quinta-feira, 25 de maio de 2017

Palestina, de Hubert Haddad | Livro secreto #3 |

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Eis um livro que estranhei e adorei: estranhei a história, porque, embora conheça o conflito entre palestinianos e isrealitas, não é fácil entrar nela; adorei a Falastin, a sua personalidade e a forma como ela supera as adversidades, porque é uma mulher marcada e de grandes convições. É admirável um escritor escrever um romance em que a personagem feminina principal ultrapassa tudo e todos, sem o esteriótipo de mulher existente no mundo árabe.


Todas as palavras empregues, neste pequeno livro, servem para descrever uma situação sem fim à vista, muito difícil e dura. Não é um tema nada fácil. A guerrilha é uma constante, mas, mesmo sem saber se a vida continua no dia a seguir, Nessim apaixona-se por Falastin.


Já quanto ao desfecho final, penso que foi coerente com a realidade do conflito, quer exterior quer interior.


Mais não posso dizer. 



Um ligeiro ruído nas suas costas fá-la reter o fôlego. Não é que se sinta apreensiva, o medo não a atinge; mas a tristeza invade-a, semelhante a um desejo de destruição, a um gosto brusco pela queda, sempre que sujeita a qualquer ameaça, física ou moral. Apesar disso, recompõe-se e demonstra indiferença. Nada se pode contra o verdadeiro desprendimento. 




Nada viria jamais a salvá-la neste mundo. Fora distinguida com uma ferida demasiado íntima, privada, na imaterialidade da sua carne e também fora dela, na estranha desumanidade das coisas.



 


Sinopse: Algures na Cisjordânia entre a Linha Verde e o «muro de segurança», uma patrulha israelita é atacada por um comando palestiniano. No confronto, um dos soldados é abatido, o outro feito prisioneiro pelo comando que depressa se põe em debandada... Ferido, em estado de choque,  o refém perde todas as referências, esquece como se chama. Para ele, é a passagem para o outro lado do espelho. Único sobrevivente, sem documentos, vestido à civil e de keffieh, o jovem militar é recolhido, tratado e depois adoptado por duas palestinianas. É nessa condição que Nessim descobre e experimenta os sofrimentos e tensões de uma Cisjordânia ocupada. Neste comovente romance, através da personagem de Falastìn, Hubert Haddad converte todo o horror do conflito numa alegoria trágica de grande beleza. 


 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Pesquisa nonsense

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Já me tinha deparado com várias muitas pesquisas no blogue, mas esta, "Exemplo de conversa nonsense", deixou-me perplexa e, no mínimo, sem saber o que responder ou pensar. 


Será que:


 


a) estavam à procura de uma conversa sem lógica ou sem coerência?


b) pesquisavam uma das conversas do Senhor Gato, como esta aqui?


c) Ou será que já não digo coisa com coisa? 


 


Qual acham que é a correta?! 


 


Acho que estou a sentir o formigueiro da falta de lógica ou do tal do nonsense 


 


Eu descobri o mistério e a resposta. E publiquei hoje como se fosse dia 1 de abril, dia das mentiras, pois é o que parece esta pesquisa ou acham que a resposta certa é a c)?


 


 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Línguas-de-gato | O amor não é para gatos # 32 |

Ando nas nuvens. Dá gosto olhar pela janela e ver os pássaros e as flores. Deito-me ao sol. A dormir. A sonhar. Ultimamente sonho muito, sabem? A minha dona diz que ando bugado e eu fico a olhar para ela com bigodes de espanto. Às vezes não percebo os humanos e eles tão pouco entendem o que se passa à sua volta. Neste caso aparento serenidade, pois no meu interior algo se está a passar. O som da sua voz fica muito tempo no meu ouvido. O feio tornou-se belo. Até a andorinha, se pousasse na minha varanda, seria bem recebida com o toque suave das minhas patinhas.


No domingo, a Pipoca veio ter comigo toda animada. Disse que queria ser apresentada ao gato do vizinho (fiquei sem miar durante dois dias). O pedido apanhou-me desprevenido e confundido. É que o gato do vizinho, o Amado, é gato para ter 70 anos em anos de humano!


Estranhamente comecei a pensar mais na história da Pipoca. Amar pelos dois ecoa no meu cérebro todos os dias (e na rádio, na televisão, no telemóvel, no tablet...), vá-se lá saber porquê!


O Salvador ganhou a Eurovisão, mas parece que a minha visão é que precisa de ser salva. Help. O amor não é para gatos, pois não? 


 



 


O título do post foi retirado daqui


 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Somos sem saber

Sou alma e fim, sou sentimento, a essência, e a quimera.


Talvez procure, na estranheza, a beleza.


Mas como explicar a palavra que lavra a língua na míngua do que esquecemos?


Sabendo que a escola da eternidade está encerrada... cabe-nos agora descobrir...


o trilho ou o caminho da verdade.