto às semelhanças, lamento mas vão ter de ler o post até ao fim. Combinado?
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Vocês sabem que os gatos são imprevisíveis e que os felinos fazem parte da vossa vida [para vos dominar]? Realmente, vocês humanos têm de se mentalizar que se trata de um compromisso para o bem e para o mal.
A minha dona, por exemplo, anda nesta dualidade incessante e tanto diz "gatinho fofo, meu bebé" como também grita "gato mau, andas a irritar-me!". Mas os humanos costumam derreter-se quando nos vêem.
Eu, gato de provecta idade, costumo miar a categoria de donos que podemos ter, desde amorosos, racionais, emocionais, otimistas e aos que não são carne nem peixe.
Os amorosos
São donos muito simpáticos e de bem com a vidinha. Passam a mão pelo nosso pêlo e brincam. Somos muito importantes para eles e metem-nos nas conversas dos amigos.
Os racionais
Deixam-nos correr atrás dos ratos, vocês acreditam? Apesar disso não simpatizo com estes donos. Só nos querem para este trabalho e não nos ligam nenhuma. Quando é para dizer mal, rsrsrs, só falam da despesa com a comida.
Os emocionais
Neste grupo estão as mulheres que vivem sozinhas e precisam da companhia de um gato. São donos execionais que nos tratam com muito carinho e preocupam-se muito com o nosso bem-estar.
Os otimistas
São os melhores donos do mundo! Gostam de nós, brincam e falam connosco. Podemos andar pela casa toda, sem problemas.
Os que não são carne nem peixe Neste grupo incluo os homens que são convencidos, pela mulher ou pelos filhos, a ter um gato. São donos muito distraídos e pouco preocupados, mas, por vezes, tornam-se otimistas.
[A minha dona é emocional, mas quando tem sono ninguém a atura].
Queria tanto agradar-lhe, falar a linguagem dos humanos e poder-lhe chamar ...
Voltando à semelhança dos donos de gatos com o Sapo. É assim. A semelhança reside na grande afinidade do SAPO com os donos otimistas porque:
"são os melhores donos do mundo! Gostam de nós, brincam e falam connosco e deixam andar pela casa toda, sem problemas".
Uma história apropriada ao Halloween e ao tema de terror do mês?
Para quem gosta de terror e de Stephen King estava firmado o entendimento de que iria adorar a história desta graphic novel. Por acaso até gosto muito de histórias sobre o sobrenatural e de terror, porém, este "Darkside book", não me chegou a assustar nem um bocadinho. Fiquei confusa e não percebi o desenvolvimento da história. Mais tarde vim a descobrir que se trata do primeiro volume. Pelo menos explica o porquê da confusão, pois a história tem uma continuação...
A introdução adensa o mistério. A trama começa com uma morte, no ano de 1919. So far so good.
A família Rooks constituída por mãe, pai e filha adolescente vão viver para uma vila rural de Litchfield para recomeçar uma vida nova. Há algo misterioso nesta família. Há algo muito mau na floresta da vila. Existem bruxas. Cuidado. Quem é prometido tem o destino traçado e os habitantes cumprem a Promessa.
Não percebi o porquê de as bruxas fazerem o barulho "Chit, Chit, Chit". Para mim, não é nada assustador e é até muito engraçado (eheheh, mais não digo).
Com uma morte no início, o que suscita logo um certo interesse, a história desenrola-se numa sequência temporal que salta, repentinamente, entre o presente e o passado. No passado vamos descobrindo que há um trauma vivido pela filha adolescente e um segredo relacionado com a mãe.
Fiquei triste. Não consegui gostar. Talvez numa próxima.
Não vou falar de comida nem de conselhos para uma vida saudável. Vou expor um conceito que se prende com uma dieta equilibrada de livros. Se me enganei? Nem pensar. Sei que vos pode parecer um absurdo e se acreditam que não existe tal coisa, na verdade existe. Sempre existiu.
Admito que desconhecia que era uma adepta deste tipo de dieta, já que a outra não funciona, mas, após pensar um pouco sobre a forma como escolho os livros, cheguei à conclusão que o meu menu de leituras é muito variado. E porquê, perguntam vocês? Porque não leio sempre o mesmo género ou o mesmo autor. Creio que ando sempre a pensar em várias coisas ao mesmo tempo. A reflexão é maior. O poder de argumentação também. Ah, e a criatividade, claro!
No que se refere à forma de escolher livros, não tenho nada contra aqueles ou aquelas que optam por clássicos, fição, biografias, ou outro tipo de leituras que suscitem interesse. O importante é ler. Aliás, sabiam que poderão só conseguir ler 3.500 livros durante a vossa vida? É assustador. Não gosto de estatísticas e sempre fugi da matemática!
Voltando ao tema inicial, eu comecei a ler aos 9 anos e nunca mais parei. Os gostos foram variando com a idade. No entanto, talvez por ter tido contato com livros de aventura, policiais, romances, fição, esoterismo, terror, suspense, thriller, desde tenra idade, nunca me cingi a um único género.
Não pensem que isto é fácil. Tal como na outra dieta, a minha dieta equilibrada de livros leva-me a fazer disparates. Porque também nesta dieta há dia da asneira e nesses dias devoro os livros a que designo de "fast food". Nesses dias, preciso de sair do tom sério, desligar-me do mundo e usar unicamente a imaginação.
Além disso, a minha dieta equilibrada faz com que procure os melhores ingredientes, nas prateleiras de supermercado, nas estantes de livrarias e nas feiras de velharias ou do livro. E o ingrediente secreto que costumo usar é o do preço mais baixo. Sabe sempre bem e raramente dececiona!
Para tudo há uma receita e acredito que os blogues literários terão a sua guardada a sete chaves. Nesse caso, o segredo é a alma do negócio.
Na dieta equilibrada de livros não há segredos e a receita é bem vossa conhecida.
Acredito totalmente no poder da terapia dos livros pelos bons momentos que eles nos proporcionam.
Acredito que chegaremos ao Natal sem comprar todas as prendas.
Acredito que o calor, que se faz sentir em outubro, se manterá durante mais algum tempo.
Acredito que os portugueses continuem a casar na confusão do mês de agosto.
Mas, acreditem se quiserem, na vida, a parte divertida reside na conjugações improváveis, quer sejam num casamento no Natal, numa dança de casamento divertida ou numa leitura de um romance de um conhecido escritor de policiais, como James Patterson.
Acredito mesmo nas conjugações improváveis, até porque a seguir à sexta-feira nos espera um