segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Voa bem alto!

Tudo o que te ensinaram, acreditas,
Não duvidas e aceitas.
O dogma..
Não ousas contrariar e desesperas.
Nas palavras escritas pelo homem
Desesperas e aceitas em contradição.
Lutar com todas as forças
Desde o berço a ouvir a palavra não
Implica desesperar e chorar de frustação.
O espírito é energia sem limites
É alma e sangue
É tudo o que precisas.
Transcende o corpo e voa bem alto!
Nem a sabedoria milenar chinesa
Acata outra solução.


domingo, 21 de agosto de 2016

Manifesto de como ser interessante, de Holly Bourne # 20

Em primeiro lugar, agradeço à A., de 17anos, por me ter sugerido e emprestado este livro fora do comum (tanto a história como a apresentação).Foi uma experiência bem diferente da que estava habituada, pois, enquanto lia olivro, sentia-me divertida, enternecida, irritada e furiosa, tudo ao mesmotempo. Por diversas vezes, estive tentada em dizer: Bree não faças isso, Breetem cuidado, Bree sê tu própria e que se lixem as populares e os outros. De facto, Breetem 17 anos, está só, tem baixa auto-estima e não conversa com os pais nem como seu melhor amigo, Holdo, a partir de determinada altura. Ela quer serescritora e depois do segundo romance recusado está disposta a tudo. Resolve,então, mais uma vez desabafar com o professor de inglês que tece um comentárioacerca de fazer coisas interessantes que permitam crescer na escrita. É comessa ideia em mente que Bree irá esforçar-se, fazer compras com a mãe, fazercoisas que não têm nada a ver com ela e, também, arranjar sérios problemas.
Citação: “Tu Já mencionaste a escola… aescola é mesmo um inferno para algumas pessoas. Não duvido disso. Nunca. Mas oque não compreendem é que a morte é permanente. Enquanto que qualquer outroproblema das suas vidas normalmente não é. E se estão a provar um ponto devista, não vão estar presentes para ver esse ponto de vista ser provado".
Pensamento: A experiência decrescer pode ser dolorosa. Faz parte da vida e todos temos de passar por isso(incluindo os pais, ouviram?).Há quem disfarce muito bem e há quem não chegue acrescer. Conselho: comuniquem. Deixem o computador ou o tablet ou o telemóvel efalem com os vossos pais ou com um(a) amigo(a). A comunicação é importantíssimae é por isso que estou agora aqui a escrever os meus pensamentos.

Doenças literárias do século passado (1)

Antes que comecem a divagar sobre o título, informo que nasci no século passado e que não estou doente. As doenças literárias são apenas um desafio sobre livros, por sinal muito divertido. Eu diverti-me imenso com ele. Espero que também gostem e que comentem (muito!).

Para começar vou fazer aqui uma comparação. Acho que isto dos blogs é como quando se acaba de tirar a carta de condução: sabemos as regras, sabemos dirigir, porém temos de ter cuidado com o que fazemos e com o que outros fazem, de forma a seguir, alegremente, o nosso caminho. A propósito de viagem, resolvi embarcar numa e pedi boleia à Magda Pais (stoneartbooks.blogs.sapo). Ela é divertida, tem um sentido de humor apurado, gosta de caçar gambuzinos (pokémons) e sabe conduzir muito bem o seu blogue. Então, eu aproveitei para espreitar e responder à TAG literária aqui, com apenas uma adaptaçãozita. Esta TAG é sobre doenças literárias do século passado (atenção que não foi no tempo dos dinossauros, embora ainda andem por aí alguns).

 

Então, é assim:

 

1) Diabetes: Um livro muito doce. “Chocolate”, de Joanne Harris, pois enquanto o li não resisti a comer um (piu,foram vários) chocolate(s).


2) Varicela: Um livro que nunca mais vais pegar para ler de novo. Sem sombra de dúvida “Os Versículos Satânicos”, de Salman Rushdie. É daqueles livros que comecei a ler, não consegui acabar e não vou querer pensar nele nunca mais.


3) Ciclo Menstrual: Um livro que relês constantemente. Infelizmente, não costumo reler livros e sei que isso me faria bem. Ou por falta de tempo ou por falta de disposição, apenas há um que gosto de reler algumas partes: “A Viagem das Almas”, de Michael Newton”.


4) Gripe: Um livro que se espalhou como vírus. “Nós”, de Zamiatine, tal como um vírus esta distopia acabou por contagiar outros autores, como por exemplo George Orwell.


5) Asma: Um livro que te tirou o fôlego.“Os sete minutos”, de Irving Wallace. Fiquei sem fôlego enquanto não acabei de ler e com asma quando resolvi comprar on-line a edição do Círculo de Leitores e recebi o livro em português do Brasil (rsrsrs).


6) Insónia: Um livro que te tirou o sono. "Pássaros feridos", de Collen MacCullough. Tirou-me o sono, fez-me sonhar acordada e assisti, ainda, à série televisiva (Não que sonhasse com o padre, credo!).


7) Amnésia: Um livro que leste mas não te lembras bem. “O Deus das pequenas coisas”, de Arundhati Roy. É sobre a família e sobre mulheres, que são umas desgraçadas, mas não me lembro de mais nada.


8) Doenças de Viagem: Um livro que te leva para outra época/mundo/lugar. “Cisnes Selvagens”, de Jung Chang. Com este livro viajei à China do século passado e fiquei doente com as descrições do regime, dos pés amarrados das mulheres e do sofrimento.


É tudo, Se tiverem outros livros para indicar estejam à vontade.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

(Frágil) equilíbrio


Estrada abaixo
Sempre a descer
Equilibrando
O corpo
Sem saber.
O vento na cara
Na roupa um vendaval
Segue desabrida,
A bicicleta.
Segue perdida,
A rapariga.
Esquece a liberdade,
Esquece a vida
Ou que muitas mulheres
Sofrem
Em cárceres, 
Em chagas,
Em ferida,
Na alma e no corpo.
Já a rapariga leve, leviana e livre
Seguia perdida
Equilibrando a bicicleta 
E a doce ilusão.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O Verão e a razão

Num Verão já longínquo
Esperava o passar do tempo
Calmo e sereno
Cheio de suavidade.
Não pesavam os anos
Nem a idade.
Nessas tardes idílicas
Vivia aventuras cheias de ação
Mergulhada nos livros
Num bater lento
mas acelerado do coração.
Que saudades dos cheiros
Do calor no chão
Pois, na braseira intensa
Cheia de emoção
Mergulhava nos cheiros,
nos livros e no Verão.
Propositadamente (ou não)
Apenas volta o calor
Num bater acelerado
Da razão.
Não penses voltar
O tempo gira
Tu não!