domingo, 9 de outubro de 2016

Línguas-de-gato | Robert De Niro e a revolução dos bichos # 6

Há sempre dias em que nem tudo corre a bom vento felino. Na terça, fiquei sem palavras (miei bastante mas não resolveu!). A minha dona não quis sequer falar comigo, não me quis ao pé dela equase não me dava comida nenhuma. Imaginem! Cá em casa, o azar começou nesse dia. Felizmente, tudo se resolveu. Tinha até pensado iniciar uma revolução qualquer, mas não foi preciso.Já não tenho de armazenar comida e nem de atacar ninguém. Logo eu que não sou visto nem com uma patinha fora de casa. Não e não. Mas confesso o que me trouxe aqui.Outro género de revolução. Uma com o Robert De Niro. Ele é protagonista de um vídeo em que ataca, forte e feio, o Donald Trump. E não se conteve nas palavras quando refere:”Ele é tão evidentemente estúpido…É um rúfia, um cão, um porco, um aldrabão, um artista da mentira, um vadio que não sabe do que está a falar”. Hum.Será que há aqui uma analogia? Poderemos interpretar estas declarações de outra maneira? Então e o facto de ele chamar porco, a um político, não lembra assim um certo animal da Revolução dos Bichos, de George Orwell? Se calhar sim. Eu creio que o Robert ousou nesta mensagem e que não podemos levar à letra todos os nomes que Robert atira ao Trump. Aliás, a mensagem principal está no “porco”,até porque o Trump andou a dizer que “pode apalpar as mulheres porque é uma estrela”. Bom, o meu faro apurado disse que tenho mais com que me preocupar.Estas são “guerras” na Terra do Tio Sam, mas, por enquanto, são só guerras de palavras. Já no que aos bichos diz respeito, penso que foi declarada outra a guerra: a guerra contra os gatos. O Estado Islâmico proibiu que os moradores de Mosul criem gatos nas suas habitações, por ser uma ameaça à ideologia e crenças islâmicas?! Hum. No comments.

sábado, 8 de outubro de 2016

Tempo de voltar | A sério? # 4

                        


Tenho andado, por aí, numa azáfama de lenços de papel....Fiquei à espera de melhores dias e ainda de melhor inspiração. É que isto dos blogues não é nada fácil.Bem, ainda não estou a 100% mas dá para aguentar ... quase tudo. É que eu descobri que lidar com vírus tem uma certa ciência e alastra com facilidade.

Assim, num lapso mental, pensei em fazer uma investigação mais aturada sobre as gripes.


Na música de Quim Barreiros (a qual nem vou comentar!), são referidos vários tipos de vacinas e , a certa altura, ouvimos isto:"vacina à gripe A e vacina agora só se for D". O Quim Barreiros é vidente! Além das evidências nas letras das músicas, ele já estava a prever uma nova vacina contra a gripe D ["Dialetos de ternura"].

                         
Esta gripe afeta a voz e provoca rigidez ao nível do pescoço, delírio, bem como severas alucinações. Tenham cuidado...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O tempo


Este tempo (in)certo
pode provocar (in)certezas.
É que não podemos perder tempo
ou ter tempo para surpresas.

É que não podemos
ganhar tempo ou perder .
É que não há tempo,
sem tempo para viver.

Algum tempo,
é viver um pouco.
Não aproveitar o tempo,
é ser louco.

Mas o meu
tempo é teu,
Como o teu,
É meu também...

Não, não é de mais ninguém.

domingo, 2 de outubro de 2016

Línguas-de-gato |Transparências inúteis # 5

Depois de mais uma semana estafante, sempre a dormir e sem nada para fazer, fico sempre em pulgas, passo a expressão, para movimentar uma patinha. É assim, com agrado, que miado à parte, consigo despertar da letargia de gato e aparecer com boa disposição e com as habituais línguas-de-gato da semana. É um pouco estranho o assunto que vou abordar hoje, mas foi o que despertou o sentido felino, aquele em que deteto coisas insólitas. Então, que tal falarde transparências? Podia falar de roupa, mas eu tenho pelo e apenas, no inverno, adoro uma boa mantinha. Portanto, a transparência não é na roupa. Será sobre uma casa do futuro, como na distopia, no livro Nós, de Zamiatine? Não é.Mas está mais perto. Trata-se da mais recente atração de Changsha, na China, a saber:uma casa de banho transparente. O meu interesse recaiu sobre isto, porque a casa de banho é pública, é em vidro e qualquer pessoa, que passe, consegue ver quem está a usar. Muito interessante. Estamos a caminho do futuro. Mas lembrem-se que, nas línguas-de-gato, há sempre outra história associada: igualmente sobre transparência e que, também, se poderá considerar que envolve um vidro (porque pode estalar ou partir). Dou uma pista: o PR vetou o diploma que previa que o Fisco tivesse acesso aos saldos bancários dos contribuintes com mais de 50 mil euros. O que não sabem, se eu disse tudo agora? O meu feitio felino diz que ainda não se aperceberam que a transparência fiscal não é só um “big brother”,não é, de todo, uma casa toda feita em vidro, como no livro de que vos falei. Não e não. É uma transparência fraquinha, como aquela da casa de banho, na China, porque poucos se atreverão a usar. É uma falsa questão, pois quem tem pilim, não deixa o dinheiro à mostra. Quanto à maioria nem tem que se preocupar ou, pelo menos, não tem que se esconder das transparências inúteis!

 

Até à próxima.


 

sábado, 1 de outubro de 2016

O piropo | A sério? # 3

Vários juristas vieram criticar a decisão do tribunal por deliberar que "comia-te toda" não é crime. Esta decisão,ou melhor, acórdão do tribunal da Relação de Coimbra é justificada por uma alteração à lei, que ocorreu em momento posterior.
Resumindo e baralhando, a expressão "Estás cada vez melhor! Comia-te toda! És toda boa! Pagavas o que me deves!" dirigida a uma mulher, na via pública, constitui "linguagem boçal e ordinária, susceptível de ferir a sensibilidade subjectiva da visada, não atinge, no seu todo, o patamar mínimo da dignidade ético-penal apto a fazer intervir o tipo de crime previsto no artigo 183.º do C.P."

Depois de ler isto tudo, como é óbvio, enquanto mulher não poderia ficar indiferente. Não há dúvida que certos valores se vão perdendo. Eu, para me animar, fui pesquisar mais um videozito e eis que surge: "És tão boa!" do Herman José. Nãooo tem nada de piropo, ou de dichote e já faz parte da nossa tradição (se calhar o tribunal deveria ter deliberado com fundamento na tradição, não é?).