sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Música de Natal com voz de gato

Estou um pouco adiantada. Já fiz a árvore de natal e já tratei dos presentes. Assim, aproveito para desejar a todos um Natal cheio de Alegria .
#sóquenão
#hajaalegria


P.S. O que disse, anteriormente, é apenas uma desculpa para juntar mais um vídeo à minha estranha colecção...


Música com palavras enfeitiçadas

Música com gatos e três palavrinhas

Palavras sem música

Desenhos animados sem palavras

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Enigma



no sossego vago do leito, escondo, debaixo das cobertas, o fervor. 



oiço um restolhar. espio devagar, sem olhar,



a página de um novo romance de amor. 



a luz esquálida, dentro do quarto,transportou



uma luminosidade, e a visão vertidada alma disparou



o alarme da ilusão. alguém está ali?ou é só a escuridão? 



entre o agora e o passado. fiquei àespera. e esperei só.



e o frio, que cobria a pele, esticou a perceção num nó.



um ataque invisível.um barulho depassos… um bater do coração...

A Dádiva, de Toni Morrison # 28


 

Autora: Toni Morrison

Ano:2009

N.º de Páginas: 137

Editora: Editorial Presença

 

Sinopse: Da autoria da primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1993), “A Dádiva” é um romance extraordinário quese passa na América do Norte de finais do século XVII. Profundas divisõessociais e religiosas, opressões e preconceitos exacerbados propiciam o cenário ideal para a implantação da escravatura e do ódio racial. Jacob Vaark é um comerciante anglo-holandês que apesar de se manter à parte do negócio dos escravos, que então dá os primeiros passos, acaba por aceitar uma menina negra, Florens, como pagamento de uma dívida de um fazendeiro de Maryland. Nesta parábola do nascimento traumático dos Estados Unidos, Morrison revela-nos o quese esconde sob a superfície de qualquer tipo de sujeição, incluindo a dapaixão, e o quanto essa falta de liberdade é nociva para a alma.

 

Opinião: Tenho de admitir que adorei a capa (muito bem escolhida, assim como o respetivo marcador). A leitura prometia e tinha, à partida, todos os ingredientes para ser um livro fora do comum. Porém, falhou o principal, dado que a capacidade de concentração, na leitura, ficou especialmente comprometida em virtude de ter lido meia dúzia de páginas de cada vez (não façam isso, Ok? E muito menos à noite!). Já no que diz respeito à escrita, achei que é difícil, pois a escritora escreve de uma forma muito peculiar. 
No fim, fiquei com a sensação de que deveria ler tudo de novo e acometeu-me, subitamente, um vazio, apenas preenchido pela releitura de algumas frases poéticas:

 

Citação:”De súbito umlençol de pardais cai do céu e instala-se nas árvores. São tantos que das árvores parecem brotar pássaros e não, de modo algum, folhas(…) Nós nunca moldamos o mundo. O mundo molda-nos a nós. Súbita e silenciosamente, os pardais desaparecem”(pág. 62);

"No pó onde o meu coração permanecerá todas as noites e todos os dias até compreenderes o que eu sei e anseio por dizer-te: receber domínio sobre outro é errado; dar o domínio de si mesmo ao outro é uma coisa perversa"(pág.137).

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O que dizem os teus livros? (1)


 


 

 

Esta semana, vamos conhecer Malik do blogue Malik, uma outra forma de poesia. Ele escreve poesia há apenas dois anos e fala, sobretudo, sobre o amor pela mulher : "És a minha força quando estou fraco,/és luzque ilumina o meu ser,/és poema, livro, canção,/és tudo o que um homemquer...". Aliás, ele contou-me que o primeiro poema, "escrito por brincadeira", foi o "De amor nua".

É, assim, com enorme prazer e satisfação que publico as suas respostas, as quais revelam, por detrás das letras, a existência de uma pessoa simples, verdadeira, enigmática e apaixonada.

 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 

Desde muito novo. Creio que sofri influência principalmente do meu pai que liaimenso. Então, bem cedo desenvolvi o gosto pela leitura. Ainda me recordo deler “Os cinco” e “Os sete” entre outros. Lia-os avidamente...

 

Qualo tipo de livro que costumas ler?

Nãohá, nem nunca houve, um género em particular. Sempre li de tudo. No entanto,por estranho que possa parecer, li muito pouco os autores clássicos portugueses. Mea culpa!

