quarta-feira, 7 de setembro de 2016
promessas
palavra ocas e sem discernimento
palavras vãs e sem entendimento
nada mais do que palavras
correntes inexoráveis
de ar ao vento
correntes a mais
no pensamento.
penso em promessas
como palavras
idóneas e libertas
penso no ideal
e quando serão (re)descobertas.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Palavras sem música
Se música sem palavras é uma cena do passado, o que está dar é palavras sem música! Isto porque alguém teve a ideia de retirar a música de alguns vídeos e de colocar no youtube. Jenny Lawson viu e resolveu ironizar com a figurinha que todos podemos fazer se não houver uma música de fundo. Já falei aqui dela e do seu livro "Furiosamente Feliz", mas ela continua a surpreender com uma imaginação fora do comum, além de um sentido de humor inigualável.
Música para quê? Vejam.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
No computador
As horas lentas passam ao lado do meu computador
Teclo, furiosamente, à espera de uma novidade
Novas horas, desalento, à espera da verdade
Em ansiedade sacrifico o coração e sinto dor.
Não sem antes pensar na vida com criatividade.
Saltos, pulos, danças, rodopios, fico tonta, não tenhoidade.
O tempo arrasta-se pela casa e pela cidade.
Automóveis, autocarros, bicicletas, em velocidade.
A força das palavras à espera de uma oportunidade.
Vamos conversar?
Será difícil explorar o som da voz do outro? Todos vivem embrenhados nas próprias conversas, em especial ao telemóvel, porém, desde pequena que me lembro de observar tudo. Ultimamente ainda mais. Não considero que isso seja mau. O estatuto de observador tem esta vantagem mas se pensarmos que isso implica não participar em nada, então concluímos que este raciocínio não é tão linear quanto isso. De facto, quer nas conversas quer em qualquer outra situação, há dois lados, dois pólos: um negativo e outro positivo. Nas pessoas também e há pessoas que só têm um de cada: os pessimistas e os otimistas. Rótulo necessário a quem vive em sociedade? Aparentemente, sim. Quem já não ouviu: ai e tal és pessimistas e isso que dizes é do teu pessimismo? Certo, então eu gostaria de saber sobre o que é que se pode conversar, afinal. É que eu não concordo que há ideias mais negativas ou mais positivas. São ideias, palavras que exprimem o pensamento. Depois podemos optar por uma ou por outra ou entrar em consenso.
Quem estiver a ler isto, certamente já se deparou com situações similares. Um rótulo cala tudo; o pensamento, a vontade de aprender e a vontade de conversar. Tenho para mim, que é mais fácil mudar para Marte do que conversar com os pés assentes na terra. É por isso que procuro o mistério e a escrita, sempre posso divagar à vontade!
No outro dia, dei por mim a alertar uma pessoa para uma possível complicação (deveria perder esta mania de que posso salvar o mundo!). Precipitei-me, mas as palavras em si não transmitiram a informação de forma correta. Estaremos a perder a capacidade de comunicar da forma certa? Pois, eu acho que sim. Dou por mim, metida em verdadeiras confusões.
A propósito de Marte (estou mesmo a mudar de assunto), não sei se ouviram a notícia de que um foguetão não tripulado da SpaceX explodiu durante o lançamento, no Centro Espacial Kennedy, no Cabo Canaveral. Explodiu, ainda, a carga, nada mais nada menos do que um satélite que pertencia aos israelistas. Hum... coincidência ou não, maybe...
Se quiserem fundamentar a vossa opinião cliquem aqui.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Evidência
É por demais evidente
A evidência do prazer
das compras, do ócio ou do lazer.
Ou do exibicionismo na internet.
É por demais evidente
Quem vive contente
A evidência do prazer
De evidenciar e comentar.
Dizer mal ou dizer bem.
Ser ingénuo a esse ponto
é um prazer.
Nós somos o prato e a
Sobremesa de quem gere milhões
e que vive com prazer
à custa de quem conta os tostões.
A evidência do prazer
das compras, do ócio ou do lazer.
Ou do exibicionismo na internet.
É por demais evidente
Quem vive contente
A evidência do prazer
De evidenciar e comentar.
Dizer mal ou dizer bem.
Ser ingénuo a esse ponto
é um prazer.
Nós somos o prato e a
Sobremesa de quem gere milhões
e que vive com prazer
à custa de quem conta os tostões.
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