sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Na bilioteca não se perca #1

Uma das coisas que adoro é ir à Biblioteca, pelo espaço, pelo cheiro dos livros e pela possibilidade de trazer um ou mais livros para casa [sem gastar dinheiro]. É como uma espécie de catarse, a qual permite espairecer as vistas e folhear os livros que mais chamam à atenção.


Em todo o processo, vejo as dez prateleiras que lá existem (ou serão mais?) e, sem qualquer ideia pré-definida (ainda não sei qual vai ser o escolhido), há sempre um ou outro que diz "leva-me para casa". Eu dou sempre ouvidos à intuição e os livros vêm à minha mão todos satisfeitos.


Quem gosta de livros sabe perfeitamente o que se sente ao comprar determinado exemplar e também percebe a importância de fazer uma boa escolha.Eu passeio pelas prateleiras e não seleciono, apenas sinto. Às vezes é um apelo visual. Outras, uma edição recente. Outras há ainda que o escritor merece ser conhecido e sair dali um pouco.


Curiosamente, da última vez que estive na bilioteca trouxe O Bicho da Seda, de Robert Gallbraith, que me foi recomendado,aqui no blogue, pela Magda e pela Fátima Bento, e O Pianista de Hotel, de José Rodrigues de Carvalho, por causa de ser recente e pelo bichinho que matou o gato: a curiosidade. 


Não sei se conseguirei ir todas as semanas à Biblioteca, mas vou tomando nota das recomendações que vocês vão fazendo para que a je não se perca.


 


Bom fim-de semana!


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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Ele está de volta, de Timur vermes

Ele-Esta-de-Volta.jpg


Sinopse: aqui.


Opinião: Li há algum tempo mas a história ainda está bem presente na minha memória. Trata-se de uma sátira aos tempos modernos e o protagonista é o Adolf Hitler, o que, só por si, prometia ser uma leitura complicada e muito irritante.


Hitler acorda, desorientado, no ano de 2011 num jardim em Berlim, perto do Bunker. Não sabe o que lhe aconteceu e, como conhece muito bem Berlim (de há quase 70 anos atrás),  começa a percorrer as ruas da cidade, vestido com a sua farda. Todos julgam tratar-se de uma sósia do ditador, mas isso é motivo para as pessoas, com que se cruza, o encararem com sentido de humor, afinal todos julgam tratar-se de um ator que encarna realisticamente o papel!!! Só que não. Eu é que não gostaria de o ver na rua, contudo, parece que os alemães apreciam humor negro...


O que torna este livro divertido são as dificuldades com que Hitler se depara, em especial, com as novas teconologias e com as pessoas, o que me faz recordar a situação hilariante em que ele julga que o LCD, no quarto de hotel, é um cabide para pendurar o casaco (ahahah).


Além da sátira, o escritor faz ainda uma crítica à sociedade consumista, à política na Alemanha de Merkel e ao jornalismo sensacionalista.


Achei muito interessante e a escrita muito acessível. A capa, de um minimalismo muito apelativo e revelador, foi o que me chamou mais à atenção. O único ponto que destaco, como sendo o menos favorável, foi o final da história, porque não quero nem aceito que alguém como Hitler passe de Besta a Bestial. Porém, há quem entenda isso como um final em aberto e em que o final é deixado à imaginação do leitor (eh, finjo que acredito).


O primeiro livro de Timur Vermes é uma surpresa agradável e de muita criatividade. Dá que pensar. Eu refleti e tremi perante o facto de a história ser um ciclo em que tudo se repete.


Já pensaram sobre isto?


 


Classificação: 4/5 - Gostei bastante

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Now and then, memo to the future

 



 


Now 


Hell is the gateway


No one orders,


nobody does anything


Believe in the explosion


Or terrorist or lying,


But do not buy the fight


nor sell your soul.


The power of anger


and the pain of the world


Wept in known tongue,


and vomit on the correct


and weak


narrows view.


 


and Then


The forest out there


It´s not the same.


All the blame


Of some of us.


Everywhere


There´s fire,


Consumes everything


Around 


Inside


All memories


All coletive past


Is gone.


Stays Blury


The future.


 


 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O leitor do comboio, de Jean-Paul Didierlaurant


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Sinopse : aqui.


Opinião: Sabemos que as experiências de leitura não são todas iguais e que uns dias correm melhor e outros pior. Creio que este livro costuma agradar à maioria, mas o meu pensamento está a seguir um caminho difícil. Ainda assim, levanto um bocadinho o véu de aspetos positivos a destacar: a capa é apelativa, a escrita é acessível e os personagens fáceis de imaginar. 


O leitor do comboio, contador de histórias, faz as suas leituras em voz alta, no comboio das 6:27 para Paris.É uma rotina que cumpre religiosamente e fá-lo porque dá significado à sua vida rotineira e monótona. Ao ler  as folhas, que Guylain salva da "Coisa" (ou da máquina que destroi livros), sente que assim são devidamente valorizadas e escutadas, pelo menos uma última vez. É quase como um prazer secreto e subversivo, porque os livros são devorados pela "Coisa" para reciclagem e, ao salvar aquelas simples folhas, Guylain vence a máquina e quebra as regras da empresa. O que faz é perigoso, porém, ele não desiste de recuperar mais e mais folhas.


Retomando o pensamento inicial, o tal que é difícil de agradar, pensei no seguinte: o Guylain lê frases lindas, poéticas de folhas sem qualquer relação entre elas, mas entendo que os excertos lidos e apreciados não foram compreendidos nem pelos ouvientes nem por Guylian. Será uma achega aos leitores de hoje? E "A Coisa" uma alegoria à censura e ao fim da liberdade de expressão? E já agora a "cinderela", Julie, representará a esperança para quem tem trabalhos difíceis?


Achei a leitura fácil, mas não era a história que procurava. No entanto, atendendo a que cada livro tem o seu leitor, gostaria de saber se já leram e se gostaram.


Classificação: 3/5 -Razoável