 

O que gostas mais durante a leitura? 

Há duas coisas que fazem a diferença. Uma, quando o livro nos “agarra”, quando entramos nele como se dele fizéssemos parte e nos tornamos um espectador vivodo enredo. Outra, quando nos leva a pensar, nos “obriga” a reflectir e até elaborar sobre algo que até então passou “despercebido”.

 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

O autor é fundamental. Pelo que dele conhecemos, pelo que alguém que conhecemos bem nos disse sobre ele. Outras vezes são autores recentes que vamos conhecendo na imprensa ou na net e que nos despertam interesse.

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

Um leitor pega num livro como quem entra no seu quarto de solteiro e fecha aporta. O livro passa a ser o seu mundo com todos os sentimentos que a leitura faz emergir.

 

As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ouriste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 

Que me recorde nunca chorei. Mas rir sim, muitas vezes! Não vou mencionar um porque efectivamente foram muitos e não poderia ser justo.

 

Oque dizem os teus livros? 

Houve um tempo em que falavam de tudo. Hoje, falam muito de amor. Falam de amor em todas as suas formas. Pela mulher, pelo outro, pela humanidade...



 

***


Malik, eu tenho um palpite: não julgas os livros pela capa e sim pelo seu interior, assim como as pessoas, acertei?

Sim, acertaste em cheio; a capa de um livro ou o corpo são o mero embrulho. Eu prefiro a prenda que está no interior:).
Tudo de bom e felicidades para o teu blogue!


 

Muito obrigada, do fundo do ❤.








 


domingo, 13 de novembro de 2016

Línguas-de-gato | A Comédia dos Erros # 11

Mais uma festa e mais uma confusão aqui em casa. É S. Martinho e este dia é comemorado a comer! Que novidade! Eu só vejo os meus donos à mesa a comer e eu faço olhinhos, e ponho uma pata, como quem diz “dá”, mas eles continuam a ignorar-me. Hum. Talvez se demonstrar que estou feliz e a rir-me?! Experimento, então, ronronar. Nada.Aquelas coisas castanhas venceram o gato. Julgam elas! Os gatos são adorados como deuses há milhares de anos e não é agora que me vão destruir o meu reinado.Então, adopto outra postura, passo ao ataque, e, aí, saio eu disparado, pulo numa cadeira e aterro em cima das coisas, ou seja, das castanhas... Ai, estavam tão quentes. Foi uma aflição. A minha dona gritou e socorreu-me. Depois disse que eu era um gato maroto e muito desastrado, e que me podia ter magoado. 
À conclusão da história, tive o meu minuto de fama. Mas logo, logo, estavam a beber e a rir. Eu não achei piada. Aprendam, os gatos riem quando ronronam e, como temos sete vidas, ronronamos muito. Será que ninguém nos ouve com atenção? Senhores investigadores, bem que poderiam fazer um estudo sobre isto, mas não! Fazem sempre os mesmos estudos. Num novo estudo, vieram tentar demonstrar que, quando os humanos estão com certas pessoas, a cada dez minutos de conversa, riem-se sete vezes. Que rica conversa. Sete vezes? Ah, e ainda que emitem uma série de sons estranhos sem que haja um movimento real da língua, maxilar, palato ou lábios, dado que toda a ação ocorre na caixa torácica. Ora, aí está uma novidade.Os humanos, quando riem, emitem os sons mais próximos dos sons entre animais. Parece mais uma teoria da Comédia de Erros (e não, não é de Shakespeare). Aliás, até gostaria de saber a que soaria o riso deles quando, por exemplo, pagam a contribuição audiovisual para a RTP, no contador da electricidade, incluindo os serviços municipais como os semáforos, os candeeiros públicos, os sistemas de rega dos jardins e os cemitérios. Hum. Se calhar não estudaram a outra espécie de riso,aquela do riso amarelo, em que há um ligeiro descer de lábios e em que se mostra um pouco os dentes? Pois, senhores investigadores, devo dizer que o vosso estudo está incompleto. Ernest Hemingway dizia que “Um gato tem honestidade emocional absoluta: os seres humanos, por uma razão ou outra, podem esconder os sentimentos, mas o gato não”. Para quando esse estudo, afinal?  Fica a dica: